domingo, maio 30, 2004
Finca Flichman, Malbec 2003 – Este tinto da zona de Mendoza (Argentina) esconde muito eficazmente os 13,5 graus. É discreto, mas tem um aroma frutado muito senhoril. Não enche a boca mas os taninos arrastam um agradável final. É ligeiro e está pronto a beber, o que é notável num vinho tão jovenzinho. Experiência agradável, de uma casta que os franceses usam para equilibrar e compensar as características de outras e não tem tido direito à primeira fila.
quinta-feira, maio 27, 2004
quinta-feira, maio 20, 2004
St. Sebastiaan Grand Cru – Cerveja belga de abadia. Não se notam os 7,6º de teor alcoólico, por estarem bem mascarados sob uma enorme delicadeza elegante.
Quinta do Cerrado 2001, Malvasia Fina – O impacto inicial é seco e agreste, mas depois, enquanto se degusta, ganha complexidade e tudo termina num gracioso ramalhete de aromas vegetais.
Edge 2001 – Cabernet-sauvignon da Califórnia, com 14,2º de teor alcoólico. É um cabernet puro e duro, com travo de terra e ervas. Tem alguma complexidade, mas é frívola e pouco estruturada, que se esvai num final inexistente.
Quanta Terra, tinto 2001, Douro – Mais um vinho fortemente alcoolizado (14,1º). Picante e denso de aromas. É um rico vinho, muito mais ricamente descrito em Epicurista.
Alion Cosecha 1996 – Sofisticação e elegância. Embora esteja em final de carreira é ainda um senhor.
Quinta do Cerrado 2001, Malvasia Fina – O impacto inicial é seco e agreste, mas depois, enquanto se degusta, ganha complexidade e tudo termina num gracioso ramalhete de aromas vegetais.
Edge 2001 – Cabernet-sauvignon da Califórnia, com 14,2º de teor alcoólico. É um cabernet puro e duro, com travo de terra e ervas. Tem alguma complexidade, mas é frívola e pouco estruturada, que se esvai num final inexistente.
Quanta Terra, tinto 2001, Douro – Mais um vinho fortemente alcoolizado (14,1º). Picante e denso de aromas. É um rico vinho, muito mais ricamente descrito em Epicurista.
Alion Cosecha 1996 – Sofisticação e elegância. Embora esteja em final de carreira é ainda um senhor.
segunda-feira, maio 10, 2004
Pousada LBV 1997 – O corpo acusa a passagem do tempo, mas o espírito manteve-se vivo. Aliás, parece que ficou mais picante. O final, é vincado.
Domaine Moulin de Péries, Syrah – No início, parece que a vigorosa raça da casta está completamente domesticada, mas depois, nos cantos da boca, verifica-se que a pujança não aguenta. E o verniz francês estala.
Marquês de Marialva, Branco 2001 – Acre e seco, intenso e herbáceo. Talvez um pouco rude. Corresponde ao lugar dos marqueses, na escala da nobreza.
Porto Real Companhia Velha Vintage 1982 – Se o empregado do Café Luso não atestou a garrafa – porque será que ocorre tal ideia ? – este porto está delicado, mas sem força. Já teve melhores dias.
Carvalho Gomes Tinto Colheita Seleccionada 2001 – Quente e macio. O travo de groselhas, algo abaunilhado, fica na boca num final persistente.
Xisto Preto – Este tinto da Adega Cooperativa de Alijó ficaria seguramente bem posicionado na lista de “os melhores tintos por menos de 1 €” (custou 0,89 €, em promoção). Dentro do género, não é dos piores. E agora, que o verão se aproxima, traçado com gasosa, é capaz de ir bem…
Domaine Moulin de Péries, Syrah – No início, parece que a vigorosa raça da casta está completamente domesticada, mas depois, nos cantos da boca, verifica-se que a pujança não aguenta. E o verniz francês estala.
Marquês de Marialva, Branco 2001 – Acre e seco, intenso e herbáceo. Talvez um pouco rude. Corresponde ao lugar dos marqueses, na escala da nobreza.
Porto Real Companhia Velha Vintage 1982 – Se o empregado do Café Luso não atestou a garrafa – porque será que ocorre tal ideia ? – este porto está delicado, mas sem força. Já teve melhores dias.
Carvalho Gomes Tinto Colheita Seleccionada 2001 – Quente e macio. O travo de groselhas, algo abaunilhado, fica na boca num final persistente.
Xisto Preto – Este tinto da Adega Cooperativa de Alijó ficaria seguramente bem posicionado na lista de “os melhores tintos por menos de 1 €” (custou 0,89 €, em promoção). Dentro do género, não é dos piores. E agora, que o verão se aproxima, traçado com gasosa, é capaz de ir bem…
sábado, maio 08, 2004
Vila Santa, Tinto 2000 - Delicado sabor a campo, resultado da composição de aragonês, que lhe dá carácter, trincadeira, que lhe dá aromas, cabernet, que lhe dá corpo e alicante bouschet, que lhe dá corpulência.
Tapada de Coelheiros, Chardonnay 2002 - Amanteigado moderado e por isso não untuoso. Sofisticado e consistente. É um vinho moderno, com personalidade bem marcada. Bom vinho.
Porto Poças Vintage 2000 - Excelente corolário, para dia de aniversário. É delicado, mas potente. A aspereza está arredondada e torna-se virtude, atingindo um bom equilíbrio. Másculo, sem ser rude. Quem disse que o vinho de porto deve ser velho ?
Tapada de Coelheiros, Chardonnay 2002 - Amanteigado moderado e por isso não untuoso. Sofisticado e consistente. É um vinho moderno, com personalidade bem marcada. Bom vinho.
Porto Poças Vintage 2000 - Excelente corolário, para dia de aniversário. É delicado, mas potente. A aspereza está arredondada e torna-se virtude, atingindo um bom equilíbrio. Másculo, sem ser rude. Quem disse que o vinho de porto deve ser velho ?
quinta-feira, abril 15, 2004
quarta-feira, abril 14, 2004
As últimas, da temporada pascal.
Pera-Manca branco 2001 - Tão perfeito que até incomoda. Frescura moderada, que não esconde os aromas intensamente frutados, que se arrastam calmamente na boca.
Palmela tinto 2000, engarrafado para o Pingo Doce por Ermelinda de Freitas. Aroma encrespado e envolvente. Castelão francês, como todos, vivaço e acentuado.
Conde de Vimioso, tinto 2001 - Um João Portugal Ramos, muito agradável e bem feito. Equilibrado e ligeiro, deixa na boca notas picantes.
Porto Poças, Vintage 2000, engarrafado especialmente para o Sr. Dr. Manuel Verdelho, a 30 de Março de 2004 - Boca cheia de aromas ainda selvagens e indomados, mas que aderem à boa e ficam, ficam, ficam.
Pera-Manca branco 2001 - Tão perfeito que até incomoda. Frescura moderada, que não esconde os aromas intensamente frutados, que se arrastam calmamente na boca.
Palmela tinto 2000, engarrafado para o Pingo Doce por Ermelinda de Freitas. Aroma encrespado e envolvente. Castelão francês, como todos, vivaço e acentuado.
Conde de Vimioso, tinto 2001 - Um João Portugal Ramos, muito agradável e bem feito. Equilibrado e ligeiro, deixa na boca notas picantes.
Porto Poças, Vintage 2000, engarrafado especialmente para o Sr. Dr. Manuel Verdelho, a 30 de Março de 2004 - Boca cheia de aromas ainda selvagens e indomados, mas que aderem à boa e ficam, ficam, ficam.
sexta-feira, abril 09, 2004
Valpaços, Casa do Arco 1980 – Muito mineral. É o que sobra de um vinho bem feito, mas velho.
Beaujolais, Cuvée Rosette 2002 – Vinho de fast drink, como todos os beaujolais. Plastificado, quase aborrachado.
Aliança Clássico 1998 – Tinto regional beiras. Outro vinho mineral, algo vinoso.
Pazo de Barrantes, Albariño Rias Baixas 2002 – Acidulado, com complexo travo de citrinos. Deve ser bebido em copo fechado, para disfrutar do rico complexo de aromas. Excelente.
Encostas do Rabaçal, Trincadeira Preta 2001 – Com 15 graus, é agressivo e robusto, com muitas arestas.
Porto Pousada LBV 1997 – Já teve mais vivacidade e terá, porventura, já atingido o seu melhor ponto. Continua complexo e rico. Travo de cerejas com grande intensidade. Perdeu algo de corpo. Mas continua muito agradável.
Martin Códax, Albariño 2002 – Grande equilíbrio entre a frescura e a corpulência. Intenso e sofisticado.
Hacienda Monasterio Crianza 1999 – Ribera del Duero, com 14 graus. Vinho fantástico, com um impacto inicial muito forte, que depois revela frutas silvestres. Puro e duro.
Quinta da Urze, Touriga Franca, 2001 – pujante e intenso, portentoso, dizia o Causidicus.
Palmela Reserva 2000, engarrafado por Hero do Castanheiro para o Pingo Doce – O castelão francês não é consensual, mas enche a boca com a sua aspereza.
Valpaços Reserva 1970 – Tal como um carro antigo. Os carros antigos não são confortáveis, nem agradáveis de conduzir. Consomem muito. E outras coisas más. Mas são uma relíquia.
Beaujolais, Cuvée Rosette 2002 – Vinho de fast drink, como todos os beaujolais. Plastificado, quase aborrachado.
Aliança Clássico 1998 – Tinto regional beiras. Outro vinho mineral, algo vinoso.
Pazo de Barrantes, Albariño Rias Baixas 2002 – Acidulado, com complexo travo de citrinos. Deve ser bebido em copo fechado, para disfrutar do rico complexo de aromas. Excelente.
Encostas do Rabaçal, Trincadeira Preta 2001 – Com 15 graus, é agressivo e robusto, com muitas arestas.
Porto Pousada LBV 1997 – Já teve mais vivacidade e terá, porventura, já atingido o seu melhor ponto. Continua complexo e rico. Travo de cerejas com grande intensidade. Perdeu algo de corpo. Mas continua muito agradável.
Martin Códax, Albariño 2002 – Grande equilíbrio entre a frescura e a corpulência. Intenso e sofisticado.
Hacienda Monasterio Crianza 1999 – Ribera del Duero, com 14 graus. Vinho fantástico, com um impacto inicial muito forte, que depois revela frutas silvestres. Puro e duro.
Quinta da Urze, Touriga Franca, 2001 – pujante e intenso, portentoso, dizia o Causidicus.
Palmela Reserva 2000, engarrafado por Hero do Castanheiro para o Pingo Doce – O castelão francês não é consensual, mas enche a boca com a sua aspereza.
Valpaços Reserva 1970 – Tal como um carro antigo. Os carros antigos não são confortáveis, nem agradáveis de conduzir. Consomem muito. E outras coisas más. Mas são uma relíquia.
sábado, abril 03, 2004
Valle Pradinhos, Branco 2001 (II) - A fazer lembrar a velha anedota do reaccionário papagaio de Álvaro Cunhal, que passou 3 dias no congelador, este vinho, três dias depois de aberto, conservado no frigorífico, ficou mais dócil e civilizado. Algo turvo, também, talvez a revelar anterior fermentação interrupta. Em Trás-os-Montes, onde foi colhido, dir-se-ia que é boa pinga!.
sexta-feira, abril 02, 2004
DFJ Alvarinho/Chardonnay 2003 – corpo e estrutura do primeiro, sem o amanteigado do segundo.
Moscatel de Setúbal JP DOC 1994 – Robusto e encorpado.
Pasmados 2000 – Vinho Regional Terras do Sado, José Maria da Fonseca. Branco alimonado e fresquíssimo; apaladado e consistente. Rico vinho.
Grand’ Arte Trincadeira Preta 2000 – 14, 5 graus, que o fazem alicorado e doce. Aquecendo, fica picante e encorpado.
“Dominus Double” – cerveja belga, brune, de abadia (Koningshoeven). Adocicada, com travo de citrinos verdes. Caramelo discreto, a tender para o agridoce.
Luís Pato – Bruto Maria Gomes – muito floral, com marca de tangerina.
Quinta da Viçosa – Sirah e Trincadeira. Um João Portugal Ramos. A fortaleza da sirah define o perfil do vinho, mas não prejudica a riqueza da trincadeira. O resultado é carnudo e áspero.
Churchil’s Vintage Character 1998 – Muito apimentado, mas doce.
Moscatel de Setúbal JP DOC 1994 – Robusto e encorpado.
Pasmados 2000 – Vinho Regional Terras do Sado, José Maria da Fonseca. Branco alimonado e fresquíssimo; apaladado e consistente. Rico vinho.
Grand’ Arte Trincadeira Preta 2000 – 14, 5 graus, que o fazem alicorado e doce. Aquecendo, fica picante e encorpado.
“Dominus Double” – cerveja belga, brune, de abadia (Koningshoeven). Adocicada, com travo de citrinos verdes. Caramelo discreto, a tender para o agridoce.
Luís Pato – Bruto Maria Gomes – muito floral, com marca de tangerina.
Quinta da Viçosa – Sirah e Trincadeira. Um João Portugal Ramos. A fortaleza da sirah define o perfil do vinho, mas não prejudica a riqueza da trincadeira. O resultado é carnudo e áspero.
Churchil’s Vintage Character 1998 – Muito apimentado, mas doce.
quinta-feira, abril 01, 2004
(Recuperando o tempo perdido)
Valle Pradinhos, Branco, 2001 - Adocicado e fresco, apesar dos 13 graus. Será, talvez, do calendário, mas sabe a final de manhã de primavera, num campo de flores; o travo das flores, por magia, fica na boca.
Alvarinho Espumante 2001 - Quintas de Melgaço - Aromático e saboroso. Ao contrário da generalidade dos espumantes, apetece beber. Lembra fruta, mas é picante (no sentido gasoso). Rico e consistente, sem ser duro e bruto.
Grande Arte 2000, Touriga Nacional - Estes vinhos DFJ, de nova geração, são pujantes e intensos. Os 14 graus deixam o provador arrumado.
Casal da Eira, Branco, em tetra brik - A Manuela usa esta "mistura de vinhos da C.E." (sic) para temperar a carne que há-de ir ao forno (receita do LP). A curiosidade foi mais forte. Fica a pergunta : será feito de uvas?
Chaminé 2001 - Carnudo e picante. Fica na boca. Não obstante, é ligeiro.
Chaminé 2002 - Fresco. Talvez ainda fresco. Há que dar-lhe tempo. Nota-se já o aroma rico.
Montes Alfha, Cabernet Sauvignon 1998 - VInho chileno, D.O. Santa Cruz Valley. Coisas do Corte Inglês. É elegante e encorpado, consistente e enobrecido pela idade e pelo envelhecimento em carvalho francês.
Valle Pradinhos, Branco, 2001 - Adocicado e fresco, apesar dos 13 graus. Será, talvez, do calendário, mas sabe a final de manhã de primavera, num campo de flores; o travo das flores, por magia, fica na boca.
Alvarinho Espumante 2001 - Quintas de Melgaço - Aromático e saboroso. Ao contrário da generalidade dos espumantes, apetece beber. Lembra fruta, mas é picante (no sentido gasoso). Rico e consistente, sem ser duro e bruto.
Grande Arte 2000, Touriga Nacional - Estes vinhos DFJ, de nova geração, são pujantes e intensos. Os 14 graus deixam o provador arrumado.
Casal da Eira, Branco, em tetra brik - A Manuela usa esta "mistura de vinhos da C.E." (sic) para temperar a carne que há-de ir ao forno (receita do LP). A curiosidade foi mais forte. Fica a pergunta : será feito de uvas?
Chaminé 2001 - Carnudo e picante. Fica na boca. Não obstante, é ligeiro.
Chaminé 2002 - Fresco. Talvez ainda fresco. Há que dar-lhe tempo. Nota-se já o aroma rico.
Montes Alfha, Cabernet Sauvignon 1998 - VInho chileno, D.O. Santa Cruz Valley. Coisas do Corte Inglês. É elegante e encorpado, consistente e enobrecido pela idade e pelo envelhecimento em carvalho francês.
segunda-feira, janeiro 26, 2004
"Taylors LBV 1999" - Porto doce e acentuadamente picante. As castas durienses são muito salientes. Travo a cerejas, dizia o Zé.
"Dow's Vintage 2000" - Este Porto pode já beber-se perfeitamente. No entanto, permanece muito áspero. O travo alcoólico ainda não deixou libertar o aroma a ginjas.
"Quinta do Portal - Moscatel" - Clarinho e de cor aquosa, este moscatel é frutado e floral. Mais ligeiro que o tradicional moscatel de Favaios. Consequência do método de vinificação (bica aberta). Neste contexto, sem ser corredor de fundo, é sprinter.
"Frontaria Douro 2000" - Tinto da Quinta do Portal. É uma segunda marca da casa, que acabou por ocupar o lugar de vinho oficial dos Encontros Enológicos do Norte de Portugal de 2004. Fresco e escorregadio, bebe-se bem. Como dizia o João Mansilha, melhor para quê?"
"Ensaios FP - Espumante Tinto Bruto" - É uma experiência de Filipa Pato, que goza de juventude, simpatia e modéstia que vai escasseando (a afirmação é do Zé, mas eu confirmo). Do seu pai terá herdado, senão outras, a curiosidade de experimentar. Este vinho misto de tinta roriz e jaen, tem aroma adocicado, típico dos espumantes, mas esta doçura não se transporta para a boca. Pelo contrário, revela-se um puro espumante bruto, denso e complexo.
"Dow's Vintage 2000" - Este Porto pode já beber-se perfeitamente. No entanto, permanece muito áspero. O travo alcoólico ainda não deixou libertar o aroma a ginjas.
"Quinta do Portal - Moscatel" - Clarinho e de cor aquosa, este moscatel é frutado e floral. Mais ligeiro que o tradicional moscatel de Favaios. Consequência do método de vinificação (bica aberta). Neste contexto, sem ser corredor de fundo, é sprinter.
"Frontaria Douro 2000" - Tinto da Quinta do Portal. É uma segunda marca da casa, que acabou por ocupar o lugar de vinho oficial dos Encontros Enológicos do Norte de Portugal de 2004. Fresco e escorregadio, bebe-se bem. Como dizia o João Mansilha, melhor para quê?"
"Ensaios FP - Espumante Tinto Bruto" - É uma experiência de Filipa Pato, que goza de juventude, simpatia e modéstia que vai escasseando (a afirmação é do Zé, mas eu confirmo). Do seu pai terá herdado, senão outras, a curiosidade de experimentar. Este vinho misto de tinta roriz e jaen, tem aroma adocicado, típico dos espumantes, mas esta doçura não se transporta para a boca. Pelo contrário, revela-se um puro espumante bruto, denso e complexo.
terça-feira, janeiro 20, 2004
"Porto Ferreira, LBV 1997" - Porto de grande qualidade, elegante e consistente, dizia o LP. Equilibrado, já está pronto a beber.
"Esporão Syrah 2001" - Os 15 graus de teor alcoólico, como um manto, cobrem tudo, achava o Zé. Com o tempo, se servido num copo largo, abre e torna-se consistente e estruturado.
"Esporão Syrah 2001" - Os 15 graus de teor alcoólico, como um manto, cobrem tudo, achava o Zé. Com o tempo, se servido num copo largo, abre e torna-se consistente e estruturado.
segunda-feira, janeiro 12, 2004
sexta-feira, janeiro 09, 2004
"Calços do Tanha - Touriga Nacional 2001" - Denso e apimentado. Muito picante, dizia a Sara. Poderá guardar-se por mais algum tempo. A beber-se, que o seja em copos muito abertos.
"Moët & Chandon, Millesime 1990" - Espumante notável, com forte travo de maçãs, talvez bravo de esmolfe. Final de caramelos espanhóis.
"Porto Graham's Malvedos 1988 Vintage" - Vinho muito composto. Equilibrado e denso. Chocolate picante, que quase se mastiga.
"Porto Churchill's 1988 LBV" - Espesso, vivo e rico.
"ME e JBC Sellections Douro 2001" - Muito acre, amargo mesmo. Nota-se a madeira verde. Espesso como se fosse um Porto, mas mais incisivo.
"Moët & Chandon, Millesime 1990" - Espumante notável, com forte travo de maçãs, talvez bravo de esmolfe. Final de caramelos espanhóis.
"Porto Graham's Malvedos 1988 Vintage" - Vinho muito composto. Equilibrado e denso. Chocolate picante, que quase se mastiga.
"Porto Churchill's 1988 LBV" - Espesso, vivo e rico.
"ME e JBC Sellections Douro 2001" - Muito acre, amargo mesmo. Nota-se a madeira verde. Espesso como se fosse um Porto, mas mais incisivo.
sábado, dezembro 27, 2003
"Grand' Art Touriga Nacional 2000" - Rico e picante, dominado por travo de pimentos verdes.
"Valle Pradinhos Tinto 2000" - Delicado (não se esperava, de um vinho transmontano) e fresco, com adstringência equilibrada.
"Valpaços Reserva 1970" - Intensidade aromática. O tempo fez esgotar a fruta e desgastou os taninos. Sobrou alguma percepção sulfurosa.
"Cistus Reserva 2001" - Tinto musculado e robusto. Apela às amêndoas doces do Alto Douro onde foi colhido.
"Caves Primavera Baga/Cabernet Sauvignon 1997" - Fusão estranha de duas castas em nada parecidas. Síntese inquieta e algo aborrachada.
"Valle Pradinhos Tinto 2000" - Delicado (não se esperava, de um vinho transmontano) e fresco, com adstringência equilibrada.
"Valpaços Reserva 1970" - Intensidade aromática. O tempo fez esgotar a fruta e desgastou os taninos. Sobrou alguma percepção sulfurosa.
"Cistus Reserva 2001" - Tinto musculado e robusto. Apela às amêndoas doces do Alto Douro onde foi colhido.
"Caves Primavera Baga/Cabernet Sauvignon 1997" - Fusão estranha de duas castas em nada parecidas. Síntese inquieta e algo aborrachada.
quinta-feira, dezembro 25, 2003
“Porto Poças Vintage 2001” – Chocolate quente, doce e muito picante. Adstringência intensa, que vai garantir longevidade a quem resistir à tentação e guardar o vinho.
“Cabeça de Burro Reserva 1997” – Vinho mineral, com o travo dos vinhos tradicionais de inspiração bordalesa.
“Pêra Manca Branco 2001” – Frutado e sem ponta de acidez. Sabor cheio, sem ser enjoativo. Seco, mas não agressivo.
“Murviedro Crianza 2001” – DO Valência. Linear mas com corpo e personalidade. Revela fruta vermelha, mas ainda verde.
“Chateau Rabaud-Promis (un prémier cru classé), Sauternes” e Foie Gras Pierre de Chaumeyrac :
O casamento imbatível. O agridoce de um branco velho muito nobre com o acetinado consistente do foie gras de canard do sudoeste de França, condimentado com Armagnac.
Dizia o LP : Aroma evoluído, revelando a podridão nobre que o caracteriza, a mel, frutos secos, vinagrinho. Na boca, alguma agulha que se vai dissipando; é fresco e meloso. Uma escolha adequada para o foie gras.
“Redoma 2000 Tinto” e “Marques de Griñon Cabernet Sauvignon” – Uma disputa da Liga de Campeões. O Redoma, com suavidade e delicadeza elegante e nobre. É caso para dizer mesmo, um vinho aristocrata. O Griñon, mais vivaço e senhorito, à espanhola. Por isso, menos poético que o lusitano.
“Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2000” – Modernaço e pujante.
“Quinta de Santa Bárbara – Porto Vintage 1999” – Macio e delicado. Mas apesar disso, muito composto.
“Vinho da casa – Casa de Samaiões (Chaves)” – Alicorado, dizia o LP. Teor alcoólico descomandado, dizia o Zé. Digo eu : travo de morangos; carnudo e potente.
“Grand’ Arte Cabernet Sauvignon 2000” – Nariz cheio e envolvente. Travo de maçãs azedas comidas em Novembro.
“Redoma Branco 2001” – Absolutamente dominador. Mas por sua vez, dominado pelo sabor herbáceo da madeira do casco.
“Quinta de Santa de Bárbara – Porto LBV 1999” – Aroma a ginjas. Acetinado, mas escuríssimo. A cor e a opacidade são esmagadoras.
“Cortes de Cima 2000”:
Zé : 14º de vinho jovem e doce que acompanha bem a carne barrosã; melhor do que o tinto de Sanfins do Douro.
LP : Madeira, álcool, fruta madura ou a demonstração de que o todo pode ser maior que a soma das partes. Um belo vinho.
“Porto Pousada LBV 1997” – Vinho espesso e picante, voluptuoso e sensual.
“Cabeça de Burro Reserva 1997” – Vinho mineral, com o travo dos vinhos tradicionais de inspiração bordalesa.
“Pêra Manca Branco 2001” – Frutado e sem ponta de acidez. Sabor cheio, sem ser enjoativo. Seco, mas não agressivo.
“Murviedro Crianza 2001” – DO Valência. Linear mas com corpo e personalidade. Revela fruta vermelha, mas ainda verde.
“Chateau Rabaud-Promis (un prémier cru classé), Sauternes” e Foie Gras Pierre de Chaumeyrac :
O casamento imbatível. O agridoce de um branco velho muito nobre com o acetinado consistente do foie gras de canard do sudoeste de França, condimentado com Armagnac.
Dizia o LP : Aroma evoluído, revelando a podridão nobre que o caracteriza, a mel, frutos secos, vinagrinho. Na boca, alguma agulha que se vai dissipando; é fresco e meloso. Uma escolha adequada para o foie gras.
“Redoma 2000 Tinto” e “Marques de Griñon Cabernet Sauvignon” – Uma disputa da Liga de Campeões. O Redoma, com suavidade e delicadeza elegante e nobre. É caso para dizer mesmo, um vinho aristocrata. O Griñon, mais vivaço e senhorito, à espanhola. Por isso, menos poético que o lusitano.
“Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2000” – Modernaço e pujante.
“Quinta de Santa Bárbara – Porto Vintage 1999” – Macio e delicado. Mas apesar disso, muito composto.
“Vinho da casa – Casa de Samaiões (Chaves)” – Alicorado, dizia o LP. Teor alcoólico descomandado, dizia o Zé. Digo eu : travo de morangos; carnudo e potente.
“Grand’ Arte Cabernet Sauvignon 2000” – Nariz cheio e envolvente. Travo de maçãs azedas comidas em Novembro.
“Redoma Branco 2001” – Absolutamente dominador. Mas por sua vez, dominado pelo sabor herbáceo da madeira do casco.
“Quinta de Santa de Bárbara – Porto LBV 1999” – Aroma a ginjas. Acetinado, mas escuríssimo. A cor e a opacidade são esmagadoras.
“Cortes de Cima 2000”:
Zé : 14º de vinho jovem e doce que acompanha bem a carne barrosã; melhor do que o tinto de Sanfins do Douro.
LP : Madeira, álcool, fruta madura ou a demonstração de que o todo pode ser maior que a soma das partes. Um belo vinho.
“Porto Pousada LBV 1997” – Vinho espesso e picante, voluptuoso e sensual.
terça-feira, dezembro 23, 2003
sábado, dezembro 20, 2003
"Vinha Grande 1999" - Delicadíssimo e fino, mas vivo. Aroma mais que cheio. Muito equilibrado e sem qualquer aresta. Para mastigar.
"Francisco Nunes Garcia - Reserva 2000" - O alicante-bouschet está bem presente e marca de forma indelével o perfil deste vinho. Final muito persistente, que arrasta pela boca os taninos e as restantes películas que não ficaram sedimentadas no fundo da garrafa nem no copo.
"Marques de Griñon - Cabernet 1998" - Sabor a terra coberta de erva seca depois da chuva. Cheio. Ocupa cada um dos recantos da boca. Apesar disso, um final curto e algo redondo. Não se dá pelos 14 graus e meio...
"Marques de Griñon - Petit Verdot 1999" - Corpo cheiíssimo e prolongado. Parece feito de vegetação. Adstringência total.
"Gran Feudo, Blanco Dulce de Moscatel 2001 - Navarra" - Vinho de sobremesa das Bodegas Julian Chivite. Dir-se-ia estar a beber um moscatel de Favaios. Mas é mais fresco e mais leve. Tem menos teor alcoólico e é excelente para sobremesa.
"Pousada - Porto LBV 1997" - Picante, quente e envolvente. Travo áspero e mastigável de maçãs doces, mas antes de estarem maduras.
"Chaves Branco 2001" - Seco e rude. Dizia o Zé, como as penedias em que foi colhido.
"Marques de Griñon - Rioja 2000" - Nariz cheio de aroma evoluído. Travo ligeiro mas muito vegetal, conferido pelo aragonês.
"Francisco Nunes Garcia - Reserva 2000" - O alicante-bouschet está bem presente e marca de forma indelével o perfil deste vinho. Final muito persistente, que arrasta pela boca os taninos e as restantes películas que não ficaram sedimentadas no fundo da garrafa nem no copo.
"Marques de Griñon - Cabernet 1998" - Sabor a terra coberta de erva seca depois da chuva. Cheio. Ocupa cada um dos recantos da boca. Apesar disso, um final curto e algo redondo. Não se dá pelos 14 graus e meio...
"Marques de Griñon - Petit Verdot 1999" - Corpo cheiíssimo e prolongado. Parece feito de vegetação. Adstringência total.
"Gran Feudo, Blanco Dulce de Moscatel 2001 - Navarra" - Vinho de sobremesa das Bodegas Julian Chivite. Dir-se-ia estar a beber um moscatel de Favaios. Mas é mais fresco e mais leve. Tem menos teor alcoólico e é excelente para sobremesa.
"Pousada - Porto LBV 1997" - Picante, quente e envolvente. Travo áspero e mastigável de maçãs doces, mas antes de estarem maduras.
"Chaves Branco 2001" - Seco e rude. Dizia o Zé, como as penedias em que foi colhido.
"Marques de Griñon - Rioja 2000" - Nariz cheio de aroma evoluído. Travo ligeiro mas muito vegetal, conferido pelo aragonês.
quarta-feira, dezembro 10, 2003
"Encostas da Maia" - Vinho verde, da Quinta de Santa Cruz. 9,5º de frescura muito ligeira. Não é possível encontrar este refresco no mercado. É pena.
"Hero da Machoca - Reserva 1999" - Consistência suave e delicada. Taninos firmes, sem serem rudes. Talvez acompanhe bem com porco doce.
"Cistus 1999" - Sem poder comparar-se, nem de longe, com os reserva da mesma casa, este DOC Douro inspira memória de fruta vermelha, pouco madura.
"Encostas do Rabaçal - Tinto Reserva 2000" - 14,5 º. Adega Cooperativa de Valpaços. Medalha de Prata no III Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados de 2003. Bem merecida. Notas de fruta madura no início do verão. Apimentado, revela suavidade musculosa.
"Encostas do Rabaçal - Touriga Franca 2001" - Este, tem menos um grau (13,5º). Sabe a mosto e erva seca. O aroma lembra o Outono e as vindimas.
"Hero da Machoca - Reserva 1999" - Consistência suave e delicada. Taninos firmes, sem serem rudes. Talvez acompanhe bem com porco doce.
"Cistus 1999" - Sem poder comparar-se, nem de longe, com os reserva da mesma casa, este DOC Douro inspira memória de fruta vermelha, pouco madura.
"Encostas do Rabaçal - Tinto Reserva 2000" - 14,5 º. Adega Cooperativa de Valpaços. Medalha de Prata no III Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados de 2003. Bem merecida. Notas de fruta madura no início do verão. Apimentado, revela suavidade musculosa.
"Encostas do Rabaçal - Touriga Franca 2001" - Este, tem menos um grau (13,5º). Sabe a mosto e erva seca. O aroma lembra o Outono e as vindimas.
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