"Quinta da Lixa, Loureiro 2002" - Plagiando, foi você que pediu um vinho verde fresco e leve, próprio para a época, mas ao mesmo tempo de carácter e travo bem definido? Será o caso. Além disso, eu diria que este vinho roubou o aroma à toranja e, tal como ela, é pouco denso e sofisticado. Pelo contrário, é despreocupado e nada pretencioso; por isso, deixa-se beber muito bem. Querem melhor ?
"Torre de Menagem 2001" (Alvarinho / Trajadura), Quintas de Melgaço - Sobre alvarinhos, neste quase fim do verão, está tudo dito. Resta explorar duas perspectivas: qual deles sublinha melhor o carácter da casta (ponto i); qual deles melhor combina a casta com outras, de modo a adoçar o carácter másculo, dando-lhe frescura e delicadeza (ponto ii). Este, está bem. 5% de Trajadura não lhe retiram o sabor da vide nem a personalidade, mas arredondam a aspereza e tornam este vinho mais urbano.
"Porto Krohn LBV, 1998" - Já se sabia que 1998 foi um ano pouco evidente. Este vinho de sobremesa, vai bem com a dita. Mas honestamente, de um LBV espera-se um pouco mais. Apesar disso, é poderoso e intenso. Curiosamente, ganha se for aberto com alguma antecedência. O que vale por dizer que no dia seguinte fica melhor... Talvez por ser novo e ter muitos espíritos para libertar.
quarta-feira, agosto 20, 2003
segunda-feira, agosto 18, 2003
Quinta da Alorna (II): aroma discreto mas elegante, com a madeira a não esconder o amanteigado do chardonnay; na boca está fresco, com boa acidez que lhe é dada pelo arinto; vai ganhando complexidade com a subida de temperatura no copo; acompanha entradas variadas, crepes chineses e queijos de sabor não muito intenso.
LP
Martivilli (II): Aroma intenso a maracujá, ananás e pêssego; ligeiro gás, acidez acentuada que é suportada pelo corpo, fresco; final prolongado. Ganhará com um ou dois anos de garrafa.
LP.
LP
Martivilli (II): Aroma intenso a maracujá, ananás e pêssego; ligeiro gás, acidez acentuada que é suportada pelo corpo, fresco; final prolongado. Ganhará com um ou dois anos de garrafa.
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"Quinta da Alorna - Branco, Reserva", 2002 - Chardonnay e Arinto, na medida certa, sendo o primeiro mais marcante que o segundo dependendo da temperatura a que é servido. Corpo cheio, convida a copo cheio. E a acompanhamento cheio, também (não é o típico vinho fresquinho de verão).
"Martivilli - Verdejo", Rueda, 2002. Já existem em Portugal varietais desta casta. São em geral secos e ásperos. Este é-o menos. Mais aromático e fresco. Os verdelho deverão beber-se mais amadurecidos do que este o foi. Azar o dele...
"Martivilli - Verdejo", Rueda, 2002. Já existem em Portugal varietais desta casta. São em geral secos e ásperos. Este é-o menos. Mais aromático e fresco. Os verdelho deverão beber-se mais amadurecidos do que este o foi. Azar o dele...
sábado, agosto 16, 2003
"Quintas de Melgaço", (Alvarinho/Trajadura) - Vinho equilibrado, algo ácido, como lhe compete, encorpado e fresco. Próprio para o verão. Apropriado para acompanhar qualquer manjar de férias e, em especial, se for peixe grelhado. Deve ser bebido muito fresco.
"Muralhas 2002". Este clássico vinho verde, da Adega Cooperativa de Monção, está melhor que os de anos anteriores. Pronto a beber, embora não perdesse pela demora. Talvez comece a acertar o passo com os Alvarinhos que, definitivamente, ganham se forem bebidos dois invernos depois de feitos. Este Muralhas é fresco q b e é intenso q. b. O equilíbrio certo entre o denso Alvarinho e o fresco Trajadura.
"Casa do Arco 1996". Valpaços é uma região com grandes pergaminhos. Lamentavelmente têm quase todos muitos anos. Recentemente a Adega Cooperativa lançou umas garrafinhas de vinho muito bem elaborado. Monocastas, com grandes potencialidades. Em particular o Trincadeira Preta, vendido a um preço muito baixo, em garrafas de meio litro. Talvez recupere o nome esquecido da região transmontana.
"Chaminé Rosé, 2001". Irmão do tinto de combate com o mesmo nome, este refresco de verão reconcilia-nos com os rosados. Sim senhor! Não desmerece do seu rico primo "Cortes de Cima" ou do nobre "Syrah" do mesmo produtor. Cliff Richard, que fornece uvas para esta casa, apreciará este vinho de Hans Kristian Jorgensen. Atenção aos 14 grauzitos deste rosé!
"J.P. - Moscatel de Setúbal". Geladinho, este vinho de Azeitão é uma sobremesa de truz. Sobretudo se for acompanhado por um queijo cremoso. Consta que tem sido servido na cerimónia de entrega dos prémios Nobel. Tem a vantagem, sobre alguns dos seus concorrentes, de não ter efeitos no "day after"...
"Pousada - LBV 1997". Ainda no capítulo das sobremesas e dos queijos, aqui fica um registo excelente. Boa cor e aspecto pastoso, tem que mastigar-se, para melhor se degustar. O copo fica colorado e a boca nem é bom falar. Verdadeiro néctar, este vinho do Porto só tem um senão: não é filtrado. Dito de outra forma: não se tomando precauções, a ressaca é certa. Mas vale bem a pena.
"Muralhas 2002". Este clássico vinho verde, da Adega Cooperativa de Monção, está melhor que os de anos anteriores. Pronto a beber, embora não perdesse pela demora. Talvez comece a acertar o passo com os Alvarinhos que, definitivamente, ganham se forem bebidos dois invernos depois de feitos. Este Muralhas é fresco q b e é intenso q. b. O equilíbrio certo entre o denso Alvarinho e o fresco Trajadura.
"Casa do Arco 1996". Valpaços é uma região com grandes pergaminhos. Lamentavelmente têm quase todos muitos anos. Recentemente a Adega Cooperativa lançou umas garrafinhas de vinho muito bem elaborado. Monocastas, com grandes potencialidades. Em particular o Trincadeira Preta, vendido a um preço muito baixo, em garrafas de meio litro. Talvez recupere o nome esquecido da região transmontana.
"Chaminé Rosé, 2001". Irmão do tinto de combate com o mesmo nome, este refresco de verão reconcilia-nos com os rosados. Sim senhor! Não desmerece do seu rico primo "Cortes de Cima" ou do nobre "Syrah" do mesmo produtor. Cliff Richard, que fornece uvas para esta casa, apreciará este vinho de Hans Kristian Jorgensen. Atenção aos 14 grauzitos deste rosé!
"J.P. - Moscatel de Setúbal". Geladinho, este vinho de Azeitão é uma sobremesa de truz. Sobretudo se for acompanhado por um queijo cremoso. Consta que tem sido servido na cerimónia de entrega dos prémios Nobel. Tem a vantagem, sobre alguns dos seus concorrentes, de não ter efeitos no "day after"...
"Pousada - LBV 1997". Ainda no capítulo das sobremesas e dos queijos, aqui fica um registo excelente. Boa cor e aspecto pastoso, tem que mastigar-se, para melhor se degustar. O copo fica colorado e a boca nem é bom falar. Verdadeiro néctar, este vinho do Porto só tem um senão: não é filtrado. Dito de outra forma: não se tomando precauções, a ressaca é certa. Mas vale bem a pena.
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