Vinho do Primo Júlio
Colheita privada, de 2002. Vinho de lavrador, espesso como café – aliás, tem uma suspensão parecida com a do café de saco. Dantes, era vinho novo. Agora é vinho novo envelhecido. Fresquinho, ainda foi. Se não estivesse assim, gelado, não serviria para acompanhar a salada: deitava-se nela.
Adega Cooperativa Ponte da Barca - Tinto
O verde tinto é sempre uma experiência alternativa. Independentemente da temperatura, parece sempre fresco. Este é verdasco e tem adstringência total, com travo de uvas pouco maduras. Quanto à prova, pouco mais se lhe nota. É sempre um refresco (de 9,5% de teor alcoólico) para quem não quer beber vinho.
Encostas do Rabaçal, Touriga Franca 2002
Varietal da Adega Cooperativa de Valpaços, com 14% de teor alcoólico. Granuloso e vegetal. Parece ainda estar em evolução e, portanto, parece inacabado. Curiosamente, tem o traço mineral dos vinhos à antiga portuguesa.
segunda-feira, julho 19, 2004
terça-feira, julho 13, 2004
Com a devida vénia, transcrito de Epicurista:
Comparativo Pilsener - Berliner versus Beck´s - A primeira é mais levezinha. A segunda parece mais acre e menos delicada, a revelar um travo mais bávaro que prussiano. Talvez esteja mais próxima do modelo checo (com origem em Plsen, remember ?). A Berliner é menos intensa e picante que a outra e talvez tenha mais gás. Ambas sao frescas (a Beck´s mais) e adequadas para esta altura do ano.
Comparativo Chimay
Para alguns, esta é a melhor cerveja belga. Para outros, é de facto boa, mas reparte o título com outros dois menmbros de um triunvirato também composto pela Leffe - mais cosmopolita e polida -, e pela Duvel - de que é mais fácil gostar e é a mais popular, na Bélgica (ao administrador do blog recorda-se que lhe assiste o direito - e mesmo que não assistisse, tem a possibilidade técnica -, de salvaguardar o bom gosto…).
Proposta Epicurista: degustar comparativamente as três gamas de Chimay produzidas pela abadia de Scourmont (uma das várias Trappiste).
A Chimay dita normal, ou Premiére, de rótulo vermelho escuro, tem 7º e cor suavemente escura. Quanto à Chimay Tripel, de rótulo branco, tem 8º graus e é a mais clara de todas, ligeiramente ambrée. Por último, a Chimay Grande Réserve, de rótulo azul, tem 9º e é escuríssima. Aquela que foi sujeita a prova era de 2004.
Na prova, todas elas têm um potentíssimo primeiro embate. Depois, apercebe-se a sofisticação e a subtileza. A cerveja é densa, consistente e tem uma complexidade de sabores quase inabarcável. Quanto às nuances, a Chimay Premiére é mais linear. É também a mais doce e (Gabriel Alves dixit) mais fácil de interpretar. A Tripel é mais suave e urbana. Quanto à Grande Réserve, vem das profundezas da Abadia. É mais picante e frutada que as restantes.
Bush Ambrée
A mais alcoolizada de todas as incontáveis cervejas belgas. Caramelizada e espessa. Tal como o seu homónimo, é poderosa (12 graus). Tal como o seu homónimo, é de produção caseira e familiar. Tal como … (don’t say it) … é rude e bruta. Apesar de tudo, vá lá saber-se porquê, seduz
Comparativo Pilsener - Berliner versus Beck´s - A primeira é mais levezinha. A segunda parece mais acre e menos delicada, a revelar um travo mais bávaro que prussiano. Talvez esteja mais próxima do modelo checo (com origem em Plsen, remember ?). A Berliner é menos intensa e picante que a outra e talvez tenha mais gás. Ambas sao frescas (a Beck´s mais) e adequadas para esta altura do ano.
Comparativo Chimay
Para alguns, esta é a melhor cerveja belga. Para outros, é de facto boa, mas reparte o título com outros dois menmbros de um triunvirato também composto pela Leffe - mais cosmopolita e polida -, e pela Duvel - de que é mais fácil gostar e é a mais popular, na Bélgica (ao administrador do blog recorda-se que lhe assiste o direito - e mesmo que não assistisse, tem a possibilidade técnica -, de salvaguardar o bom gosto…).
Proposta Epicurista: degustar comparativamente as três gamas de Chimay produzidas pela abadia de Scourmont (uma das várias Trappiste).
A Chimay dita normal, ou Premiére, de rótulo vermelho escuro, tem 7º e cor suavemente escura. Quanto à Chimay Tripel, de rótulo branco, tem 8º graus e é a mais clara de todas, ligeiramente ambrée. Por último, a Chimay Grande Réserve, de rótulo azul, tem 9º e é escuríssima. Aquela que foi sujeita a prova era de 2004.
Na prova, todas elas têm um potentíssimo primeiro embate. Depois, apercebe-se a sofisticação e a subtileza. A cerveja é densa, consistente e tem uma complexidade de sabores quase inabarcável. Quanto às nuances, a Chimay Premiére é mais linear. É também a mais doce e (Gabriel Alves dixit) mais fácil de interpretar. A Tripel é mais suave e urbana. Quanto à Grande Réserve, vem das profundezas da Abadia. É mais picante e frutada que as restantes.
Bush Ambrée
A mais alcoolizada de todas as incontáveis cervejas belgas. Caramelizada e espessa. Tal como o seu homónimo, é poderosa (12 graus). Tal como o seu homónimo, é de produção caseira e familiar. Tal como … (don’t say it) … é rude e bruta. Apesar de tudo, vá lá saber-se porquê, seduz
Labirinto, Alvarinho 2002 - Monção, 12º. Aroma floral, muito intenso. Não tem inteira correspondência na prova, menos impressiva. Algo redondo e, portanto, discreto. Saboroso e agradável. É mais fresco que a generalidade dos alvarinhos.
Benjamin Sec Codorníu - Cava de grande consumo, carnudo e espesso, com travo de maçãs maduras. Aperitivo consistente, a acompanhar com fuet catalão.
Benjamin Sec Codorníu - Cava de grande consumo, carnudo e espesso, com travo de maçãs maduras. Aperitivo consistente, a acompanhar com fuet catalão.
quarta-feira, junho 30, 2004
terça-feira, junho 29, 2004
DFJ Alvarinho Chardonnay 2002 - Travo intenso e algo sofisticado, mas sem atingir a excelência. Poderoso, mais do que se espera de um branco. É um branco mestiço de tinto, sem acidez nem frescura.
Mayoral Syrah 2002 - Vinho de Jumilla, quente mas sem a alma profunda que se encontra habitualmente num syrah. Dito de outra forma, dócil e delicado.
Poças Quinta de Santa Bárbara, LBV 1999 - Porto másculo, com um impacto inicial que abala. Densidade envolvente, com muita adstringência que o arrefecimento atenua. O travo de maçãs bravo de esmolfe domina e permance, mesmo com decantação e abertura antecipada. Já se bebe com muito agrado, mas pode também guardar-se.
Mayoral Syrah 2002 - Vinho de Jumilla, quente mas sem a alma profunda que se encontra habitualmente num syrah. Dito de outra forma, dócil e delicado.
Poças Quinta de Santa Bárbara, LBV 1999 - Porto másculo, com um impacto inicial que abala. Densidade envolvente, com muita adstringência que o arrefecimento atenua. O travo de maçãs bravo de esmolfe domina e permance, mesmo com decantação e abertura antecipada. Já se bebe com muito agrado, mas pode também guardar-se.
domingo, junho 20, 2004
ATÉ OS BEBEMOS, CARAGO! - Em dia de jogo sofrido contra Espanha, a escolha do LP, de um Carchelo Crianza 1998 (um Jumilla de 13,5º), foi acertada. Antes da saída para a rua, para os festejos, o aroma estava portentoso e a densidade era sofisticada. Depois da agitação, com as bandeiras e as buzinadelas, ficou o travo másculo, mui señorito e digno. Buen vino.
Finca Flichman Syrah 2002 - Um vinho de verão não deveria ter 14,5º nem ser consistente e espesso. Este, porém, produzido na região de Mendoza, Argentina, para syrah é light. Arrefecido e sem acompanhamento vai bem em qualquer esplanada. É muito mais sofisticado que uma cerveja e não tem os inconvenientes de outras bebidas mais alcoolizadas.
Señorio de Subiela 2002 – Apesar de ser um rosado , navarro, não é aguado e é algo seco. É liso e não tem os sobressaltos e as irregularidades habituais num rosé. Se eu fosse o Pedro Tochas diria que é um rosé mesmo para quem não gosta de rosé.
Alambre 1999 – Moscatel de Setúbal. Se estiver geladinho, é uma sobremesa muito agradável. Equilíbrio fantástico entre o travo frutado e doce e a intensidade alcoólica.
Señorio de Subiela 2002 – Apesar de ser um rosado , navarro, não é aguado e é algo seco. É liso e não tem os sobressaltos e as irregularidades habituais num rosé. Se eu fosse o Pedro Tochas diria que é um rosé mesmo para quem não gosta de rosé.
Alambre 1999 – Moscatel de Setúbal. Se estiver geladinho, é uma sobremesa muito agradável. Equilíbrio fantástico entre o travo frutado e doce e a intensidade alcoólica.
sábado, junho 12, 2004
Quinta do Encontro, 2001 – Um espumante da Bairrada bruto, no tipo, mas muito polido no trato. Equilibrado e delicado. É o espumante da casa na Quinta da Belavista. O chefe Vítor Sobral não brinca em serviço.
Rogenda Branco 2001 – Tem aquilo que mais se espera de um branco de verão: frescura (vem do viosinho). Mas não concede na sofisticação (também tem malvasia fino) e no toque moderno (do chardonnay, claro, e do estágio nas barricas novas de carvalho francês), bem assumido pelos 13,3 grauzitos.
Dolium, Reserva Tinto 2000 – Regional Alentejano, quente e envolvente. Não deixa espaço livre na boca. Depois de bebido, arrasta-se até ao palato com a tranquilidade de uma tarde à sombra de uma azinheira.
Porto Poças Vintage 1996 – É o ano do nascimento do Francisco e a primeira comunhão justificava o desfalque ao pecúlio que ele ainda desconhece. Vinho elegante e sofisticado. Madura consistência, no ponto. Para ser bebido. Quando o Francisco receber o que sobra do resto da caixa, salva-se a data impressa.
Veritas Meritage 2002 – Tinto da Virgínia (o que confirma que há vinhos decentes na costa leste da América do Norte). Este, é adocicado e delicado. Se quente, impregna-se e cola. Frio, os taninos sobressaem e fica mais sério.
Palácio de Bornos, Verdejo, Rueda, 2002 – É vegetal e voluptuoso, algo amanteigado. Deve beber-se só, sem acompanhamento, porque gosta de ser protagonista e não deixa espaços em branco.
Vinha Conchas, Regional Estremadura 2003 – Tinto de estilo moderno, prontinho a beber. Apela a fruta quente que enche a boca, com taninos equilibrados, para a idade. Por 3 € está bem.
Rogenda Branco 2001 – Tem aquilo que mais se espera de um branco de verão: frescura (vem do viosinho). Mas não concede na sofisticação (também tem malvasia fino) e no toque moderno (do chardonnay, claro, e do estágio nas barricas novas de carvalho francês), bem assumido pelos 13,3 grauzitos.
Dolium, Reserva Tinto 2000 – Regional Alentejano, quente e envolvente. Não deixa espaço livre na boca. Depois de bebido, arrasta-se até ao palato com a tranquilidade de uma tarde à sombra de uma azinheira.
Porto Poças Vintage 1996 – É o ano do nascimento do Francisco e a primeira comunhão justificava o desfalque ao pecúlio que ele ainda desconhece. Vinho elegante e sofisticado. Madura consistência, no ponto. Para ser bebido. Quando o Francisco receber o que sobra do resto da caixa, salva-se a data impressa.
Veritas Meritage 2002 – Tinto da Virgínia (o que confirma que há vinhos decentes na costa leste da América do Norte). Este, é adocicado e delicado. Se quente, impregna-se e cola. Frio, os taninos sobressaem e fica mais sério.
Palácio de Bornos, Verdejo, Rueda, 2002 – É vegetal e voluptuoso, algo amanteigado. Deve beber-se só, sem acompanhamento, porque gosta de ser protagonista e não deixa espaços em branco.
Vinha Conchas, Regional Estremadura 2003 – Tinto de estilo moderno, prontinho a beber. Apela a fruta quente que enche a boca, com taninos equilibrados, para a idade. Por 3 € está bem.
sábado, junho 05, 2004
Marques de Arienzo, Rioja Crianza - Apesar dos 13 graus, é um Domecq de verão, ligeiro e pouco sofisticado. Aguenta bem a evolução da temperatura exterior, desde que é servido, mantendo-se agradável (o que nesta altura do ano não é despiciendo). Personalidade marcada mas não de forma a ser incompatível com as descontraídas tapas do Lizarran.
Taylors LBV 1999 - A matriz deste novo LBV da casa que inventou a ideia, há mais de trinta anos, já não surpreende. É coerente com os anteriores e consistente (e, há que dizê-lo com toda a frontalidade, convincente). Equilibrado e harmonioso, não consegui encontrar nenhum reparo para lhe fazer.
Taylors LBV 1999 - A matriz deste novo LBV da casa que inventou a ideia, há mais de trinta anos, já não surpreende. É coerente com os anteriores e consistente (e, há que dizê-lo com toda a frontalidade, convincente). Equilibrado e harmonioso, não consegui encontrar nenhum reparo para lhe fazer.
Valduero, Reserva 96 - Um ribera del duero de aroma intensíssimo. É, talvez, aquilo que mais chama a atenção. O corpo é mais curto, dura menos. Não obstante, é rico e muito composto, sem arestas.
Vallado Tinto 2000 - Quando se apercebe o aroma, muito achocolatado, parece estar-se perante um porto. No geral, este vinho é um proto-porto, com 14,5 graus e uma enorme potência intrínseca. É da categoria José Mourinho : não estamos preparados para um perfil deste tipo.
Vallado Tinto 2000 - Quando se apercebe o aroma, muito achocolatado, parece estar-se perante um porto. No geral, este vinho é um proto-porto, com 14,5 graus e uma enorme potência intrínseca. É da categoria José Mourinho : não estamos preparados para um perfil deste tipo.
domingo, maio 30, 2004
Finca Flichman, Malbec 2003 – Este tinto da zona de Mendoza (Argentina) esconde muito eficazmente os 13,5 graus. É discreto, mas tem um aroma frutado muito senhoril. Não enche a boca mas os taninos arrastam um agradável final. É ligeiro e está pronto a beber, o que é notável num vinho tão jovenzinho. Experiência agradável, de uma casta que os franceses usam para equilibrar e compensar as características de outras e não tem tido direito à primeira fila.
quinta-feira, maio 27, 2004
quinta-feira, maio 20, 2004
St. Sebastiaan Grand Cru – Cerveja belga de abadia. Não se notam os 7,6º de teor alcoólico, por estarem bem mascarados sob uma enorme delicadeza elegante.
Quinta do Cerrado 2001, Malvasia Fina – O impacto inicial é seco e agreste, mas depois, enquanto se degusta, ganha complexidade e tudo termina num gracioso ramalhete de aromas vegetais.
Edge 2001 – Cabernet-sauvignon da Califórnia, com 14,2º de teor alcoólico. É um cabernet puro e duro, com travo de terra e ervas. Tem alguma complexidade, mas é frívola e pouco estruturada, que se esvai num final inexistente.
Quanta Terra, tinto 2001, Douro – Mais um vinho fortemente alcoolizado (14,1º). Picante e denso de aromas. É um rico vinho, muito mais ricamente descrito em Epicurista.
Alion Cosecha 1996 – Sofisticação e elegância. Embora esteja em final de carreira é ainda um senhor.
Quinta do Cerrado 2001, Malvasia Fina – O impacto inicial é seco e agreste, mas depois, enquanto se degusta, ganha complexidade e tudo termina num gracioso ramalhete de aromas vegetais.
Edge 2001 – Cabernet-sauvignon da Califórnia, com 14,2º de teor alcoólico. É um cabernet puro e duro, com travo de terra e ervas. Tem alguma complexidade, mas é frívola e pouco estruturada, que se esvai num final inexistente.
Quanta Terra, tinto 2001, Douro – Mais um vinho fortemente alcoolizado (14,1º). Picante e denso de aromas. É um rico vinho, muito mais ricamente descrito em Epicurista.
Alion Cosecha 1996 – Sofisticação e elegância. Embora esteja em final de carreira é ainda um senhor.
segunda-feira, maio 10, 2004
Pousada LBV 1997 – O corpo acusa a passagem do tempo, mas o espírito manteve-se vivo. Aliás, parece que ficou mais picante. O final, é vincado.
Domaine Moulin de Péries, Syrah – No início, parece que a vigorosa raça da casta está completamente domesticada, mas depois, nos cantos da boca, verifica-se que a pujança não aguenta. E o verniz francês estala.
Marquês de Marialva, Branco 2001 – Acre e seco, intenso e herbáceo. Talvez um pouco rude. Corresponde ao lugar dos marqueses, na escala da nobreza.
Porto Real Companhia Velha Vintage 1982 – Se o empregado do Café Luso não atestou a garrafa – porque será que ocorre tal ideia ? – este porto está delicado, mas sem força. Já teve melhores dias.
Carvalho Gomes Tinto Colheita Seleccionada 2001 – Quente e macio. O travo de groselhas, algo abaunilhado, fica na boca num final persistente.
Xisto Preto – Este tinto da Adega Cooperativa de Alijó ficaria seguramente bem posicionado na lista de “os melhores tintos por menos de 1 €” (custou 0,89 €, em promoção). Dentro do género, não é dos piores. E agora, que o verão se aproxima, traçado com gasosa, é capaz de ir bem…
Domaine Moulin de Péries, Syrah – No início, parece que a vigorosa raça da casta está completamente domesticada, mas depois, nos cantos da boca, verifica-se que a pujança não aguenta. E o verniz francês estala.
Marquês de Marialva, Branco 2001 – Acre e seco, intenso e herbáceo. Talvez um pouco rude. Corresponde ao lugar dos marqueses, na escala da nobreza.
Porto Real Companhia Velha Vintage 1982 – Se o empregado do Café Luso não atestou a garrafa – porque será que ocorre tal ideia ? – este porto está delicado, mas sem força. Já teve melhores dias.
Carvalho Gomes Tinto Colheita Seleccionada 2001 – Quente e macio. O travo de groselhas, algo abaunilhado, fica na boca num final persistente.
Xisto Preto – Este tinto da Adega Cooperativa de Alijó ficaria seguramente bem posicionado na lista de “os melhores tintos por menos de 1 €” (custou 0,89 €, em promoção). Dentro do género, não é dos piores. E agora, que o verão se aproxima, traçado com gasosa, é capaz de ir bem…
sábado, maio 08, 2004
Vila Santa, Tinto 2000 - Delicado sabor a campo, resultado da composição de aragonês, que lhe dá carácter, trincadeira, que lhe dá aromas, cabernet, que lhe dá corpo e alicante bouschet, que lhe dá corpulência.
Tapada de Coelheiros, Chardonnay 2002 - Amanteigado moderado e por isso não untuoso. Sofisticado e consistente. É um vinho moderno, com personalidade bem marcada. Bom vinho.
Porto Poças Vintage 2000 - Excelente corolário, para dia de aniversário. É delicado, mas potente. A aspereza está arredondada e torna-se virtude, atingindo um bom equilíbrio. Másculo, sem ser rude. Quem disse que o vinho de porto deve ser velho ?
Tapada de Coelheiros, Chardonnay 2002 - Amanteigado moderado e por isso não untuoso. Sofisticado e consistente. É um vinho moderno, com personalidade bem marcada. Bom vinho.
Porto Poças Vintage 2000 - Excelente corolário, para dia de aniversário. É delicado, mas potente. A aspereza está arredondada e torna-se virtude, atingindo um bom equilíbrio. Másculo, sem ser rude. Quem disse que o vinho de porto deve ser velho ?
quinta-feira, abril 15, 2004
quarta-feira, abril 14, 2004
As últimas, da temporada pascal.
Pera-Manca branco 2001 - Tão perfeito que até incomoda. Frescura moderada, que não esconde os aromas intensamente frutados, que se arrastam calmamente na boca.
Palmela tinto 2000, engarrafado para o Pingo Doce por Ermelinda de Freitas. Aroma encrespado e envolvente. Castelão francês, como todos, vivaço e acentuado.
Conde de Vimioso, tinto 2001 - Um João Portugal Ramos, muito agradável e bem feito. Equilibrado e ligeiro, deixa na boca notas picantes.
Porto Poças, Vintage 2000, engarrafado especialmente para o Sr. Dr. Manuel Verdelho, a 30 de Março de 2004 - Boca cheia de aromas ainda selvagens e indomados, mas que aderem à boa e ficam, ficam, ficam.
Pera-Manca branco 2001 - Tão perfeito que até incomoda. Frescura moderada, que não esconde os aromas intensamente frutados, que se arrastam calmamente na boca.
Palmela tinto 2000, engarrafado para o Pingo Doce por Ermelinda de Freitas. Aroma encrespado e envolvente. Castelão francês, como todos, vivaço e acentuado.
Conde de Vimioso, tinto 2001 - Um João Portugal Ramos, muito agradável e bem feito. Equilibrado e ligeiro, deixa na boca notas picantes.
Porto Poças, Vintage 2000, engarrafado especialmente para o Sr. Dr. Manuel Verdelho, a 30 de Março de 2004 - Boca cheia de aromas ainda selvagens e indomados, mas que aderem à boa e ficam, ficam, ficam.
sexta-feira, abril 09, 2004
Valpaços, Casa do Arco 1980 – Muito mineral. É o que sobra de um vinho bem feito, mas velho.
Beaujolais, Cuvée Rosette 2002 – Vinho de fast drink, como todos os beaujolais. Plastificado, quase aborrachado.
Aliança Clássico 1998 – Tinto regional beiras. Outro vinho mineral, algo vinoso.
Pazo de Barrantes, Albariño Rias Baixas 2002 – Acidulado, com complexo travo de citrinos. Deve ser bebido em copo fechado, para disfrutar do rico complexo de aromas. Excelente.
Encostas do Rabaçal, Trincadeira Preta 2001 – Com 15 graus, é agressivo e robusto, com muitas arestas.
Porto Pousada LBV 1997 – Já teve mais vivacidade e terá, porventura, já atingido o seu melhor ponto. Continua complexo e rico. Travo de cerejas com grande intensidade. Perdeu algo de corpo. Mas continua muito agradável.
Martin Códax, Albariño 2002 – Grande equilíbrio entre a frescura e a corpulência. Intenso e sofisticado.
Hacienda Monasterio Crianza 1999 – Ribera del Duero, com 14 graus. Vinho fantástico, com um impacto inicial muito forte, que depois revela frutas silvestres. Puro e duro.
Quinta da Urze, Touriga Franca, 2001 – pujante e intenso, portentoso, dizia o Causidicus.
Palmela Reserva 2000, engarrafado por Hero do Castanheiro para o Pingo Doce – O castelão francês não é consensual, mas enche a boca com a sua aspereza.
Valpaços Reserva 1970 – Tal como um carro antigo. Os carros antigos não são confortáveis, nem agradáveis de conduzir. Consomem muito. E outras coisas más. Mas são uma relíquia.
Beaujolais, Cuvée Rosette 2002 – Vinho de fast drink, como todos os beaujolais. Plastificado, quase aborrachado.
Aliança Clássico 1998 – Tinto regional beiras. Outro vinho mineral, algo vinoso.
Pazo de Barrantes, Albariño Rias Baixas 2002 – Acidulado, com complexo travo de citrinos. Deve ser bebido em copo fechado, para disfrutar do rico complexo de aromas. Excelente.
Encostas do Rabaçal, Trincadeira Preta 2001 – Com 15 graus, é agressivo e robusto, com muitas arestas.
Porto Pousada LBV 1997 – Já teve mais vivacidade e terá, porventura, já atingido o seu melhor ponto. Continua complexo e rico. Travo de cerejas com grande intensidade. Perdeu algo de corpo. Mas continua muito agradável.
Martin Códax, Albariño 2002 – Grande equilíbrio entre a frescura e a corpulência. Intenso e sofisticado.
Hacienda Monasterio Crianza 1999 – Ribera del Duero, com 14 graus. Vinho fantástico, com um impacto inicial muito forte, que depois revela frutas silvestres. Puro e duro.
Quinta da Urze, Touriga Franca, 2001 – pujante e intenso, portentoso, dizia o Causidicus.
Palmela Reserva 2000, engarrafado por Hero do Castanheiro para o Pingo Doce – O castelão francês não é consensual, mas enche a boca com a sua aspereza.
Valpaços Reserva 1970 – Tal como um carro antigo. Os carros antigos não são confortáveis, nem agradáveis de conduzir. Consomem muito. E outras coisas más. Mas são uma relíquia.
sábado, abril 03, 2004
Valle Pradinhos, Branco 2001 (II) - A fazer lembrar a velha anedota do reaccionário papagaio de Álvaro Cunhal, que passou 3 dias no congelador, este vinho, três dias depois de aberto, conservado no frigorífico, ficou mais dócil e civilizado. Algo turvo, também, talvez a revelar anterior fermentação interrupta. Em Trás-os-Montes, onde foi colhido, dir-se-ia que é boa pinga!.
sexta-feira, abril 02, 2004
DFJ Alvarinho/Chardonnay 2003 – corpo e estrutura do primeiro, sem o amanteigado do segundo.
Moscatel de Setúbal JP DOC 1994 – Robusto e encorpado.
Pasmados 2000 – Vinho Regional Terras do Sado, José Maria da Fonseca. Branco alimonado e fresquíssimo; apaladado e consistente. Rico vinho.
Grand’ Arte Trincadeira Preta 2000 – 14, 5 graus, que o fazem alicorado e doce. Aquecendo, fica picante e encorpado.
“Dominus Double” – cerveja belga, brune, de abadia (Koningshoeven). Adocicada, com travo de citrinos verdes. Caramelo discreto, a tender para o agridoce.
Luís Pato – Bruto Maria Gomes – muito floral, com marca de tangerina.
Quinta da Viçosa – Sirah e Trincadeira. Um João Portugal Ramos. A fortaleza da sirah define o perfil do vinho, mas não prejudica a riqueza da trincadeira. O resultado é carnudo e áspero.
Churchil’s Vintage Character 1998 – Muito apimentado, mas doce.
Moscatel de Setúbal JP DOC 1994 – Robusto e encorpado.
Pasmados 2000 – Vinho Regional Terras do Sado, José Maria da Fonseca. Branco alimonado e fresquíssimo; apaladado e consistente. Rico vinho.
Grand’ Arte Trincadeira Preta 2000 – 14, 5 graus, que o fazem alicorado e doce. Aquecendo, fica picante e encorpado.
“Dominus Double” – cerveja belga, brune, de abadia (Koningshoeven). Adocicada, com travo de citrinos verdes. Caramelo discreto, a tender para o agridoce.
Luís Pato – Bruto Maria Gomes – muito floral, com marca de tangerina.
Quinta da Viçosa – Sirah e Trincadeira. Um João Portugal Ramos. A fortaleza da sirah define o perfil do vinho, mas não prejudica a riqueza da trincadeira. O resultado é carnudo e áspero.
Churchil’s Vintage Character 1998 – Muito apimentado, mas doce.
quinta-feira, abril 01, 2004
(Recuperando o tempo perdido)
Valle Pradinhos, Branco, 2001 - Adocicado e fresco, apesar dos 13 graus. Será, talvez, do calendário, mas sabe a final de manhã de primavera, num campo de flores; o travo das flores, por magia, fica na boca.
Alvarinho Espumante 2001 - Quintas de Melgaço - Aromático e saboroso. Ao contrário da generalidade dos espumantes, apetece beber. Lembra fruta, mas é picante (no sentido gasoso). Rico e consistente, sem ser duro e bruto.
Grande Arte 2000, Touriga Nacional - Estes vinhos DFJ, de nova geração, são pujantes e intensos. Os 14 graus deixam o provador arrumado.
Casal da Eira, Branco, em tetra brik - A Manuela usa esta "mistura de vinhos da C.E." (sic) para temperar a carne que há-de ir ao forno (receita do LP). A curiosidade foi mais forte. Fica a pergunta : será feito de uvas?
Chaminé 2001 - Carnudo e picante. Fica na boca. Não obstante, é ligeiro.
Chaminé 2002 - Fresco. Talvez ainda fresco. Há que dar-lhe tempo. Nota-se já o aroma rico.
Montes Alfha, Cabernet Sauvignon 1998 - VInho chileno, D.O. Santa Cruz Valley. Coisas do Corte Inglês. É elegante e encorpado, consistente e enobrecido pela idade e pelo envelhecimento em carvalho francês.
Valle Pradinhos, Branco, 2001 - Adocicado e fresco, apesar dos 13 graus. Será, talvez, do calendário, mas sabe a final de manhã de primavera, num campo de flores; o travo das flores, por magia, fica na boca.
Alvarinho Espumante 2001 - Quintas de Melgaço - Aromático e saboroso. Ao contrário da generalidade dos espumantes, apetece beber. Lembra fruta, mas é picante (no sentido gasoso). Rico e consistente, sem ser duro e bruto.
Grande Arte 2000, Touriga Nacional - Estes vinhos DFJ, de nova geração, são pujantes e intensos. Os 14 graus deixam o provador arrumado.
Casal da Eira, Branco, em tetra brik - A Manuela usa esta "mistura de vinhos da C.E." (sic) para temperar a carne que há-de ir ao forno (receita do LP). A curiosidade foi mais forte. Fica a pergunta : será feito de uvas?
Chaminé 2001 - Carnudo e picante. Fica na boca. Não obstante, é ligeiro.
Chaminé 2002 - Fresco. Talvez ainda fresco. Há que dar-lhe tempo. Nota-se já o aroma rico.
Montes Alfha, Cabernet Sauvignon 1998 - VInho chileno, D.O. Santa Cruz Valley. Coisas do Corte Inglês. É elegante e encorpado, consistente e enobrecido pela idade e pelo envelhecimento em carvalho francês.
segunda-feira, janeiro 26, 2004
"Taylors LBV 1999" - Porto doce e acentuadamente picante. As castas durienses são muito salientes. Travo a cerejas, dizia o Zé.
"Dow's Vintage 2000" - Este Porto pode já beber-se perfeitamente. No entanto, permanece muito áspero. O travo alcoólico ainda não deixou libertar o aroma a ginjas.
"Quinta do Portal - Moscatel" - Clarinho e de cor aquosa, este moscatel é frutado e floral. Mais ligeiro que o tradicional moscatel de Favaios. Consequência do método de vinificação (bica aberta). Neste contexto, sem ser corredor de fundo, é sprinter.
"Frontaria Douro 2000" - Tinto da Quinta do Portal. É uma segunda marca da casa, que acabou por ocupar o lugar de vinho oficial dos Encontros Enológicos do Norte de Portugal de 2004. Fresco e escorregadio, bebe-se bem. Como dizia o João Mansilha, melhor para quê?"
"Ensaios FP - Espumante Tinto Bruto" - É uma experiência de Filipa Pato, que goza de juventude, simpatia e modéstia que vai escasseando (a afirmação é do Zé, mas eu confirmo). Do seu pai terá herdado, senão outras, a curiosidade de experimentar. Este vinho misto de tinta roriz e jaen, tem aroma adocicado, típico dos espumantes, mas esta doçura não se transporta para a boca. Pelo contrário, revela-se um puro espumante bruto, denso e complexo.
"Dow's Vintage 2000" - Este Porto pode já beber-se perfeitamente. No entanto, permanece muito áspero. O travo alcoólico ainda não deixou libertar o aroma a ginjas.
"Quinta do Portal - Moscatel" - Clarinho e de cor aquosa, este moscatel é frutado e floral. Mais ligeiro que o tradicional moscatel de Favaios. Consequência do método de vinificação (bica aberta). Neste contexto, sem ser corredor de fundo, é sprinter.
"Frontaria Douro 2000" - Tinto da Quinta do Portal. É uma segunda marca da casa, que acabou por ocupar o lugar de vinho oficial dos Encontros Enológicos do Norte de Portugal de 2004. Fresco e escorregadio, bebe-se bem. Como dizia o João Mansilha, melhor para quê?"
"Ensaios FP - Espumante Tinto Bruto" - É uma experiência de Filipa Pato, que goza de juventude, simpatia e modéstia que vai escasseando (a afirmação é do Zé, mas eu confirmo). Do seu pai terá herdado, senão outras, a curiosidade de experimentar. Este vinho misto de tinta roriz e jaen, tem aroma adocicado, típico dos espumantes, mas esta doçura não se transporta para a boca. Pelo contrário, revela-se um puro espumante bruto, denso e complexo.
terça-feira, janeiro 20, 2004
"Porto Ferreira, LBV 1997" - Porto de grande qualidade, elegante e consistente, dizia o LP. Equilibrado, já está pronto a beber.
"Esporão Syrah 2001" - Os 15 graus de teor alcoólico, como um manto, cobrem tudo, achava o Zé. Com o tempo, se servido num copo largo, abre e torna-se consistente e estruturado.
"Esporão Syrah 2001" - Os 15 graus de teor alcoólico, como um manto, cobrem tudo, achava o Zé. Com o tempo, se servido num copo largo, abre e torna-se consistente e estruturado.
segunda-feira, janeiro 12, 2004
sexta-feira, janeiro 09, 2004
"Calços do Tanha - Touriga Nacional 2001" - Denso e apimentado. Muito picante, dizia a Sara. Poderá guardar-se por mais algum tempo. A beber-se, que o seja em copos muito abertos.
"Moët & Chandon, Millesime 1990" - Espumante notável, com forte travo de maçãs, talvez bravo de esmolfe. Final de caramelos espanhóis.
"Porto Graham's Malvedos 1988 Vintage" - Vinho muito composto. Equilibrado e denso. Chocolate picante, que quase se mastiga.
"Porto Churchill's 1988 LBV" - Espesso, vivo e rico.
"ME e JBC Sellections Douro 2001" - Muito acre, amargo mesmo. Nota-se a madeira verde. Espesso como se fosse um Porto, mas mais incisivo.
"Moët & Chandon, Millesime 1990" - Espumante notável, com forte travo de maçãs, talvez bravo de esmolfe. Final de caramelos espanhóis.
"Porto Graham's Malvedos 1988 Vintage" - Vinho muito composto. Equilibrado e denso. Chocolate picante, que quase se mastiga.
"Porto Churchill's 1988 LBV" - Espesso, vivo e rico.
"ME e JBC Sellections Douro 2001" - Muito acre, amargo mesmo. Nota-se a madeira verde. Espesso como se fosse um Porto, mas mais incisivo.
sábado, dezembro 27, 2003
"Grand' Art Touriga Nacional 2000" - Rico e picante, dominado por travo de pimentos verdes.
"Valle Pradinhos Tinto 2000" - Delicado (não se esperava, de um vinho transmontano) e fresco, com adstringência equilibrada.
"Valpaços Reserva 1970" - Intensidade aromática. O tempo fez esgotar a fruta e desgastou os taninos. Sobrou alguma percepção sulfurosa.
"Cistus Reserva 2001" - Tinto musculado e robusto. Apela às amêndoas doces do Alto Douro onde foi colhido.
"Caves Primavera Baga/Cabernet Sauvignon 1997" - Fusão estranha de duas castas em nada parecidas. Síntese inquieta e algo aborrachada.
"Valle Pradinhos Tinto 2000" - Delicado (não se esperava, de um vinho transmontano) e fresco, com adstringência equilibrada.
"Valpaços Reserva 1970" - Intensidade aromática. O tempo fez esgotar a fruta e desgastou os taninos. Sobrou alguma percepção sulfurosa.
"Cistus Reserva 2001" - Tinto musculado e robusto. Apela às amêndoas doces do Alto Douro onde foi colhido.
"Caves Primavera Baga/Cabernet Sauvignon 1997" - Fusão estranha de duas castas em nada parecidas. Síntese inquieta e algo aborrachada.
quinta-feira, dezembro 25, 2003
“Porto Poças Vintage 2001” – Chocolate quente, doce e muito picante. Adstringência intensa, que vai garantir longevidade a quem resistir à tentação e guardar o vinho.
“Cabeça de Burro Reserva 1997” – Vinho mineral, com o travo dos vinhos tradicionais de inspiração bordalesa.
“Pêra Manca Branco 2001” – Frutado e sem ponta de acidez. Sabor cheio, sem ser enjoativo. Seco, mas não agressivo.
“Murviedro Crianza 2001” – DO Valência. Linear mas com corpo e personalidade. Revela fruta vermelha, mas ainda verde.
“Chateau Rabaud-Promis (un prémier cru classé), Sauternes” e Foie Gras Pierre de Chaumeyrac :
O casamento imbatível. O agridoce de um branco velho muito nobre com o acetinado consistente do foie gras de canard do sudoeste de França, condimentado com Armagnac.
Dizia o LP : Aroma evoluído, revelando a podridão nobre que o caracteriza, a mel, frutos secos, vinagrinho. Na boca, alguma agulha que se vai dissipando; é fresco e meloso. Uma escolha adequada para o foie gras.
“Redoma 2000 Tinto” e “Marques de Griñon Cabernet Sauvignon” – Uma disputa da Liga de Campeões. O Redoma, com suavidade e delicadeza elegante e nobre. É caso para dizer mesmo, um vinho aristocrata. O Griñon, mais vivaço e senhorito, à espanhola. Por isso, menos poético que o lusitano.
“Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2000” – Modernaço e pujante.
“Quinta de Santa Bárbara – Porto Vintage 1999” – Macio e delicado. Mas apesar disso, muito composto.
“Vinho da casa – Casa de Samaiões (Chaves)” – Alicorado, dizia o LP. Teor alcoólico descomandado, dizia o Zé. Digo eu : travo de morangos; carnudo e potente.
“Grand’ Arte Cabernet Sauvignon 2000” – Nariz cheio e envolvente. Travo de maçãs azedas comidas em Novembro.
“Redoma Branco 2001” – Absolutamente dominador. Mas por sua vez, dominado pelo sabor herbáceo da madeira do casco.
“Quinta de Santa de Bárbara – Porto LBV 1999” – Aroma a ginjas. Acetinado, mas escuríssimo. A cor e a opacidade são esmagadoras.
“Cortes de Cima 2000”:
Zé : 14º de vinho jovem e doce que acompanha bem a carne barrosã; melhor do que o tinto de Sanfins do Douro.
LP : Madeira, álcool, fruta madura ou a demonstração de que o todo pode ser maior que a soma das partes. Um belo vinho.
“Porto Pousada LBV 1997” – Vinho espesso e picante, voluptuoso e sensual.
“Cabeça de Burro Reserva 1997” – Vinho mineral, com o travo dos vinhos tradicionais de inspiração bordalesa.
“Pêra Manca Branco 2001” – Frutado e sem ponta de acidez. Sabor cheio, sem ser enjoativo. Seco, mas não agressivo.
“Murviedro Crianza 2001” – DO Valência. Linear mas com corpo e personalidade. Revela fruta vermelha, mas ainda verde.
“Chateau Rabaud-Promis (un prémier cru classé), Sauternes” e Foie Gras Pierre de Chaumeyrac :
O casamento imbatível. O agridoce de um branco velho muito nobre com o acetinado consistente do foie gras de canard do sudoeste de França, condimentado com Armagnac.
Dizia o LP : Aroma evoluído, revelando a podridão nobre que o caracteriza, a mel, frutos secos, vinagrinho. Na boca, alguma agulha que se vai dissipando; é fresco e meloso. Uma escolha adequada para o foie gras.
“Redoma 2000 Tinto” e “Marques de Griñon Cabernet Sauvignon” – Uma disputa da Liga de Campeões. O Redoma, com suavidade e delicadeza elegante e nobre. É caso para dizer mesmo, um vinho aristocrata. O Griñon, mais vivaço e senhorito, à espanhola. Por isso, menos poético que o lusitano.
“Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2000” – Modernaço e pujante.
“Quinta de Santa Bárbara – Porto Vintage 1999” – Macio e delicado. Mas apesar disso, muito composto.
“Vinho da casa – Casa de Samaiões (Chaves)” – Alicorado, dizia o LP. Teor alcoólico descomandado, dizia o Zé. Digo eu : travo de morangos; carnudo e potente.
“Grand’ Arte Cabernet Sauvignon 2000” – Nariz cheio e envolvente. Travo de maçãs azedas comidas em Novembro.
“Redoma Branco 2001” – Absolutamente dominador. Mas por sua vez, dominado pelo sabor herbáceo da madeira do casco.
“Quinta de Santa de Bárbara – Porto LBV 1999” – Aroma a ginjas. Acetinado, mas escuríssimo. A cor e a opacidade são esmagadoras.
“Cortes de Cima 2000”:
Zé : 14º de vinho jovem e doce que acompanha bem a carne barrosã; melhor do que o tinto de Sanfins do Douro.
LP : Madeira, álcool, fruta madura ou a demonstração de que o todo pode ser maior que a soma das partes. Um belo vinho.
“Porto Pousada LBV 1997” – Vinho espesso e picante, voluptuoso e sensual.
terça-feira, dezembro 23, 2003
sábado, dezembro 20, 2003
"Vinha Grande 1999" - Delicadíssimo e fino, mas vivo. Aroma mais que cheio. Muito equilibrado e sem qualquer aresta. Para mastigar.
"Francisco Nunes Garcia - Reserva 2000" - O alicante-bouschet está bem presente e marca de forma indelével o perfil deste vinho. Final muito persistente, que arrasta pela boca os taninos e as restantes películas que não ficaram sedimentadas no fundo da garrafa nem no copo.
"Marques de Griñon - Cabernet 1998" - Sabor a terra coberta de erva seca depois da chuva. Cheio. Ocupa cada um dos recantos da boca. Apesar disso, um final curto e algo redondo. Não se dá pelos 14 graus e meio...
"Marques de Griñon - Petit Verdot 1999" - Corpo cheiíssimo e prolongado. Parece feito de vegetação. Adstringência total.
"Gran Feudo, Blanco Dulce de Moscatel 2001 - Navarra" - Vinho de sobremesa das Bodegas Julian Chivite. Dir-se-ia estar a beber um moscatel de Favaios. Mas é mais fresco e mais leve. Tem menos teor alcoólico e é excelente para sobremesa.
"Pousada - Porto LBV 1997" - Picante, quente e envolvente. Travo áspero e mastigável de maçãs doces, mas antes de estarem maduras.
"Chaves Branco 2001" - Seco e rude. Dizia o Zé, como as penedias em que foi colhido.
"Marques de Griñon - Rioja 2000" - Nariz cheio de aroma evoluído. Travo ligeiro mas muito vegetal, conferido pelo aragonês.
"Francisco Nunes Garcia - Reserva 2000" - O alicante-bouschet está bem presente e marca de forma indelével o perfil deste vinho. Final muito persistente, que arrasta pela boca os taninos e as restantes películas que não ficaram sedimentadas no fundo da garrafa nem no copo.
"Marques de Griñon - Cabernet 1998" - Sabor a terra coberta de erva seca depois da chuva. Cheio. Ocupa cada um dos recantos da boca. Apesar disso, um final curto e algo redondo. Não se dá pelos 14 graus e meio...
"Marques de Griñon - Petit Verdot 1999" - Corpo cheiíssimo e prolongado. Parece feito de vegetação. Adstringência total.
"Gran Feudo, Blanco Dulce de Moscatel 2001 - Navarra" - Vinho de sobremesa das Bodegas Julian Chivite. Dir-se-ia estar a beber um moscatel de Favaios. Mas é mais fresco e mais leve. Tem menos teor alcoólico e é excelente para sobremesa.
"Pousada - Porto LBV 1997" - Picante, quente e envolvente. Travo áspero e mastigável de maçãs doces, mas antes de estarem maduras.
"Chaves Branco 2001" - Seco e rude. Dizia o Zé, como as penedias em que foi colhido.
"Marques de Griñon - Rioja 2000" - Nariz cheio de aroma evoluído. Travo ligeiro mas muito vegetal, conferido pelo aragonês.
quarta-feira, dezembro 10, 2003
"Encostas da Maia" - Vinho verde, da Quinta de Santa Cruz. 9,5º de frescura muito ligeira. Não é possível encontrar este refresco no mercado. É pena.
"Hero da Machoca - Reserva 1999" - Consistência suave e delicada. Taninos firmes, sem serem rudes. Talvez acompanhe bem com porco doce.
"Cistus 1999" - Sem poder comparar-se, nem de longe, com os reserva da mesma casa, este DOC Douro inspira memória de fruta vermelha, pouco madura.
"Encostas do Rabaçal - Tinto Reserva 2000" - 14,5 º. Adega Cooperativa de Valpaços. Medalha de Prata no III Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados de 2003. Bem merecida. Notas de fruta madura no início do verão. Apimentado, revela suavidade musculosa.
"Encostas do Rabaçal - Touriga Franca 2001" - Este, tem menos um grau (13,5º). Sabe a mosto e erva seca. O aroma lembra o Outono e as vindimas.
"Hero da Machoca - Reserva 1999" - Consistência suave e delicada. Taninos firmes, sem serem rudes. Talvez acompanhe bem com porco doce.
"Cistus 1999" - Sem poder comparar-se, nem de longe, com os reserva da mesma casa, este DOC Douro inspira memória de fruta vermelha, pouco madura.
"Encostas do Rabaçal - Tinto Reserva 2000" - 14,5 º. Adega Cooperativa de Valpaços. Medalha de Prata no III Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados de 2003. Bem merecida. Notas de fruta madura no início do verão. Apimentado, revela suavidade musculosa.
"Encostas do Rabaçal - Touriga Franca 2001" - Este, tem menos um grau (13,5º). Sabe a mosto e erva seca. O aroma lembra o Outono e as vindimas.
quinta-feira, novembro 20, 2003
"Vallado branco 2001" - Está no ponto: nem lhe falta maturação nem está passado. O viosinho harmoniza o leque de aromas que se apercebem, dissipando as discrepâncias entre a pujança agreste do verdelho, a finura da malvasia fina, a docura do moscatel e a persistência áspera do rabigato.
"Adega de Pegões, Branco - Colheita Seleccionada 2002" - Frescura consistente que se prolonga num final intenso, com personalidade forte. Masculino, dizia o anotador e o LP. Feminino, dizia a Ana e a Inês.
"Vinha Grande 1997" - Os vinhos nobres não precisam de se anunciar. Notam-se. Neste, evidencia-se a delicadeza elegante. A sua nobreza não é altiva, nem a consistência é vaidosa. Este vinho é sóbrio e equilibrado. Um aristocrata.
"Osborne LBV 1995" - Agressivo e apimentado, este Porto será do agrado de quem gosta de vinhos achocolatados. Convirá consumí-lo.
"Adega de Pegões, Branco - Colheita Seleccionada 2002" - Frescura consistente que se prolonga num final intenso, com personalidade forte. Masculino, dizia o anotador e o LP. Feminino, dizia a Ana e a Inês.
"Vinha Grande 1997" - Os vinhos nobres não precisam de se anunciar. Notam-se. Neste, evidencia-se a delicadeza elegante. A sua nobreza não é altiva, nem a consistência é vaidosa. Este vinho é sóbrio e equilibrado. Um aristocrata.
"Osborne LBV 1995" - Agressivo e apimentado, este Porto será do agrado de quem gosta de vinhos achocolatados. Convirá consumí-lo.
segunda-feira, novembro 17, 2003
"Fontanário de Pegões - Branco 2002" - Este fontenário de surpresas foi originariamente comprado, desdenhando do preço, para regar umas frescas douradas que esperavam pelo forno. Acabou por fazer-lhes companhia mais tarde, depois de assadas. E com vantagem para a alternativa. Não impressiona, mas surpreende. E satisfaz.
"Adega da Porca" - Tintorro de Murça, claro. Estava fresquinho e até foi pena não haver sardinhas para o acompanhar.
"Adega da Porca" - Tintorro de Murça, claro. Estava fresquinho e até foi pena não haver sardinhas para o acompanhar.
segunda-feira, novembro 10, 2003
"Duas Quintas - Tinto 1995" - Garrafa esquecida, encontrada de surpresa no fundo da garrafeira do Zé. No início, parecia morta. Depois veio a revelar-se apenas adormecida, a precisar de acordar. Quando se revelou, manifestou aroma de cacau, agressivo no nariz, mas sem ser rude (portanto talvez mais incisivo que agressivo), com travo áspero. Compacto e com alguma pujança.
domingo, novembro 02, 2003
"Quinta da Alorna - Reserva 2002, Branco" - Combinação equilibrada de chardonnay e arinto. A primeira confere ao vinho a marca genética. A segunda desengordura-o das características típicas da primeira. Fica cheiínho (leia-se compostinho). Embora não seja fugaz, não chega a ser persistente. Mais frio será mais subtil e menos redondo.
"Adega de Pegões - Colheita seleccionada 2002, Branco" - Desta proveniência há que contar, antes de mais, com uma excelente relação preço qualidade. Neste vinho, as notas de madeira escondem o chardonnay, que se oculta envergonhado pelo corpo consistente do arinto. Foi justificada a medalha de prata ganha no Challenge International du Vin de 2003.
"Evel Grande Escolha 1998" - Tinto robusto sem ser musculoso. A idade talvez o tenha tornado mais delicado e talvez lhe tenha limado arestas. Ao mesmo tempo que o arredondou libertou algum travo a ginjas. Quiça já tenha estado (ainda) mais picante do que está.
"Esporão Reserva 1999" - Deveria ter-se bebido uma garrafa de coleccionador como esta (é daquelas que ainda ostentam no rótulo uma imagem de um simpático homem das arábias e foi objecto de censura a propósito de bélico conflito recente)? Devia. Por duas razões : primeira, porque vinhinho que não se bebeu, é vinhinho que não se bebe; segunda, porque se assim não fosse, deixava de poder apreciar-se um néctar agressivo e incisivo, com a marca da terra onde foi colhido e travo a ameixas maduras.
"Porto - Quinta do Infantado LBV, 1994" - Antes de mais, há que deixar claro que estamos perante um vinho de categoria superior. E mais nada. Dito isto, há que acrescentar que o chocolate que inspira e a densidade picante compensam o final curto e pouco persistente. É um vinho ligeiro sem ser leviano em que o impacto da primeira prova não é repetido nas seguintes.
"Adega de Pegões - Colheita seleccionada 2002, Branco" - Desta proveniência há que contar, antes de mais, com uma excelente relação preço qualidade. Neste vinho, as notas de madeira escondem o chardonnay, que se oculta envergonhado pelo corpo consistente do arinto. Foi justificada a medalha de prata ganha no Challenge International du Vin de 2003.
"Evel Grande Escolha 1998" - Tinto robusto sem ser musculoso. A idade talvez o tenha tornado mais delicado e talvez lhe tenha limado arestas. Ao mesmo tempo que o arredondou libertou algum travo a ginjas. Quiça já tenha estado (ainda) mais picante do que está.
"Esporão Reserva 1999" - Deveria ter-se bebido uma garrafa de coleccionador como esta (é daquelas que ainda ostentam no rótulo uma imagem de um simpático homem das arábias e foi objecto de censura a propósito de bélico conflito recente)? Devia. Por duas razões : primeira, porque vinhinho que não se bebeu, é vinhinho que não se bebe; segunda, porque se assim não fosse, deixava de poder apreciar-se um néctar agressivo e incisivo, com a marca da terra onde foi colhido e travo a ameixas maduras.
"Porto - Quinta do Infantado LBV, 1994" - Antes de mais, há que deixar claro que estamos perante um vinho de categoria superior. E mais nada. Dito isto, há que acrescentar que o chocolate que inspira e a densidade picante compensam o final curto e pouco persistente. É um vinho ligeiro sem ser leviano em que o impacto da primeira prova não é repetido nas seguintes.
segunda-feira, outubro 27, 2003
Os Vinhos de António Saramago
(Experiência enogastronómica apoiada pelos patrocinadores habituais).
"Espumante ACR 2001" - Travo com perfil tradicional para o género. Muito gasoso. Sendo da zona de Redondo, não está mal.
"Merus, Arinto 2002, Branco" - Doce e rude. Serão características compatíveis, no mesmo vinho ? Talvez acompanhando com umas tâmaras com chouriço ou umas ameixas com queijo terrincho.
"Tapada de Coelheiros, 2002, Branco" - Tem o prolongamento do chardonnay, sem a desvantagem de ser manteigoso.
"Tapada de Coelheiros, Chardonnay, 2002" - Muito intenso e complexo. Por isso, pela peculiaridade da casta, talvez deva ser somente usado para aperitivo ou talvez mesmo, sem mais aperitivos. É, em todo o caso, reservado a apreciadores de chardonnay.
"Hero dos Avós, Garrafeira, 1999, Tinto" - O agridoce de Setúbal. Áspero, mas bem compostinho. Vai longe. Talvez devesse ter ido mais longe antes de ser aberto e bebido.
"Quinta do Alqueve, Syrah 2001" - Há algum vinho mais áspero que este ? Em todo o caso, mais quatro graus de álcool e podia muito bem confundir-se com um Porto Vintage.
"Licoroso ACR - 30 anos" - Aroma animal, com notas de couro, dizia o LP.
(Experiência enogastronómica apoiada pelos patrocinadores habituais).
"Espumante ACR 2001" - Travo com perfil tradicional para o género. Muito gasoso. Sendo da zona de Redondo, não está mal.
"Merus, Arinto 2002, Branco" - Doce e rude. Serão características compatíveis, no mesmo vinho ? Talvez acompanhando com umas tâmaras com chouriço ou umas ameixas com queijo terrincho.
"Tapada de Coelheiros, 2002, Branco" - Tem o prolongamento do chardonnay, sem a desvantagem de ser manteigoso.
"Tapada de Coelheiros, Chardonnay, 2002" - Muito intenso e complexo. Por isso, pela peculiaridade da casta, talvez deva ser somente usado para aperitivo ou talvez mesmo, sem mais aperitivos. É, em todo o caso, reservado a apreciadores de chardonnay.
"Hero dos Avós, Garrafeira, 1999, Tinto" - O agridoce de Setúbal. Áspero, mas bem compostinho. Vai longe. Talvez devesse ter ido mais longe antes de ser aberto e bebido.
"Quinta do Alqueve, Syrah 2001" - Há algum vinho mais áspero que este ? Em todo o caso, mais quatro graus de álcool e podia muito bem confundir-se com um Porto Vintage.
"Licoroso ACR - 30 anos" - Aroma animal, com notas de couro, dizia o LP.
Quatro voos, quatro vinhos.
"Chateau Canteloup 2001" - Tinto com denominação de origem Médoc (portanto Bordéus), com 12,5º. De consumo corrente. Com a refeição, sempre vai melhor que uma cerveja.
"Domaine Franck Millet" - Sancerre branco, engarrafado pelo produtor. Algo amanteigado, a revelar algum chardonnay, que quer esconder-se. Talvez por isso é um pouco frutado, mas predominantemente seco.
"Campo Viejo, Tinto 1997" - Rioja duro. Logo ao abrir, o aroma faz revelar o cabernet. Depois, é redondo e fugaz, sem grande complexidade. Há que bebê-lo depressa, porque a primeira impressão é melhor que as seguintes.
"Marquês de Marialva Branco 2001" - Agitar vinhos, mesmo que brancos, não é grande ideia. Apesar disso, este branco da Adega Cooperativa de Cantanhede pareceu cheio e intenso. Sem se poder qualificar como branco velho, é um branco tradicional, à antiga. Mais que seco, roça o áspero.
"Chateau Canteloup 2001" - Tinto com denominação de origem Médoc (portanto Bordéus), com 12,5º. De consumo corrente. Com a refeição, sempre vai melhor que uma cerveja.
"Domaine Franck Millet" - Sancerre branco, engarrafado pelo produtor. Algo amanteigado, a revelar algum chardonnay, que quer esconder-se. Talvez por isso é um pouco frutado, mas predominantemente seco.
"Campo Viejo, Tinto 1997" - Rioja duro. Logo ao abrir, o aroma faz revelar o cabernet. Depois, é redondo e fugaz, sem grande complexidade. Há que bebê-lo depressa, porque a primeira impressão é melhor que as seguintes.
"Marquês de Marialva Branco 2001" - Agitar vinhos, mesmo que brancos, não é grande ideia. Apesar disso, este branco da Adega Cooperativa de Cantanhede pareceu cheio e intenso. Sem se poder qualificar como branco velho, é um branco tradicional, à antiga. Mais que seco, roça o áspero.
sábado, outubro 25, 2003
"Cistus Grande Reserva 2000" - 14 graus de vinho. Este néctar é grande em tudo, corpulento mesmo. Ou, como dizia o LP, um gigante manso. É denso mas de fácil interpretação. E, além do mais, joga num campeonato complemente diferente das colheitas normais da mesma casa, que jogam na regional - sem ofensa..., estava a falar na denominação de origem.
terça-feira, outubro 21, 2003
(Ficou esquecido do verão...)
Vinho e Sardinhas.
Trata-se de uma vexata quaestio" : que vinho acompanha melhor umas sardinhas frescas assadas na brasa? Primeira opção : tinto ou branco? Mas talvez a questão esteja mal colocada... Maduro ou verde? Mas talvez não haja uma resposta universal... A proposta de hoje é a de um vinho verde branco monovarietal de loureiro. A referência nesse campeonato é obviamente o Quinta do Ameal. Mas a proposta de hoje é o Loureiro da em>Quinta da Lixa 2002. Trata-se de um vinho seco, fresco, não muito subtil e que, talvez por isso mesmo dá luta a sardinhas acabadas de assar na brasa. Não ganham as
sardinhas nem o Loureiro : ganha o provador !
LP
Vinho e Sardinhas.
Trata-se de uma vexata quaestio" : que vinho acompanha melhor umas sardinhas frescas assadas na brasa? Primeira opção : tinto ou branco? Mas talvez a questão esteja mal colocada... Maduro ou verde? Mas talvez não haja uma resposta universal... A proposta de hoje é a de um vinho verde branco monovarietal de loureiro. A referência nesse campeonato é obviamente o Quinta do Ameal. Mas a proposta de hoje é o Loureiro da em>Quinta da Lixa 2002. Trata-se de um vinho seco, fresco, não muito subtil e que, talvez por isso mesmo dá luta a sardinhas acabadas de assar na brasa. Não ganham as
sardinhas nem o Loureiro : ganha o provador !
LP
sexta-feira, setembro 26, 2003
segunda-feira, setembro 15, 2003
"Duc de Berticot - 2000" (Côtes de Duras) - Apesar de ter uma medalha de prata no Concurso de Vinhos de Bordeaux, em 2002, as garrafas numeradas deste vinho tiveram pouca circulação. Tem aroma de baunilha ou talvez outras especiarias de outros hemisférios. Destas paragens, sabor a frutos vermelhos, com taninos bem presentes, a rivalizarem com o travo do carvalho onde o vinho estagiou.
"Domaine de la Chartreuse 2001" (Côtes du Rhone) - Parece ser um vinho de grande consumo, com alguma adstringência, a lembrar morangos silvestres. Embora seja um vinho à antiga, pareceu salutar e caiu bem. Talvez fosse do acompanhamento.
"Domaine de la Chartreuse 2001" (Côtes du Rhone) - Parece ser um vinho de grande consumo, com alguma adstringência, a lembrar morangos silvestres. Embora seja um vinho à antiga, pareceu salutar e caiu bem. Talvez fosse do acompanhamento.
domingo, agosto 31, 2003
PONTO E VÍRGULA. As férias estão a acabar e chegou a altura de fazer as malas e voltar a casa. A experiência enobloguista chegou a uma nova etapa. A partir de agora, iniciada a temporada de caça, volta a coca-cola sem álccol e a água sem gás, light e sem cafeína.
Melhores dias voltarão.
Finda esta etapa, obrigado ao Zé e ao Luís Paulo, patrocinadores oficiais do blog e ainda verbalizadores, nem sempre graficamente materializados, de muitas das opiniões oficiosas que ficam.
Melhores dias voltarão.
Finda esta etapa, obrigado ao Zé e ao Luís Paulo, patrocinadores oficiais do blog e ainda verbalizadores, nem sempre graficamente materializados, de muitas das opiniões oficiosas que ficam.
"Porto Quinta da Devesa - Garrafeira Particular" - A origem deste vinho do Porto, de lote, é um vinhão de 1944, sucessivamente refrescado pelo produtor. É vetusto, muito consolidado e agradável. Um vinho à antiga portuguesa. PS: a garrafa estava em casa há mais de 20 anos e, quem a ofereceu já a tinha havia mais tempo. Não vale a pena procurar porque não há no mercado.
"Alvarinho Soalheiro, 2002" - Que dizer deste vinho, tão harmonioso e em nada dissonante, sem qualquer ponta extravagante? Apenas que é um alvarinho domesticado, em que o lado selvagem e másculo da casta está controlado e muito civilizado.
"Verdicchio di Matelica, DOC 2001" - Este vinho bebia-se nos palácios venezianos de há 300 anos. Desde então, não piorou. Mas também não se lhe notam melhoras.
"Grand' Arte, Touriga Nacional 2000" (DFJ) - Será que o aroma é de amora, ou antes de batido de amora? Este vinho é pastoso e leitoso, quase agridoce.
"Verdicchio di Matelica, DOC 2001" - Este vinho bebia-se nos palácios venezianos de há 300 anos. Desde então, não piorou. Mas também não se lhe notam melhoras.
"Grand' Arte, Touriga Nacional 2000" (DFJ) - Será que o aroma é de amora, ou antes de batido de amora? Este vinho é pastoso e leitoso, quase agridoce.
quarta-feira, agosto 27, 2003
"Quinta do Carmo, branco, 2002" - Vinho sofisticado de grande amplitude. Se refrigerado, é fresco, mas muito misterioso. Quando aquece, o arinto assalta-lhe o sabor e dá-lhe um travo herbáceo e ácido.
"Viña Tarapacá, Pinot Noir, 1999" - Vinho de denominação de origem de Maipo Valley, Chile. Os 14 graus são ligeiros, mas algo encrespados e um pouco adstringentes. No nariz, apercebe-se o aroma a borracha normal para a casta. O final, é curto e picante.
"Jacob's Creek, Shiraz Cabernet, 2000" - Será este um típico cabernet ? A verdade é que o Shirah não se apercebe muito. O vinho, embora consistente, é ligeiro e picante. Talvez por ser novo, é algo adstringente.
"Porto Pousada Vintage 1997" - Que vinho ! O aroma é algo etílico. Pelo contrário, o sabor é harmonioso e cheio de complexidade. A prova revela um líquido pastoso e carnudo. Uma sinfonia muito afinada, tocada no tempo certo.
"Herdade Grande, Colheita Seleccionada, Branco 2002" - Vinho da Vidigueira, com 13,5º, que cumpre respeitar. É aromático e frutado, algo redondo, mas muito intenso.
"Vinha da Defesa, branco 2002" - Este vinho é muito delicado. Quase apetece dizer delicodoce. Fresco e floral. Muito agradável para aperitivo. E para isso não lhe faz falta nenhuma companhia.
"Viña Tarapacá, Pinot Noir, 1999" - Vinho de denominação de origem de Maipo Valley, Chile. Os 14 graus são ligeiros, mas algo encrespados e um pouco adstringentes. No nariz, apercebe-se o aroma a borracha normal para a casta. O final, é curto e picante.
"Jacob's Creek, Shiraz Cabernet, 2000" - Será este um típico cabernet ? A verdade é que o Shirah não se apercebe muito. O vinho, embora consistente, é ligeiro e picante. Talvez por ser novo, é algo adstringente.
"Porto Pousada Vintage 1997" - Que vinho ! O aroma é algo etílico. Pelo contrário, o sabor é harmonioso e cheio de complexidade. A prova revela um líquido pastoso e carnudo. Uma sinfonia muito afinada, tocada no tempo certo.
"Herdade Grande, Colheita Seleccionada, Branco 2002" - Vinho da Vidigueira, com 13,5º, que cumpre respeitar. É aromático e frutado, algo redondo, mas muito intenso.
"Vinha da Defesa, branco 2002" - Este vinho é muito delicado. Quase apetece dizer delicodoce. Fresco e floral. Muito agradável para aperitivo. E para isso não lhe faz falta nenhuma companhia.
domingo, agosto 24, 2003
"Esporão Branco - Reserva 2001" - Quando um vinho deixa nos lábios um travo agradável e manifesta uma estrutura consistente, de forma a deixar na boca um sorriso que se prolonga pela garganta, já não interessa dizer muito mais. É bom e pronto! Distingue-se, este vinho, pelo carvalho americano em que estagiou. A sua força amarga transpôs-se para ele e marcou-o indelevelmente.
sábado, agosto 23, 2003
"João Portugal Ramos - Syrah, 2001" - Love it or leave it. Syrah é assim. É um vinho que cheia a borracha queimada e cujo travo faz lembrar fruta fermentada. Ou mesmo vinho feito de batatas podres. Quando se abre a garrafa, a impressão é arrasadora. Mas vai evoluindo e no segundo copo choca menos : revela-se o seu lado de bom selvagem. Um vinho soberbo.
"Porto Poças Vintage 1996" - A medalha de ouro da revista Wine é mais que merecida. Na primeira impressão o álcool sobrepõe-se aos outros componentes. Depois, arejando, os espíritos libertam-se e fica o sabor puro de um vinho muito bem feito e já equilíbrado. Um vintage do melhor.
"Porto Poças Vintage 1996" - A medalha de ouro da revista Wine é mais que merecida. Na primeira impressão o álcool sobrepõe-se aos outros componentes. Depois, arejando, os espíritos libertam-se e fica o sabor puro de um vinho muito bem feito e já equilíbrado. Um vintage do melhor.
sexta-feira, agosto 22, 2003
"Solar de Serrade - Alvarinho, 2001". Tudo, neste Alvarinho, é nobre e distinto. O nome, o local e as referências da produção, a garrafa e o rótulo. Provado o vinho, revelou ser aristocrata: discreto, mas com personalidade bem definida; pouco seco e quase nada fresco; sofisticado, mas equilibrado, agradável, mas não exuberante. Se servido refrigerado, mantém a sua solenidade discreta. Quando a temperatura sobe, o verniz estala um pouco e libertam-se a adstringência e o carácter puro e duro da casta.
"Porto Poças Vintage 2000" - Como pode a modéstia esconder um monumento vinícola ! Garrafa discreta, rótulo menos que banal, marketing inexistente. Porém, aberta a rolha, emerge um vinho ainda novo - que melhorará - pastoso, com sabor a chocolate e cerejas. Cola a sua adstringência à boca, deixando um rasto prolongadíssimo e intenso de taninos. De sobremesa, para ser acompanhado por nada.
quinta-feira, agosto 21, 2003
"Deu la deu - Alvarinho" - Versão 2002 de um clássico. Poderia comodamente dizer : palavras para quê? Mas é pouco. Adianto ainda que é o Alvarinho mais fresco e frutado da temporada. Ao contrário de outros do mesmo ano, está já pronto a degustar. Tem uma ligeira agulha que o torna muito apetecível nos dias quentes.
"Rueda Verdejo Sanz" - Varietal honesto e equilibrado. E não mais. Nem sempre espanhol é melhor. Y punto.
"Dona Ermelinda" - Tinto de Palmela. O castelão ou periquita de que é feito, pica na boca, de deixa àspera. Pede algo macio para o acompanhar e contrariar. No aroma, nota-se chocolate derretido. Pelo preço (pouco mais de 3 euros), não é fácil encontrar melhor.
"Rueda Verdejo Sanz" - Varietal honesto e equilibrado. E não mais. Nem sempre espanhol é melhor. Y punto.
"Dona Ermelinda" - Tinto de Palmela. O castelão ou periquita de que é feito, pica na boca, de deixa àspera. Pede algo macio para o acompanhar e contrariar. No aroma, nota-se chocolate derretido. Pelo preço (pouco mais de 3 euros), não é fácil encontrar melhor.
quarta-feira, agosto 20, 2003
"Quinta da Lixa, Loureiro 2002" - Plagiando, foi você que pediu um vinho verde fresco e leve, próprio para a época, mas ao mesmo tempo de carácter e travo bem definido? Será o caso. Além disso, eu diria que este vinho roubou o aroma à toranja e, tal como ela, é pouco denso e sofisticado. Pelo contrário, é despreocupado e nada pretencioso; por isso, deixa-se beber muito bem. Querem melhor ?
"Torre de Menagem 2001" (Alvarinho / Trajadura), Quintas de Melgaço - Sobre alvarinhos, neste quase fim do verão, está tudo dito. Resta explorar duas perspectivas: qual deles sublinha melhor o carácter da casta (ponto i); qual deles melhor combina a casta com outras, de modo a adoçar o carácter másculo, dando-lhe frescura e delicadeza (ponto ii). Este, está bem. 5% de Trajadura não lhe retiram o sabor da vide nem a personalidade, mas arredondam a aspereza e tornam este vinho mais urbano.
"Porto Krohn LBV, 1998" - Já se sabia que 1998 foi um ano pouco evidente. Este vinho de sobremesa, vai bem com a dita. Mas honestamente, de um LBV espera-se um pouco mais. Apesar disso, é poderoso e intenso. Curiosamente, ganha se for aberto com alguma antecedência. O que vale por dizer que no dia seguinte fica melhor... Talvez por ser novo e ter muitos espíritos para libertar.
"Torre de Menagem 2001" (Alvarinho / Trajadura), Quintas de Melgaço - Sobre alvarinhos, neste quase fim do verão, está tudo dito. Resta explorar duas perspectivas: qual deles sublinha melhor o carácter da casta (ponto i); qual deles melhor combina a casta com outras, de modo a adoçar o carácter másculo, dando-lhe frescura e delicadeza (ponto ii). Este, está bem. 5% de Trajadura não lhe retiram o sabor da vide nem a personalidade, mas arredondam a aspereza e tornam este vinho mais urbano.
"Porto Krohn LBV, 1998" - Já se sabia que 1998 foi um ano pouco evidente. Este vinho de sobremesa, vai bem com a dita. Mas honestamente, de um LBV espera-se um pouco mais. Apesar disso, é poderoso e intenso. Curiosamente, ganha se for aberto com alguma antecedência. O que vale por dizer que no dia seguinte fica melhor... Talvez por ser novo e ter muitos espíritos para libertar.
segunda-feira, agosto 18, 2003
Quinta da Alorna (II): aroma discreto mas elegante, com a madeira a não esconder o amanteigado do chardonnay; na boca está fresco, com boa acidez que lhe é dada pelo arinto; vai ganhando complexidade com a subida de temperatura no copo; acompanha entradas variadas, crepes chineses e queijos de sabor não muito intenso.
LP
Martivilli (II): Aroma intenso a maracujá, ananás e pêssego; ligeiro gás, acidez acentuada que é suportada pelo corpo, fresco; final prolongado. Ganhará com um ou dois anos de garrafa.
LP.
LP
Martivilli (II): Aroma intenso a maracujá, ananás e pêssego; ligeiro gás, acidez acentuada que é suportada pelo corpo, fresco; final prolongado. Ganhará com um ou dois anos de garrafa.
LP.
"Quinta da Alorna - Branco, Reserva", 2002 - Chardonnay e Arinto, na medida certa, sendo o primeiro mais marcante que o segundo dependendo da temperatura a que é servido. Corpo cheio, convida a copo cheio. E a acompanhamento cheio, também (não é o típico vinho fresquinho de verão).
"Martivilli - Verdejo", Rueda, 2002. Já existem em Portugal varietais desta casta. São em geral secos e ásperos. Este é-o menos. Mais aromático e fresco. Os verdelho deverão beber-se mais amadurecidos do que este o foi. Azar o dele...
"Martivilli - Verdejo", Rueda, 2002. Já existem em Portugal varietais desta casta. São em geral secos e ásperos. Este é-o menos. Mais aromático e fresco. Os verdelho deverão beber-se mais amadurecidos do que este o foi. Azar o dele...
sábado, agosto 16, 2003
"Quintas de Melgaço", (Alvarinho/Trajadura) - Vinho equilibrado, algo ácido, como lhe compete, encorpado e fresco. Próprio para o verão. Apropriado para acompanhar qualquer manjar de férias e, em especial, se for peixe grelhado. Deve ser bebido muito fresco.
"Muralhas 2002". Este clássico vinho verde, da Adega Cooperativa de Monção, está melhor que os de anos anteriores. Pronto a beber, embora não perdesse pela demora. Talvez comece a acertar o passo com os Alvarinhos que, definitivamente, ganham se forem bebidos dois invernos depois de feitos. Este Muralhas é fresco q b e é intenso q. b. O equilíbrio certo entre o denso Alvarinho e o fresco Trajadura.
"Casa do Arco 1996". Valpaços é uma região com grandes pergaminhos. Lamentavelmente têm quase todos muitos anos. Recentemente a Adega Cooperativa lançou umas garrafinhas de vinho muito bem elaborado. Monocastas, com grandes potencialidades. Em particular o Trincadeira Preta, vendido a um preço muito baixo, em garrafas de meio litro. Talvez recupere o nome esquecido da região transmontana.
"Chaminé Rosé, 2001". Irmão do tinto de combate com o mesmo nome, este refresco de verão reconcilia-nos com os rosados. Sim senhor! Não desmerece do seu rico primo "Cortes de Cima" ou do nobre "Syrah" do mesmo produtor. Cliff Richard, que fornece uvas para esta casa, apreciará este vinho de Hans Kristian Jorgensen. Atenção aos 14 grauzitos deste rosé!
"J.P. - Moscatel de Setúbal". Geladinho, este vinho de Azeitão é uma sobremesa de truz. Sobretudo se for acompanhado por um queijo cremoso. Consta que tem sido servido na cerimónia de entrega dos prémios Nobel. Tem a vantagem, sobre alguns dos seus concorrentes, de não ter efeitos no "day after"...
"Pousada - LBV 1997". Ainda no capítulo das sobremesas e dos queijos, aqui fica um registo excelente. Boa cor e aspecto pastoso, tem que mastigar-se, para melhor se degustar. O copo fica colorado e a boca nem é bom falar. Verdadeiro néctar, este vinho do Porto só tem um senão: não é filtrado. Dito de outra forma: não se tomando precauções, a ressaca é certa. Mas vale bem a pena.
"Muralhas 2002". Este clássico vinho verde, da Adega Cooperativa de Monção, está melhor que os de anos anteriores. Pronto a beber, embora não perdesse pela demora. Talvez comece a acertar o passo com os Alvarinhos que, definitivamente, ganham se forem bebidos dois invernos depois de feitos. Este Muralhas é fresco q b e é intenso q. b. O equilíbrio certo entre o denso Alvarinho e o fresco Trajadura.
"Casa do Arco 1996". Valpaços é uma região com grandes pergaminhos. Lamentavelmente têm quase todos muitos anos. Recentemente a Adega Cooperativa lançou umas garrafinhas de vinho muito bem elaborado. Monocastas, com grandes potencialidades. Em particular o Trincadeira Preta, vendido a um preço muito baixo, em garrafas de meio litro. Talvez recupere o nome esquecido da região transmontana.
"Chaminé Rosé, 2001". Irmão do tinto de combate com o mesmo nome, este refresco de verão reconcilia-nos com os rosados. Sim senhor! Não desmerece do seu rico primo "Cortes de Cima" ou do nobre "Syrah" do mesmo produtor. Cliff Richard, que fornece uvas para esta casa, apreciará este vinho de Hans Kristian Jorgensen. Atenção aos 14 grauzitos deste rosé!
"J.P. - Moscatel de Setúbal". Geladinho, este vinho de Azeitão é uma sobremesa de truz. Sobretudo se for acompanhado por um queijo cremoso. Consta que tem sido servido na cerimónia de entrega dos prémios Nobel. Tem a vantagem, sobre alguns dos seus concorrentes, de não ter efeitos no "day after"...
"Pousada - LBV 1997". Ainda no capítulo das sobremesas e dos queijos, aqui fica um registo excelente. Boa cor e aspecto pastoso, tem que mastigar-se, para melhor se degustar. O copo fica colorado e a boca nem é bom falar. Verdadeiro néctar, este vinho do Porto só tem um senão: não é filtrado. Dito de outra forma: não se tomando precauções, a ressaca é certa. Mas vale bem a pena.
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