sábado, setembro 18, 2004

Dólmen Tinto 1989
Após meados da década de 1980, a Adega Cooperativa de Valpaços deixou-se decair. Já se tem dito por aqui que os seus vinhos já tiveram melhores dias. Agora, até o Berto, velho conhecido free-lancer da agro-indústria local, concede que este líquido algo sulfuroso (apesar da idade) e acre, já “enfraqueceu”.

sexta-feira, setembro 17, 2004

(já com acentos mas ainda com acento.)
Château Tour Saint-Christophe 2001
Este AOC Médoc tem uma grande (enorme) adstringência, que esconde algum travo de groselhas. É um daqueles tintos clássicos de Bordeaux que deveria ser bebido mais envelhecido.

Domaine Allimant-Laugner Brut
Espumante francês, não champagne, produzido ao lado, na zona de denominação de origem (AOC) “Crémant d’ Alsace”. Talvez por isso seja demasiado gasoso e, mais que bruto, um pouco rude e agreste. Bem frio, aguenta-se até ao segundo copo.

Château La Croix du Duc 2000
Eis um tinto Bordeaux Supérieur claramente da era pós-Parker: 13% de teor alcóolico; manifesta alguma complexidade. Apesar disso, ainda se fica pelo impacto inicial, porque não tem notas finais. A não ser as dos taninos, muito marcantes.

quinta-feira, setembro 16, 2004

(ainda sem acentos, mas ja sem a colega do lado...)
Riesling da casa - Taverne de Maitre Kanter de Strasbourg
Grande acidez, com algum travo herbaceo. Apesar disso fica harmonioso, envolvente e agradavel se for servido em copos largos (sera o caso daqueles copos tradicionais da Alsacia, com pe verde, especificos para este tipo de vinho).

Bouquet du Comtat
AOC Cotes du Rhone. Tinto delicado e adocicado, nao muito consistente. No final, porem, revela alguma adstringencia complexa, que permanece, deixando algum travo de fruta madura. Este vinho e mais do sol que do sul.

quarta-feira, setembro 15, 2004

(sem acentos nem cedilhas, pelas razoes que se sabem.
PS: ao lado esta uma colega romena, com os olhos azuis mais bonitos que se podem encontrar numa cigana...)

Louis Eschenauer Merlot 2003

Tinto do Pays d' Oc, de baixa graduacao muito jovem e cheio de vigor. Travo de amoras frescas, pouco maduras. Novo, deve beber-se um pouco fresco. para a Air France nao esta mal.

Les Hauts de Goelane
Outro tinto, agora AOC Bordeaux. Clarete tradicional, a antiga bordalesa. Algo taninoso, no inicio denuncia um pouco a madeira, que lhe da alguma complexidade, que depois de arejar perde.

quinta-feira, setembro 09, 2004

Pintia 2001
Tinto espanhol da região de Toro. Frio, revela um grande aroma e delicadeza subtil. Quando aquece, os 14,7% manifestam-se, colam-se ao palato e o vinho torna-se potente e arrasador. É um vinho de tradição.

Vinha Paz 2002
Tinto do Dão, àspero, a saber a Beira Alta. Consistente e denso, carnudo, de aroma cheio.

Alvarinho Deu la Deu 2002
Ao contrário do que se previa, a acidez já acusa tempo a mais. Foi domesticada mas, embora já sem fogosidade, ainda se contrapõe com equilíbrio ao travo adocicado.

Quinta da Gaivosa 1999
Douro tinto à antiga. Tradicional, muito bem feito, sem reparos. Acutilante e adstringente, picante na medida certa.


sábado, setembro 04, 2004

Dom Martinho 2002
Um número dois é um número dois. E este tinto de segunda linha da Quinta do Carmo é honesto, é certo, mas apresenta-se muito mais modesto do que se esperava.

terça-feira, agosto 31, 2004

Quinta do Ermígio 2003
Verde, branco. Muito frutado, citrino. Fresco e muito apetecível.

Verde da Quinta de Esporões.
Tinto do ano, colhido pelo caseiro. Espuma abundante a anunciar o gás e a pastosidade. Deixa bastante resíduos no copo, não ficando dúvidas quanto à ressaca que se verificará.

Porto da Pipa Particular dos Confrades
Com origem na Quinta do Portal, este vinho de 2000 foi engarrafado por ocasião dos 15ºs Encontros Enológicos do Norte de Portugal, em Janeiro de 2004. É suave e delicado. Equilibrado e com carácter.

domingo, agosto 29, 2004

Porto Noval LBV 1998
Não é corpulento nem possante, mas é muito elegante. Forte travo a chocolate. Se for bebido a uma temperatura baixa, revela-se mais denso, sofisticado, espesso e complexo. Um Porto fantástico e irresistível.

sábado, agosto 28, 2004

Comparativo Vinhos de Gaja
Brancos, da zona de Palmela, Terras do Sado ou Ribatejo, simples e de interpretação fácil. Pouco exigentes e de travo consensual.

Companhia das Lezírias Fernão Pires 2003
Herbáceo e intenso, consistente e másculo (tem 13 grauzitos). É um monocasta, bem feito e equilibrado. Adequado, se a companhia está mais interessada em alargar o seu conhecimento sobre o vinho do que sobre quem lho oferece. Portanto, sendo vinho de gaja, é para amigas.

Serras de Azeitão 2003
Ligeiro, ligeirinho, mas está lá. Muito fresco. Flores e fruta tropical, dizia o rótulo, consequência natural do Fernão Pires e do Moscatel. Não é leviano. Será portanto adequado se a companhia já ouviu falar do tema, está familiarizada com a linguagem e já tem bebido uns copitos, mas apesar disso ainda só tem como único critério o vinho ser bom ou mau. Neste contexto parece ser de toda a conveniência, previamente, decorar as castas e antecipar a opinião sobre o travo.

BSE 2003
A mistura das castas (fernão pires, antão vaz e arinto) dá-lhe garra. O vinho tem muita fruta e corpo equilibrado. Não prescinde de uma temperatura muito baixa, uma vez que quando aquece fica acre. O rótulo diz “apreciar moderadamente em boa companhia”. É, evidentemente, uma dica a aproveitar. E ficam dissipadas as dúvidas sobre as razões que levaram a incluir este vinho neste painel. Além do mais, em caso de tampa, salva-se o vinho.

João Pires 2003
And the winner is… O vinho de gaja por excelência!
Todo ele de moscatel de Setúbal. Sabe a uvas, em forma líquida. Até chateia, de tão doce. Parece um Asti (se se ler Ice Tea, dá igual…). Use-se, se a companhia não bebe habitualmente e estava a pensar pedir uma Coca-Cola Light.

sexta-feira, agosto 27, 2004

Poças LBV 1998
Embora discreto, este Porto não é um vinho menor. Muita fruta e aquele ligeiro picante que deixa rasto na garganta. Decante-se, ou deixe-se arejar e verificar-se-à que ganhará corpo e espírito.

Fonte da Serrana 2002
Tinto do Alentejo, musculado e com carácter mas, embora honrado, de modesta dimensão.

quinta-feira, agosto 26, 2004

Porto Poças Colheita 1991
Vinho da velha escola, muito picante e prolongado. É clara e assumidamente um vinho fortificado de carácter correspondente ao seu tipo.

domingo, agosto 22, 2004

Henriques e Henriques, Madeira Meio Doce
Típico Madeira, com formato tradicional. Travo de madeira velha e de fruta muito madura. Não visa grandes voos mas cumpre bem a sua finalidade de sobremesa.

sábado, agosto 21, 2004

NOITE DE ESTRELAS.
CARM Praemium 2000

Tinto de nariz cheio e penetrante. Sabor picante e amargo. Vinho de nível superior.

Chryseia 2001
Travo de baunilha, ligeiramente ácido, que lhe dá agressividade e carácter. Mastigável e denso. Tinto de excepção.

Real Companhia Velha Vintage 1997.
Porto harmonioso e muito equilibrado. Grande impacto inicial. A boca fica cheia, mais de sensações do que de sabores concretamente identificados. Algo de picante. LP dizia figos. Talvez tenha sido o melhor Porto da temporada de verão no Carvoeiro.

sexta-feira, agosto 20, 2004

Cabeça de Burro Reserva 1999
Tinto à antiga portuguesa. Sabe a tradição e recorda o ambiente das adegas do Douro. Transparente e cristalino, acusa notas de couro.

Porto Krohn LBV 1999
Ligeiro e estival, descomprometido e informal. É equilibrado e harmonioso.
Pontuação
LP: 16
F: 15,5
Manuel: 14
PV: 16

quinta-feira, agosto 19, 2004

Vila Santa 2000
Tinto de João Portugal Ramos, com teor alcoólico de 13,5º. Alentejano da velha escola. Boca cheia de sabores bem sedimentados, que disparam em todos os sentidos.

Encostas do Rabaçal Touriga Franca 2002
Os varietais da Adega Cooperativa de Valpaços são muito quentes e alcoolizados. Este tem 14º. É picante e telúrico, grosso e espesso. Parece um vinho fortificado. Vai bem só e, dir-se-ia mesmo, dispensa companhia.

Blandy´s Harvest 1996 (Malmsey, Madeira)
Aroma distinto e sofisticado, a que corresponde um travo nobre e solene. Algo de canela e caramelo. Tradicional q.b., sem desmerecer. Encerrará adequadamente repasto de cerimónia.

quarta-feira, agosto 18, 2004

Companhia das Lezírias Fernão Pires 2003
Feminino e intensamente adocicado. Muito floral e colorido. Delicodoce. Não fora este um blog sério e dir-se-ia que este é um "vinho de gajas".

terça-feira, agosto 17, 2004

Comparativo Txakoli
Evidentemente, todos eles vinhos brancos, produzidos no País Basco Espanhol.
Sónia, a simpática balconista da loja de produtos regionais Basendere, em Bilbao, preferia o Gorrondona.

Basigo´ko Basetxea
10,5º. Produzido em Basigo de Bakio, Bilbao (D.O. Biskaiko Txakolina).
Mais floral que frutado e fresco. Um pico de gás, quase imperceptível. Densidade de açúcar certa, que o torna menos leviano que outros.

Xarmant
11,5º. Produzido em Alava (D.O. Arabako Txakolina).
A garrafa tem uma decoração exuberante e criativa, condizente com o sabor celta, a maçãs de casca verde, muito maduras. Como tem muita polpa, este vinho não é fresco. Vai bem com tapas do mar (de peixe, mariscos ou crustáceos).

Gorrondona
11,5º. Produzido em Bakio, Bilbao (D.O. Biskaiko Txakolina).
Fresco e liso. Suave e delicado, podendo ser cosmopolita. Simples e agradável. Mas nada mais.

segunda-feira, agosto 16, 2004

La Trappe Quadrupel
Marcadamente ambrée, com espuma persistente, esta cerveja belga, produzida na fronteiriça abadia holandesa de Koningshoeven, tem 10º. É robusta e corpulenta, como os monges que a fazem. Apesar disso, é suave e delicada (talvez mesmo insidiosa…) e o teor alcoólico só se nota depois.

quinta-feira, agosto 12, 2004

Castillo de Paniza 2003
Tinto de Cariñena, com 13 graus. É jovem e irrequieto, com travo muito amargo e adstringente, a sugerir avelãs e fruta verde.

Coto Haias, 2003
Outro tinto moderno, de Campo de Borja, também com 13 graus. Menos sofisticado e carnudo, sabe a fruta vermelha.

Castillo de Soldepeñas
Um Valdepeñas de self-service de autoestrada. Nem tem data. Adstringente como a casca de um melão. Apesar disso, equilibrado e bem feito, sem defeitos, mas também sem grandes virtudes. Fresquinho, foi agradável.

quinta-feira, agosto 05, 2004

E.A Tinto 2002
Regional alentejano, da Fundação Eugénio de Almeida. Frescura e juventude. Predomínio grande do sabor a uvas. Quente como a terra onde foi colhido. Adstringência muito presente, mas certa para uma refeição de pratos tradicionais do sul.

Martinez LBV 1997
Boca muito agradável e preenchida. Taninos bastante domesticados e dóceis. O picante deste Porto arrasta-se tranquilamente num final incisivo.