Loureiro Pingo Doce 2003
Da casa que faz o Ameal. Verde branco ligeiro e muito fresco, sedoso e delicado. Ar de verão, que pode apelar a comida de verão. Retemperador, no interlúdio das festas de inverno.
Loureiro 2003
Da Adega Cooperativa de Ponte de Lima. Um pouco agressivo e agridoce a mais. Rude, do campo. Como os lenhadores.
Cortes de Cima 2000
Aroma intensíssimo de fruta vermelha, que acompanha o travo alongado, muito frutado. Grande vivacidade. Vinho moderno e muito dinâmico.
quinta-feira, dezembro 30, 2004
quarta-feira, dezembro 29, 2004
Santa Valha 2003
Tinto VQPRD Valpaços, já anteriormente aqui referido. 14,5º de corpulência. Será a retoma (fora da Adega Cooperativa) da tradição nobre dos vinhos de Valpaços? Este, ainda terá que esperar algum tempo para revelar a sua dimensão.
Pera Manca Branco 2001
Nunca demais repetir. Aroma incisivo. Irrepreensível concerto de equilíbrio e harmonia.
Solar de la Vega Verdejo 2003
Grande aroma de maracujá, que se prolonga na boca, num travo de marcada fruta, em que a doçura está bem dimensionada com a acidez. Está no ponto.
Confrerie des Gourmets Bordeaux 1998
Palhete franciú, sem consistência nem especificidades que mereçam nota. Se os estrangeiros não tivessem, por imposição do fado lusitano e pela natureza das coisas, privilégios óbvios em Portugal, este tinto não se beberia.
Albariño Dionisos Rias Baixas 2002
Algo verdasco e rude. Mas óptimo no género, com bom pico de acidez fresca e gorda
Tinto VQPRD Valpaços, já anteriormente aqui referido. 14,5º de corpulência. Será a retoma (fora da Adega Cooperativa) da tradição nobre dos vinhos de Valpaços? Este, ainda terá que esperar algum tempo para revelar a sua dimensão.
Pera Manca Branco 2001
Nunca demais repetir. Aroma incisivo. Irrepreensível concerto de equilíbrio e harmonia.
Solar de la Vega Verdejo 2003
Grande aroma de maracujá, que se prolonga na boca, num travo de marcada fruta, em que a doçura está bem dimensionada com a acidez. Está no ponto.
Confrerie des Gourmets Bordeaux 1998
Palhete franciú, sem consistência nem especificidades que mereçam nota. Se os estrangeiros não tivessem, por imposição do fado lusitano e pela natureza das coisas, privilégios óbvios em Portugal, este tinto não se beberia.
Albariño Dionisos Rias Baixas 2002
Algo verdasco e rude. Mas óptimo no género, com bom pico de acidez fresca e gorda
sábado, dezembro 25, 2004
Reserva ACR 2001
Tinto potente, de 14º. Vinho de grande elegância. Forte e quente, rico de sabores e travo muito adstringente. Foi excelentemente com um cabrito no forno.
Reserva Especial Ferreirinha 1990
Por falar em cabrito no forno, este clássico foi ainda melhor. Mineral e linear. Acutilante, de grande elevação. Óptimo.
Montes Ermos Reserva 2001
Vinoso e agreste, este tinto de Freixo-de-Espada-à-Cinta está talvez ainda um pouco verde e adstringente.
Casa do Arco 1990
Equilíbrio entre o carácter mineral, do “terroir” e a corpulência da terra quente transmontana. Resultado elegante. O segredo deste vinho está em abrí-lo no dia anterior, para que respire. Talvez tenha sido o último moicano da Adega Cooperativa de Valpaços.
Quinta de Santa Bárbara Porto Tawny Colheita 1986
Muita madeira e nobreza. Registo tradicional, de caramelo e canela. Back to basics, mas muito agradável.
Quinta de Santa Bárbara LBV 1999
Cerejas maduras, em vinho muito estruturado.
Ramos Pinto LBV 1997
Porto não filtrado e portanto perigoso, pelas consequências. Pelas mesmas razões é muito rico e substancial. Travo de chocolate, algo picante. Vivaço e intenso. Bom vinho.
Dom Salvador Alvarinho 2003
Muito aromático, de travo rico. Honesto, sem concessões, embora não chegue a ser exuberante.
Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2003
Branco freco e acutilante. Só revelará a sua riqueza a uma temperatura menos fria.
Encostas do Rabaçal Trincadeira Preta 2002
Vinho modernaço, da escola Joanne Harris, porque tem travo de batatas cruas e, eventualmente, nabo. 14,5º!
Encostas do Rabaçal Touriga Franca 2002
Chocolate preto, sem açúcar, tipo Celeiro. Algum mofo, também. Talvez fosse da garrafa.
Tinto potente, de 14º. Vinho de grande elegância. Forte e quente, rico de sabores e travo muito adstringente. Foi excelentemente com um cabrito no forno.
Reserva Especial Ferreirinha 1990
Por falar em cabrito no forno, este clássico foi ainda melhor. Mineral e linear. Acutilante, de grande elevação. Óptimo.
Montes Ermos Reserva 2001
Vinoso e agreste, este tinto de Freixo-de-Espada-à-Cinta está talvez ainda um pouco verde e adstringente.
Casa do Arco 1990
Equilíbrio entre o carácter mineral, do “terroir” e a corpulência da terra quente transmontana. Resultado elegante. O segredo deste vinho está em abrí-lo no dia anterior, para que respire. Talvez tenha sido o último moicano da Adega Cooperativa de Valpaços.
Quinta de Santa Bárbara Porto Tawny Colheita 1986
Muita madeira e nobreza. Registo tradicional, de caramelo e canela. Back to basics, mas muito agradável.
Quinta de Santa Bárbara LBV 1999
Cerejas maduras, em vinho muito estruturado.
Ramos Pinto LBV 1997
Porto não filtrado e portanto perigoso, pelas consequências. Pelas mesmas razões é muito rico e substancial. Travo de chocolate, algo picante. Vivaço e intenso. Bom vinho.
Dom Salvador Alvarinho 2003
Muito aromático, de travo rico. Honesto, sem concessões, embora não chegue a ser exuberante.
Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2003
Branco freco e acutilante. Só revelará a sua riqueza a uma temperatura menos fria.
Encostas do Rabaçal Trincadeira Preta 2002
Vinho modernaço, da escola Joanne Harris, porque tem travo de batatas cruas e, eventualmente, nabo. 14,5º!
Encostas do Rabaçal Touriga Franca 2002
Chocolate preto, sem açúcar, tipo Celeiro. Algum mofo, também. Talvez fosse da garrafa.
segunda-feira, dezembro 20, 2004
Meandro 2002
Tinto do Douro, que não esconde a origem terrosa. É másculo, de personalidade muito segura de si. Adstringência intensa. Ainda é muito novo. A beber-se já, deve ser decantado e arejar um pouco em copo largo. Podendo, deixe-se envelhecer. Ganha com comida (LP dixit e muito bem dito).
Síbio Vintage 1970
Este porto da Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal tem um aroma pujante, mas muito delicado. Revela uma harmonia muito doce e nobre, com forte mas delicado travo de caramelo. Desenterrado do passado, é um vinho de outra dimensão.
Quinta de Cabriz Reserva 2000
Delicadeza e equilíbrio enérgico. Polpa fresca e rica.
Tinto do Douro, que não esconde a origem terrosa. É másculo, de personalidade muito segura de si. Adstringência intensa. Ainda é muito novo. A beber-se já, deve ser decantado e arejar um pouco em copo largo. Podendo, deixe-se envelhecer. Ganha com comida (LP dixit e muito bem dito).
Síbio Vintage 1970
Este porto da Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal tem um aroma pujante, mas muito delicado. Revela uma harmonia muito doce e nobre, com forte mas delicado travo de caramelo. Desenterrado do passado, é um vinho de outra dimensão.
Quinta de Cabriz Reserva 2000
Delicadeza e equilíbrio enérgico. Polpa fresca e rica.
quinta-feira, dezembro 09, 2004
Quinta do Vale Meão 2002
As castas, são das mais tradicionais no Douro: tourigas (nacional e franca) e tintas (roriz e barroca). O perfil é o de um genuíno Douro. É agreste e musculado. Nada quente ou preguiçoso. É muito afirmativo e tem grande personalidade, que vai deixando demoradamente na boca. Rico de sabores, mais que de aromas. Deve repousar antes de ser servido.
Esporão Branco Reserva 2003
Muita madeira, num corpo gordo. Travo intenso e pujante.
Francisco Nunes Garcia Reserva 2001
Chocolate amargo no estado líquido. Grande sofisticação e elegância. Vinho de excelência.
Vinha Grande 2001
Aroma muito jovem e másculo. Em geral, este é o tom deste vinho: verde e adstringente.
Pêra Manca Branco 2002
É um risco dizê-lo, mas é o melhor branco até agora aqui blogado, concedendo que quando o nível é o da excelência o critério está no gosto de quem prova. Compará-lo com o Redoma, por exemplo, é igual a perguntar se é melhor ir de férias para o campo ou para a montanha. Garrafa nº 26.731, que curiosamente ganhou com um ligeiro arejamento. A nobreza esmaga (ou serão os 14%?). Harmonioso e irrepreensível. Que elegância e sofisticação!
Marquês de Borba tinto 2003
Os 13,5% notam-se no corpo e no vigor. Rico no sabor e vivaço. Talvez venha a tornar-se mais delicado com o tempo. Exige acompanhamento de comida condimentada.
As castas, são das mais tradicionais no Douro: tourigas (nacional e franca) e tintas (roriz e barroca). O perfil é o de um genuíno Douro. É agreste e musculado. Nada quente ou preguiçoso. É muito afirmativo e tem grande personalidade, que vai deixando demoradamente na boca. Rico de sabores, mais que de aromas. Deve repousar antes de ser servido.
Esporão Branco Reserva 2003
Muita madeira, num corpo gordo. Travo intenso e pujante.
Francisco Nunes Garcia Reserva 2001
Chocolate amargo no estado líquido. Grande sofisticação e elegância. Vinho de excelência.
Vinha Grande 2001
Aroma muito jovem e másculo. Em geral, este é o tom deste vinho: verde e adstringente.
Pêra Manca Branco 2002
É um risco dizê-lo, mas é o melhor branco até agora aqui blogado, concedendo que quando o nível é o da excelência o critério está no gosto de quem prova. Compará-lo com o Redoma, por exemplo, é igual a perguntar se é melhor ir de férias para o campo ou para a montanha. Garrafa nº 26.731, que curiosamente ganhou com um ligeiro arejamento. A nobreza esmaga (ou serão os 14%?). Harmonioso e irrepreensível. Que elegância e sofisticação!
Marquês de Borba tinto 2003
Os 13,5% notam-se no corpo e no vigor. Rico no sabor e vivaço. Talvez venha a tornar-se mais delicado com o tempo. Exige acompanhamento de comida condimentada.
segunda-feira, novembro 29, 2004
Penfolds Koonunga Hill Chardonnay Vintage 2001
Há quem inclua os chardonnay australianos nos melhores do mundo. Este, é óptimo. Tem um equilíbrio assombroso entre a frescura e o sabor. O seu corpo consistente torna-o num excelente vinho para beber sem acompanhamento.
Encostas do Tua Grande Escolha 2000
A juventude ainda o marca muito. Por isso, é enorme a sua adstringência explosiva que ainda não deixa aperceber os sabores que após a maturação que lhe falta revelarão um seguramente excelente vinho.
Há quem inclua os chardonnay australianos nos melhores do mundo. Este, é óptimo. Tem um equilíbrio assombroso entre a frescura e o sabor. O seu corpo consistente torna-o num excelente vinho para beber sem acompanhamento.
Encostas do Tua Grande Escolha 2000
A juventude ainda o marca muito. Por isso, é enorme a sua adstringência explosiva que ainda não deixa aperceber os sabores que após a maturação que lhe falta revelarão um seguramente excelente vinho.
sexta-feira, novembro 26, 2004
domingo, novembro 21, 2004
Que vinho para um caril de gambas, de intensos sabores e muito picante?
Cabeça de Burro Branco 2003
Para beber estupidamente frio, como aperitivo. Vai bem só. Melhor que acompanhado.
Luís Pato Rosé Baga 2003
Definitivamente, os melhores vinhos rosé que se produzem são os feitos a partir de castas tintas. É o caso deste, que tem consistência e corpo pouco habituais num vinho descolorido. Fruta madura. Talvez maçãs. Muito agradável.
Noval LBV 1996
A velha escola do vinho do Porto. Poderoso, com travo de bagas silvestres. Sofisticado e delicado. Acetinado, apud LP.
Cabeça de Burro Branco 2003
Para beber estupidamente frio, como aperitivo. Vai bem só. Melhor que acompanhado.
Luís Pato Rosé Baga 2003
Definitivamente, os melhores vinhos rosé que se produzem são os feitos a partir de castas tintas. É o caso deste, que tem consistência e corpo pouco habituais num vinho descolorido. Fruta madura. Talvez maçãs. Muito agradável.
Noval LBV 1996
A velha escola do vinho do Porto. Poderoso, com travo de bagas silvestres. Sofisticado e delicado. Acetinado, apud LP.
sábado, novembro 20, 2004
JP Tinto
Regional Terras do Sado, que poderia figurar com destaque num “comparativo de vinhos de self-service de auto-estrada em meia garrafa sem data”. Noutras circunstâncias não se beberia, mas não é mau. É assim tipo automóvel citadino: vai servindo para o dia a dia e tem a enorme vantagem do preço
Regional Terras do Sado, que poderia figurar com destaque num “comparativo de vinhos de self-service de auto-estrada em meia garrafa sem data”. Noutras circunstâncias não se beberia, mas não é mau. É assim tipo automóvel citadino: vai servindo para o dia a dia e tem a enorme vantagem do preço
terça-feira, novembro 16, 2004
terça-feira, novembro 09, 2004
Encontro com os Vinhos e Sabores
(provas em contra-relógio)
Gazela
Verde fresco e doce. Carnudo e, se muito frio, um agradável aperitivo.
Quinta do Ameal Escolha 2003
Verde branco, muito floral. Sem arestas. Aprazível.
Barcelo 2003
A Quinta das Maias decidiu recuperar uma velha e quase extinta casta do Dão. Vale pela curiosa raridade. Na sua essência, não consegue deixar de ser um modesto produto regional.
Muros Antigos Alvarinho 2004
Prova preliminar da segunda escolha dos Muros de Melgaço. A tenra idade dá-lhe mais frescura do que é hábito em alvarinhos. É também mais frutado, o que se anota com agrado. Dizia o LP – concordo – que, sem desprimor, faz recordar os albarinõs da Galiza.
Casa da Palmeira 2001
Tinto do Douro, acre e um pouco agressivo.
Grand’ Art Alicante Bouschet 2003
Com 14 %, este vinho espesso tem travo dominante de chocolate, com notas de frutos silvestres – amoras, talvez. Mas ainda tem algum percurso a fazer até perder a adstringência e ganhar delicadeza.
Grand’ Art Trincadeira 2003
É menos alcoólico (13,5) que o Alicante Bouschet e já se nota muito mais bebível. Enche a boca de taninos e sofisticação. Grande vinho.
Esporão Touriga Nacional 2002
Sinfonia poderosa (15%), sem notas dissonantes ou desafinações. Não tem defeitos.
Esporão Private Selection 2001
Tinto apimentado e adstringente. Já é distinto, mesmo de excelência, mas ainda vai evoluir. 14,5%.
Rovisco Pais Reserva 2001
Castelão Francês, acre e ácido. Poderia qualificar-se como um vinho terra a terra.
Bridão Reserva 2001
Apesar de ser musculado (14% de teor alcoólico), é delicado.
Tapada de Coelheiros 2001
Grande aroma, mas travo muito agreste.
Monte Seis Reis Syrah 2003
Força e corpo.
Herdade de São Miguel 2003
Regional alentejano, quente e envolvente. 13,5 % de teor alcoólico.
Cistus Touriga Nacional 2002
Cistus Tinta Roriz 2002
Dois belos néctares para envelhecer.
Herdade do Perdigão Reserva 2000
Tinto mediano.
Quinta do Portal Grande Reserva 2000
Douro rico, com boa personalidade.
Quinta do Portal LBV 1995
Porto com travo de chocolate picante, muito intenso, o que espanta num vinho com esta idade.
Fonseca Vintage 1985
Porto de excelência, acutilante e incisivo.
(provas em contra-relógio)
Gazela
Verde fresco e doce. Carnudo e, se muito frio, um agradável aperitivo.
Quinta do Ameal Escolha 2003
Verde branco, muito floral. Sem arestas. Aprazível.
Barcelo 2003
A Quinta das Maias decidiu recuperar uma velha e quase extinta casta do Dão. Vale pela curiosa raridade. Na sua essência, não consegue deixar de ser um modesto produto regional.
Muros Antigos Alvarinho 2004
Prova preliminar da segunda escolha dos Muros de Melgaço. A tenra idade dá-lhe mais frescura do que é hábito em alvarinhos. É também mais frutado, o que se anota com agrado. Dizia o LP – concordo – que, sem desprimor, faz recordar os albarinõs da Galiza.
Casa da Palmeira 2001
Tinto do Douro, acre e um pouco agressivo.
Grand’ Art Alicante Bouschet 2003
Com 14 %, este vinho espesso tem travo dominante de chocolate, com notas de frutos silvestres – amoras, talvez. Mas ainda tem algum percurso a fazer até perder a adstringência e ganhar delicadeza.
Grand’ Art Trincadeira 2003
É menos alcoólico (13,5) que o Alicante Bouschet e já se nota muito mais bebível. Enche a boca de taninos e sofisticação. Grande vinho.
Esporão Touriga Nacional 2002
Sinfonia poderosa (15%), sem notas dissonantes ou desafinações. Não tem defeitos.
Esporão Private Selection 2001
Tinto apimentado e adstringente. Já é distinto, mesmo de excelência, mas ainda vai evoluir. 14,5%.
Rovisco Pais Reserva 2001
Castelão Francês, acre e ácido. Poderia qualificar-se como um vinho terra a terra.
Bridão Reserva 2001
Apesar de ser musculado (14% de teor alcoólico), é delicado.
Tapada de Coelheiros 2001
Grande aroma, mas travo muito agreste.
Monte Seis Reis Syrah 2003
Força e corpo.
Herdade de São Miguel 2003
Regional alentejano, quente e envolvente. 13,5 % de teor alcoólico.
Cistus Touriga Nacional 2002
Cistus Tinta Roriz 2002
Dois belos néctares para envelhecer.
Herdade do Perdigão Reserva 2000
Tinto mediano.
Quinta do Portal Grande Reserva 2000
Douro rico, com boa personalidade.
Quinta do Portal LBV 1995
Porto com travo de chocolate picante, muito intenso, o que espanta num vinho com esta idade.
Fonseca Vintage 1985
Porto de excelência, acutilante e incisivo.
domingo, novembro 07, 2004
sábado, novembro 06, 2004
À procura do melhor produzido em Portugal
Poeira 2002
No início, numa primeira impressão, surge uma potente e descontrolada explosão de sensações. Depois, fica uma grande elegância no comportamento na boca. A seguir, impressiona a riqueza de sabores e o final persistente. 13,6º. Belíssimo. Ao melhor nível.
Quinta de Vale Meão 2002
O aroma, no nariz, é intensíssimo, mas na boca nota-se que os portentosos sabores (14,5%) ainda estão em crescimento. Já é muito agradável, mas em garrafa melhorará muito. Vai ser um vinho de excepção.
Quinta do Noval LBV 1996
Muito agradável e rico.
Poeira 2002
No início, numa primeira impressão, surge uma potente e descontrolada explosão de sensações. Depois, fica uma grande elegância no comportamento na boca. A seguir, impressiona a riqueza de sabores e o final persistente. 13,6º. Belíssimo. Ao melhor nível.
Quinta de Vale Meão 2002
O aroma, no nariz, é intensíssimo, mas na boca nota-se que os portentosos sabores (14,5%) ainda estão em crescimento. Já é muito agradável, mas em garrafa melhorará muito. Vai ser um vinho de excepção.
Quinta do Noval LBV 1996
Muito agradável e rico.
quarta-feira, novembro 03, 2004
Montado Tinto 2003
Regional Alentejano (JM da Fonseca) fresco e nervoso, quase saltitante. Talvez um pouco adocicado e com falta de acidez. Depois de arejar, acalma e sedimenta sabores de fruta fresca. Talvez seja o primeiro tinto de gaja de um futuro comparativo.
Vinho da Casa Cantinho Regional Serra da Estrela
Dão de 2001 de 12 grauzitos mal espremidos. Duro, muito duro.
Regional Alentejano (JM da Fonseca) fresco e nervoso, quase saltitante. Talvez um pouco adocicado e com falta de acidez. Depois de arejar, acalma e sedimenta sabores de fruta fresca. Talvez seja o primeiro tinto de gaja de um futuro comparativo.
Vinho da Casa Cantinho Regional Serra da Estrela
Dão de 2001 de 12 grauzitos mal espremidos. Duro, muito duro.
domingo, outubro 24, 2004
Quinta da Aveleda 2002
Branco liso, com apenas ligeira agulha. Perfeitamente urbano e delicado. Quase hermafrodita. Foi bem com melão com presunto.
Cerejeiras 2002
Branco Regional Extremadura da zona do Bombarral. Típico vinho da terra, com corpo carnudo a recordar ameixas. Deu consistência a umas ameijoas à Bulhão Pato pequenas e saboras.
Branco liso, com apenas ligeira agulha. Perfeitamente urbano e delicado. Quase hermafrodita. Foi bem com melão com presunto.
Cerejeiras 2002
Branco Regional Extremadura da zona do Bombarral. Típico vinho da terra, com corpo carnudo a recordar ameixas. Deu consistência a umas ameijoas à Bulhão Pato pequenas e saboras.
terça-feira, outubro 19, 2004
segunda-feira, outubro 18, 2004
José de Sousa 2001
Regional Alentejano segundo J M da Fonseca. Moderno, mas de raiz tradicional (parcialmente fermentado em barro). Além de trincadeira e de aragonês, é feito de Grand Noir. Será por isso que é mais urbano e profissional (custa-me – e não merece -, chamar-lhe cinzentão…).
Quinta dos Aciprestes tinto 2001
Aroma rico, intenso e elegante. Travo musculado, talvez mais modesto que o aroma, mas ainda assim corpulento, a dar bem conta dos 14 graus. É jovem e cheio de pujança. Exigirá, por isso, decantação, para que os sabores se libertem das névoas próprias de um vinho novo.
Regional Alentejano segundo J M da Fonseca. Moderno, mas de raiz tradicional (parcialmente fermentado em barro). Além de trincadeira e de aragonês, é feito de Grand Noir. Será por isso que é mais urbano e profissional (custa-me – e não merece -, chamar-lhe cinzentão…).
Quinta dos Aciprestes tinto 2001
Aroma rico, intenso e elegante. Travo musculado, talvez mais modesto que o aroma, mas ainda assim corpulento, a dar bem conta dos 14 graus. É jovem e cheio de pujança. Exigirá, por isso, decantação, para que os sabores se libertem das névoas próprias de um vinho novo.
quinta-feira, outubro 14, 2004
Solar de la Vega Verdejo 2003
Branco de Rueda, com aroma e travo de maracujá, dizia o LP e eu subscrevo inteiramente. Esta intensidade tropical, fresca e sedosa, é difícil de combinar com comida. Mais valerá bebê-lo sem acompanhamento (mas, como sempre, ganhará se for bebido com companhia – tropical, maracujá, calor, ‘tá a ver?…) e perfila-se como um excelente aperitivo.
Quinta das Maias Verdelho 2000
Envelheceu e ganhou travo de pastilha elástica. Não sei se de amora silvestre, se de clorofila. Corresponde à velha ideia do branco velho tinto e geropiga (com peixe frito).
Branco de Rueda, com aroma e travo de maracujá, dizia o LP e eu subscrevo inteiramente. Esta intensidade tropical, fresca e sedosa, é difícil de combinar com comida. Mais valerá bebê-lo sem acompanhamento (mas, como sempre, ganhará se for bebido com companhia – tropical, maracujá, calor, ‘tá a ver?…) e perfila-se como um excelente aperitivo.
Quinta das Maias Verdelho 2000
Envelheceu e ganhou travo de pastilha elástica. Não sei se de amora silvestre, se de clorofila. Corresponde à velha ideia do branco velho tinto e geropiga (com peixe frito).
segunda-feira, outubro 11, 2004
Quinta de Cabriz Reserva 2000
Tinto delicado e nada rude, mas determinado. Sofisticado e com carácter, que não esconde a proveniência do Dão. Apesar disso, tem corpo moderno.
Quinta da Alorna Chardonnay 2003
A potência alcoólica (14%) não se apercebe e não prejudica minimamente a suavidade acetinada deste vinho tão agradável como insidioso.
Tinto delicado e nada rude, mas determinado. Sofisticado e com carácter, que não esconde a proveniência do Dão. Apesar disso, tem corpo moderno.
Quinta da Alorna Chardonnay 2003
A potência alcoólica (14%) não se apercebe e não prejudica minimamente a suavidade acetinada deste vinho tão agradável como insidioso.
domingo, outubro 10, 2004
Comparativo Soalheiro 2000, 2001, 2002 e 2003
Prova comparativa vertical de quatro alvarinhos do mesmo produtor, de quatro colheitas consecutivas. O objectivo era verificar a evolução da maturação e a longevidade. A prova foi rigorosamente cega, mas a cor e, sobretudo, o travo muito diferenciado dos vinhos, permitiram ao painel especial de provadores identificar facilmente qual era qual.
2000
Muito suave (St), nobre e velho, com grande dignidade (PV). Perdeu timbre, porque algumas das suas originais características já estão ténues (CBX). Apesar disso, continua fresco, complexo e harmonioso, embora seja claro que perdeu força e está já em declínio (LP). Está passado (A).
2001
Pouco doce (CBX), mas complexo (St). Está no ponto (LP), embora seja pouco fresco e algo seco, talvez mesmo acre (PV). Sabe a rolha (A).
2002
É o mais equilibrado do painel (CBX), com boa composição de sabores (St). Grande aroma, a prenunciar o, sem dúvida, mais complexo e intenso dos vinho provados, com um longo final (LP). Atingiu o ponto máximo da sofisticação (PV). Picante, talvez borbulhante, como se tivesse adicionada gasosa (A).
2003
Aroma exuberante, talvez reminiscência dos albariños galegos (LP), acidez equilibrada (St), leve e frutado (CBX), embora ainda verde, com caminho a percorrer, indo melhorar (PV). É o melhor do painel (A).
Prova comparativa vertical de quatro alvarinhos do mesmo produtor, de quatro colheitas consecutivas. O objectivo era verificar a evolução da maturação e a longevidade. A prova foi rigorosamente cega, mas a cor e, sobretudo, o travo muito diferenciado dos vinhos, permitiram ao painel especial de provadores identificar facilmente qual era qual.
2000
Muito suave (St), nobre e velho, com grande dignidade (PV). Perdeu timbre, porque algumas das suas originais características já estão ténues (CBX). Apesar disso, continua fresco, complexo e harmonioso, embora seja claro que perdeu força e está já em declínio (LP). Está passado (A).
2001
Pouco doce (CBX), mas complexo (St). Está no ponto (LP), embora seja pouco fresco e algo seco, talvez mesmo acre (PV). Sabe a rolha (A).
2002
É o mais equilibrado do painel (CBX), com boa composição de sabores (St). Grande aroma, a prenunciar o, sem dúvida, mais complexo e intenso dos vinho provados, com um longo final (LP). Atingiu o ponto máximo da sofisticação (PV). Picante, talvez borbulhante, como se tivesse adicionada gasosa (A).
2003
Aroma exuberante, talvez reminiscência dos albariños galegos (LP), acidez equilibrada (St), leve e frutado (CBX), embora ainda verde, com caminho a percorrer, indo melhorar (PV). É o melhor do painel (A).
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