sábado, maio 07, 2005

Quinta das Maias Verdelho 2000
Está no limite. Travo de fruta passada. (7 €) 75

Vila Santa 2000
Acutilante e áspero. Algo agreste. 80

JP Moscatel de Setúbal 1995
Travo intenso de canela, doce e poderoso. 85

Esporão Reserva Branco 2003
Muita madeira. Corpo e sofisticação. 83

Gundlach Bundschu Cabernet Sauvignon 2001
O nome é estranho para um vinho da Califórnia (Rhinefarm Vineyards, Sonoma). O travo é muito picante e pastoso. (33 USD) 85

sexta-feira, maio 06, 2005

Ensaios F.P. Arinto Bical 2003
Travo azedo, mas salutar, de maçã boterizada. Não é fresco, nem frutado, nem moderno, nem feminino. É um vinho de ensaio, diferente. 85

Pintas 2001
Aroma de couro. Enche a boca com a delicadeza e a subtileza de um Douro tradicional. Ao mesmo tempo, tem um perfil musculado, de novo mundo. Arrasta-se num final picante e prolongado. (50 €) 90

sexta-feira, abril 29, 2005

Olhada ao novo mundo.

Austrália

Willowglen Semillon Chardonnay 2004
Produzido na Southern Austrália. Vinho moderno, fácil, consensual, embora de perfil encorpado. O semillon quase anula o travo amanteigado do chardonnay. Também o aroma é discreto mas expressivo. Na boca fica alguma robustez de fruta madura. (De Bortoli) 84

Willowglen Shiraz Cabernet 2004
Apimentado e campreste. Algo wild, talvez por ainda estar verde. Taninos bem vivos e mastigáveis. No final, algo de chocolate. 79

Diva 2002 Sangiovese Shiraz
A fusão de uma italiana, tradicional da Emiglia Romana com uma turca, deu um vinho frutado e picante. Travo de chili pepper. Honesto, mas algo curto. (Coriole Vineyards, Mc Laren Vale)
82


Nova Zelândia

House of Nobilo (Malborough) Sauvignon Blanc 2004
O Novo Mundo no seu esplendor. Aroma doce, de um ramalhete de flores perfumado. Na boca, frescura ácida mas não agressiva. Algum corpo e final digno. (Nobilo) 84


África do Sul

Bramptom Shiraz Viogner 2003
Aroma poderoso de chocolate preto. Fresco e jovem. Fruta, muita fruta. Grande adstringência e final longo. (Rustenberg Wines) 87

Bramptom Sauvignon Blanc 2004
Aroma de flores. Radioso, Mesmo resplandescente. Na prova é mais fresco e ácido. Muito floral. Fácil e ligeiro. 80

quinta-feira, abril 28, 2005

Casa Cadaval Pinot Noir 2002
Aroma achocolatado. Tem que arejar com calma, preferentemente já bem instalado no copo. Travo mais amargo no final, talvez de cacau. Este pinot é tão subtil que se torna complexo. Mesmo complicado. Algo incompreensível até. Feminino, portanto. (10,17 €) 75

quarta-feira, abril 27, 2005

Pic Saint Loup Syrah Gernache
A syrah robustece a garnacha deste AOC Languedoc. Ou será a garnacha, típica desta pequena região a alicorar, com travo ocre, aquela? O resultado não é notável. A garrafa não indica o produtor nem o ano do vinho. A British Airways devia ter mais critério nos vinhos que oferece. 72

sábado, abril 23, 2005

Quinta do Crasto Douro Tinto 2000
Apesar da idade, revela um aroma rico, a fruta ainda fresca. Enche a boca com delicadeza. Acidez discreta e adstringência mínima. Pena faltar-lhe um pouco mais de corpo. (9 €) 80

Prince de Saint-Aubin Sauternes 2003
Aroma ainda um pouco imaturo, a precisar de crescer. Da mesma forma, no início, o travo ainda é um pouco herbáceo. Depois de um pouco no copo liberta-se da carga genética da podridão nobre e ganha corpo pujante de doce. (7 €) 85

Quinta de Cabriz Superior 2001
Picante, insidioso e vivaço. É muito ácido e tem que abrir em copo largo; então, fica consistente. 85

sexta-feira, abril 22, 2005

Osborne Solaz 2000
Tinto Tierra de Castilla, de tempranillo e cabernet sauvignon. Aroma vigoroso e vinoso. Travo mineral. É um vinho quente, claramente impressionado pelo terroir onde nasceu. Redondo e sem defeitos, é algo curto. 75

domingo, abril 17, 2005

Campo Ardosa 2001
Tinto de perfil moderno. Inicialmente é picante e saltitante, a encher a boca. Depois, arejando bem, ganha um claro travo mineral, liso, tradicional do Douro. 80

Chryseia 2003
O achocolatado poderoso domina vários outros sabores ricos. É já um vinho de outra dimensão, mas ainda vai melhorar. 90

Porto Poças Colheita 1992
Muito delicado e sedoso. Está absolutamente no ponto. 85

domingo, abril 10, 2005

João Portugal Ramos Syrah 2001
Desta casta, esperava-se algo menos ligeiro e discreto. 83

Porto Ramos Pinto LBV 1997
Estrutura suficiente, a não desmerecer. Mas falta-lhe profundidade e densidade. 85

sábado, abril 09, 2005

Rápida Incursão na Rota dos Vinhos da Alsácia

Domaine Paul Dock (Heiligenstein)
Riesling 2003
Muitíssimo seco, quase acre.Aguentou bem uma choucroute garnie, cuja couve, aliás, foi cozida nele. 73

Pinot Blanc 2004
Delicado e ligeirinho. Irá melhor como aperitivo, sem mais nada. 80


Domaines du Chateau de Riquewihr (Riquewihr)
Riesling Vendanges Tardives 1997
Finesa. Presença muito poderosa, mas sem agressividade. 83

Tokay Pinot Gris 2001
Seco, mas muito aromático. 80

Tokay Pinot Gris Grand Cru Sporen 2000
Rico, elegante e complexo. Muita frescura. Algum travo herbáceo. 82


Bernard Schwach (Riquewihr)
Tokay Pinot Gris Altenbourg 2002
Doce, forte e intenso. Travo de frutos secos. 80

Cave Vinicole de Ribeauvillé (Ribeauvillé)
Riesling Vendanges Tardives 2000
Seco, sem ser áspero. Nobre e harmonioso. 85

Gewurztraminer Vendanges Tardives 2002
Nobre, com algum travo herbáceo. 83

Tokay Pinot Gris Vendanges Tardives 1998
É tão doce que, se não estiver frio, pode ser demais. Mel de eucalipto. 87


W. Gisselbrecht (Dambach-la-Ville)

Riesling Vendanges Tardives 1997
Muito seco. Algo epicée. 78

Gewurztraminer 2002
Muito doce. Frio, será agradável. 82

Pinot Noir 2003
Discreto e redondo. Um ligeiro travo de groselhas. 79

quinta-feira, abril 07, 2005

Klipfel Sylvaner 2003
Esta é a casta mais rude da Alsácia. É encorpada e menos delicada que as outras. Este vinho, corresponde. Tem algum aroma, correspondido no travo de fruta madura. Talvez maçãs. 79

quarta-feira, abril 06, 2005

Klipfel Riesling Alsace AOC
Embora o aroma seja pouco expressivo, o travo é agradavelmente vegetal e muito floral. O primeiro impacto impressiona mais que a continuação. Fica um sabor rústico, do campo (embora seja um campo organizadinho e limpo, quase tão polido com um jardim). 80

Les Petites Arcades Terret Sauvignon

Ligeiro e algo ácido. Vivinho, mesmo. Redondo e equilibrado. "Comme ci, como ça". 75

terça-feira, abril 05, 2005

Vila Régia Tinto 2002
Robusto e estruturado. Da categoria dos vinhos que podem pedir-se, em restaurantes, sem que deixem ficar mal, mas também sem deslumbrar. 78

Porto Cruz Tawny
Bastante doce. Mas como é algo picante, mostra-se activo e vivaço. Posiciona-se bem na sua categoria. E da Air France não se esperava tanto. 80

segunda-feira, abril 04, 2005

Verdelho 2004
Da Herdade do Esporão. Aroma muito pujante e floral. Talvez de flores do campo a desabrochar. O travo ainda está verde, o que é normal num vinho meio ano. Vai evoluir e acompanhar o aroma. Toque doce, dizia a Inês, secundada pela Ana que acrescentava ser frutado. Talvez esteja no ponto quando tiver dois anos. Para já, 85

sábado, abril 02, 2005

Encostas do Rabaçal Reserva 2001
Este tinto, com 14% de teor alcoólico, tem bastante corpo, sem que isso o faça rude. Tem uma complexidade moderada, que lhe dá harmonia. 83

sexta-feira, abril 01, 2005

Martha’s Porto White
Docinho (é mesmo melado) e (se geladinho) refrescante. Como aperitivo, é uma boa alternativa ao martine. 75

quinta-feira, março 31, 2005

Adega de Pegões Colheita Seleccionada Branco 2003
É mais que repetente por aqui, o que já diz algo. O chardonnay dá-lhe corpo, sem o amanteigar. O arinto dá-lhe vigor. O conjunto revela-se delicado. Talvez seja efeito do pinot blanc. Rico vinho. 86
Alvarinho Pingo Doce 2003
Produzido por Anselmo Mendes, que em matéria de alvarinhos não precisa de apresentações. Furtado e doce. Equilibrado e consistente. 85

Porto Mistura Real Aloirado Doce 1756/1956
Da Real Companhia Velha. Muito delicado. Refinado, mesmo. Ultra doce, algo alicorado. Um berdadeiro néquetar. Uma antiguidade. Mais que isso, é uma peça de museu. Aliás, era… 89

terça-feira, março 29, 2005

Santa Valha Tinto 2003
Este VQPRD Valpaços já andou por aqui, há uns meses. Adstringente e carnudo. Mastiga-se e enche a boca de picante. Talvez ainda um pouco rude. 78

segunda-feira, março 28, 2005

Cancelão 2001
Douro tinta, da Adega Cooperativa de Vila Real. Aroma vivo, de fruta discreta. Travo sem arestas dissonantes, algo arredondado até. É equilibrado e tem força e alma suficiente. É o que é. Afinal, nas cooperativas ainda se faz vinho bebível. 75

Encostas do Rabaçal Touriga Franca 2002
Da Adega Cooperativa de Valpaços. Varietal de corpo potente (14% de teor alcoólico) e rude. Travo adstringente de amoras do campo, que se cola na boca. Com grelos e alheiras foi bem. 80

Encostas do Rabaçal Trincadeira Preta 2002
Algo químico. Sabe a fruta verde. Agressividade ácida. 74

Vinho do Amigo Lauritão sem rótulo nem data
Fresquinho, numa merenda de primavera no campo, irá que nem ginjas. Ligeiro pico de acidez. Gasoso e muito alcoolizado. 68

Palmela VQPRD Pingo Doce Reserva 2000
Vem do Hero do Castanheiro e tem a marca do castelão francês. Adstringência e acidez típica. Mastigável, cola-se na boca. Exige acompanhamento. 80

Porto Desintervenção Aloirado Doce
Da Real Companhia Velha. Embora não tenha data, esteve quase trinta anos na cave de Chaves. Tornou-se sedoso, com aspecto âmbar. Ganhou densidade gordurosa muito nobre e delicada. Confirma o cliché: quanto mais velho, melhor. Alguém dá uma ajuda na explicação do nome do vinho? 90

Vinha da Defesa Tinto 2000
Vinoso e algo duro. Pujante e enérgico. Algo agreste. 73

Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2001
Frio (de carácter, que não de temperatura). Adstringente como diospirus. Travo de morangos verdes. 80

Almeida Garrett Chardonnay 2001
Nada amanteigado, muito discreto e subtil. 80

Cistus Reserva 1999
Douro à antiga, mas não à antiga portuguesa. O travo revela restos de fruta, já enobrecida. Delicado e sofisticado. Perdeu a adstringência mas sobrou o picante. 89

Porto Quinta da Devesa Garrafeira Particular

Não tem data, mas estava na cave de Chaves há perto de 40 anos. Cor âmbar carregada. Licoroso e luminoso. Sedoso e discreto, mas potente. Predomina um intenso travo de caramelo. Valeu a pena guardá-lo. 90

Montes Ermos Reserva 2003
Branco Douro, de Freixo-de-Espada-à-Cinta. Travo forte de ananás, algo amanteigado, denotando claramente a madeira onde estagiou. Corpulento e potente. Muito masculino. 78

Dólmen Tinto 2003
De Valpaços, vinho regional Trás-os-Montes. O rótulo está renovado e o vinho também. Está melhor que as colheitas anteriores. Não consegue libertar-se do carimbo de vinho corrente. Mas tem uma boa relação preço/qualidade. 70

Calços do Tanha Tinto 1994
Este foi um ano importante para Manuel Pinto Hespanhol, o produtor. Esta garrafa, que o próprio já não tem, ganhou o estatuto da idade. O vinho ganhou em nobreza, delicadeza e sofisticação. Sem perder o carácter, já tem o vigor domesticado. 85

terça-feira, março 22, 2005

Espumante Bruto da Casa – Simões dos Leitões
Este vinho caseiro da Mealhada tem um forte travo de fruta madura, mas não é campestre. Pelo contrário, mostra-se polido e educado. Tem graça e força. Está bem para um leitãozinho bairradino. 80

Martim Codax Albariño 2003
É delicadíssimo, revelando uma acidez fresca e fina. Ainda vai ganhar corpo e complexidade, mas já é um gran vino. 89

Hacienda Monasterio 2001
Ribera del Duero de perfil moderno e aroma impressionante, que salta do copo, invadindo o nariz, perdurando. Travo de baunilha, muito pastosa e consistente (Zé dizia cerejas). Depois de arejar, torna-se picante e insidioso. 90

Dona Estela 2003
Verde branco de origem geográfica não revelada. Mais vale assim. Seco e duro. Agressivo e agreste. 65

segunda-feira, março 21, 2005

Chantet Blanet Sauternes 2002
Se não for bastante arrefecido revela bastante a podridão nobre que caracteriza a sua origem. Bem frio, deixa de ser acre e, embora seja mastigável, mostra-se delicado e doce. Chega mesmo a ser sedoso. 90

Marques de Griñon Rioja 2000
Vinho da terra. Fresco e leve. Não se diria ser um varietal de tempranillo. 72

domingo, março 20, 2005

Freixenet Cordon Negro Brut
Os cavas são mais normalizados que os espumantes portugueses e os campagnes. Não é fácil encontrar maus. Este, confirma a regra e não destoa. Revela um ligeiro travo de maçãs amargas mas não ácidas. 80

Vinha d’ Ervideira 2002
Este branco evoca flores do campo, intensas e agrestes. Bastante corpo e consistência. 78

Cistus Grande Reserva 2000
Nova prova de um grande vinho, ao nível dos melhores portugueses. Mastiga-se e degusta-se a riqueza de sabores. Ramalhete de flores selvagens. 92

Quinta de Vale Meão 2002
O aroma tem um impacto potentíssimo no nariz. Perdura e perdura… No travo, muita fruta. Sofisticação e delicadeza. 92

Quinta de Santa Bárbara Vintage 1999
Porto muito equilibrado e subtil, embora não tenha grande intensidade (Zé dixit). Composto, enchendo a boca de caramelo, é um excelente Porto. 92

sexta-feira, março 18, 2005

DFJ Vega 2000
Douro tinto de uma casa do sul. Aroma freco e jovial. Travo harmonioso, sem arestas. Talvez seja demasiado bem comportadinho, porque lhe falta um pouco de força e carácter. 75

Taylors Select Port
É, assumidamente, um vinho da 2ª liga. Não pretende bater-se com os grandes da mesma casa, mas no seu campeonato está em lugar confortável. É rico e adstringente, embora não tenha muita estrutura ou complexidade. Mas vai bem. 79

segunda-feira, março 14, 2005

Planalto Branco Reserva 2003
Corpo composto e equilibrado, que não desmerece. Consistente e intenso. Travo de fruta madura. Para um branco seco, é bastante fresco e agradável. Deve ser bem arrefecido. 80
Alto da Guia 2002
Douro tinto. Aroma fresco e vivaço, que dura e dura. Adstringente e pujante, com travo de terra. Douro moderno, sem fugir ao main stream. Algo selvagem. 80

Vallado 2002
Outro Douro tinto. Desta vez, o aroma é predominante de carne fumada. Presunto transmontano, pouco curado e mole. O travo é mais seco: é de couro intenso. Muito adstringente, espesso e nada subtil. Estas peculiaridades dificultam muito a tarefa de encontrar-lhe companhia adequada. 78

sexta-feira, março 11, 2005

Cartuxa Branco Colheita 1997
Sem desmerecer, pode com propriedade chamar-se-lhe um branco velho. Como uma velha senhora, nada tem de vivaço, é ponderado e nada exuberante. Embora ainda esteja em boas condições, tem algum azedume de carácter. Foi bem com pizza. 70

quinta-feira, março 10, 2005

Robert Mondavi Private Selection Pinot Noir 2001
De Monterey, Central Coast da Califórnia. Aroma arrasador de selva tropical. O travo é muito mais delicado e subtil. Tem um final insidioso e longuíssimo, deixando na boca um aroma de chocolate, algo abaunilhado, que com o tempo fica mais denso. 91

Verde Tinto da Tasca do João
Insustentavelmente leve, com espuma muito rosada, que se desfaz em acidez vivaça. Espesso e pastoso (são sedimentos, mesmo). Resolveu um complexo problema: qual o melhor vinho para uma lampreia com arroz? Neste contexto, não tem defeitos. 70

quarta-feira, março 09, 2005

(Pela primeira vez e a título excepcional, segue-se uma nota de prova de algo que não se bebe em sentido próprio)

Sideways
É definitivamente um filme sobre vinhos.
Não obstante, mesmo quem preferir beber outra coisa, vai divertir-se muito. E vai ouvir falar das peculiaridades da arte, com que poderá depois impressionar os amigos. Vai ainda familiarizar-se com palavras como fermentação malolática, cascos de carvalho francês ou pinot noir. Vai, por último, surpreender-se com uma boa história de vitória do bem na eterna luta contra o mal.
Alguns, ficarão mesmo enternecidos com as desventuras das almas que são gémeas e se cruzam sem se verem e das que se vêm sem o serem.
Eu, que sou bebedor (não me soa bem apreciador), senti que o filme é sobre eu mesmo. Sobre cada um de nós. É uma catarse, mas bem disposta. E, enologicamente, irrepreensível.
Em todo o caso, tem que esperar-se pelo DVD, para rever, em condições apropriadas: num filme destes devia ser permitido trocar as pipocas por um copo de tinto.
Se fosse vinho, a nota era 90.

terça-feira, março 08, 2005

Portal do Fidalgo Alvarinho 2003
Há quem goste de morenas e quem prefira loiras. Quanto a alvarinhos, que perdoem os outros, mas este é o escolhido. É assim a vida. Aroma subtil mas bem presente. Travo com personalidade sem pretender alardear força. Corpo bem consistente, sem se perder em curvas desnecessárias. Fruta e acidez q. b.. Em suma: tudo no sítio. 92

Monte Velho Tinto 2003
Juventude equilibrada e que não deixa ficar mal. Muita fruta, embora algo verde. 79

domingo, março 06, 2005

Quinta dos Aciprestes 2001
Referência habitual por aqui. Muito chocolate, mas amargo. Algo picante. Pujante e agressivo. No Douro, esta relação qualidade/preço é difícil de bater. 88

Quinta de Cabriz Encruzado 2003
Os brancos modernos são assim, musculados. Também são herbáceos e vegetais. Nada delicados (ou femininos, se se quiser…). Este tem a adstringência domada e faz boa companhia a entradas ligeiras. Não é selvagem e está no ponto. 85

Domingos Damasceno de Carvalho 2003
Tinto Terras do Sado em que o castelão está presente e bem presente. Marca o vinho, mas não dá nas vistas de forma exuberante, deixando que as outras variadas castas mitiguem a robustez e a adstringência com alguma diversidade de aromas. É vigoroso e activo. 85

Zambujeiro 2001
Não é fácil descrevê-lo. Parece um vinho à antiga. Ligeirinho, mas muito incisivo. Muito delicado. Chega a ser solene. Não precisa de evocar a linhagem, para deixar claramente perceber a sua categoria superior. 90

Dalva Vintage 2000
Porto de excelência. Enche a boca com a sua subtileza rica e pujante. Muito picante, deixa colado à boca um travo de cerejas maduras. 93

domingo, fevereiro 27, 2005

Château Bastor-Lamontagne Sauternes 2001
2001 foi um grande ano para os Sauternes, dizem. Este vinho, ainda não atinge a perfeição. Açúcar musculado (de frutas tropicais maduras) que se bebe bem porque é domesticado pelo álcool. Deve ser muito refrigerado, para que os travos selvagens e dissonantes arrefeçam os ânimos. Muito denso e complexo. Robert Parker (no Wine Advocate de Junho de 2004) pontuava com 91 em 100, pela expectativa da evolução que vai ter. Por aqui, pelo que agora é, ficamos por 90.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Bright Brothers TFN 1998
Douro tinto, varietal de tourigas francesa e nacional (TFN). Se Mahler entrasse no campeonato das valsas, este vinho era uma valsa de Mahler. Vale por dizer que é um tinto à antiga portuguesa, com apenas 12 graus, travo mineral e aroma de pipa velha, sem descuidar a intensidade do travo. Dignidade e elegância (é mesmo sofisticação), sem perder a pronúncia do norte. 89

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Côtes de Duras Sauvignon AOC
Algo doce, com travo de maçãs doces, talvez notas de pêssego. Redondo e sem arestas. 73

Vila Régia Tinto 2002
Ligeirinho e fácil. Consensual e de fácil interpretação. É um bom vinho, sem notas dissonantes. Aguenta a generalidade dos acompanhamentos e não se dará mal sem eles. Mas, não será nunca protagonista. Como a um automóvel utilitário, não se lhe pode pedir demais. 79

domingo, fevereiro 13, 2005

Esporão Branco 2003
Muita madeira. Muito travo vegetal. Aroma muito intenso, que revela um grande corpo. 90

Pedro Ximen Malaga 2 años sweet noble
Vinho licoroso, das Bodegas Quitapenas. Além do mais, vale pela curiosidade. Para lá disso, irá muito bem no fim da refeição. Rico de sabores, de interpretação complexa. Muito doce. É difícil quantificá-lo, mas por comparação com outros digestivos, vale 84.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Redoma Branco 2001
Velho conhecido deste blog. Sente-se bastante a madeira, que apesar disso está na dose certa. Já está bastante domado. Civilizou-se. Vale por dizer que arredondou. 90

Cistus Grande Reserva 2000
Ligeira acidez que lhe dá vivacidade. Adstringência discreta, mas muito marcante. Grande complexidade. Final não tão longo como o resto mereceria. 91

Vale Meão 2002
Outro vinho já referido. Adstringência vigorosa. É importante bebê-lo por um copo que, por um lado, liberte a acidez e o nervoso miudinho que ainda tem, mas por outro não lhe faça perder o aroma persistente. Final longuíssimo. Tem tudo no sítio. Só é penalizado pela sua ainda muita juventude. É que, vai ficar ainda melhor. 92

Graham’s LBV 1998
Muito picante e no resto compostinho. Sem ser um corredor de fundo, não deixa ficar mal. 84

domingo, fevereiro 06, 2005

Encostas de Estremoz Touriga Nacional Selecção 2003
Picante, vivaço e nervosinho. Ainda está um pouco verde, mas vai melhorar. 80

Pousada LBV 1997
Muito picante e acutilante. Aroma incisivo. Sem conceder na robustez, não tem arestas. Com o pormenor de que foi aberto, decantado (é um não filtrado) e deixado bem fechado até ao dia seguinte. E só então provado. Valeu. 90

Angelus 2003
Branco estereotipado e escorreito. É Bairrada, mas podia não ser. Para vinho de avião, não está mal. Nem bem. 72

Grão Vasco 2003
Outro branco de avião. No Gato Fedorento diriam “este é outro…”. Outro vinho. DE avião. Igual ao anterior. Um nadinha mais encorpado e complexo. 73

sábado, fevereiro 05, 2005

La Fleur Baron Sauternes 2003
Vinho mastigável. Não tem travo de fruta: é fruta. Nariz prolongado. Boca cheia de delicadeza sedosa e sofisticação. Equilibrado e muito poderoso. 90

Sauvignon Club des Sommeliers AOC Pays d’Oc
Aroma muito frutado. Travo intenso de maçãs ácidas, mas bem maduras. 79

Gisselbrecht Pinot Noir 2004
AOC Alsace. Novíssimo, mas não se diria, porque tem a cor transparente de um palhete. É licoroso e adocicado. Pode ter estagiado em cascos velhos. Ou então pode ter levado álcool para quebrar a fermentação. Percebe-se que esta casta venha sendo usada para fazer vinhos brancos. 70

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Baron de Martinay Bordeaux AOC
Tinto, para quem nao gosta de tinto. Redondinho, agradavel, muito leve e nada adstringente. Ligeiro travo a castanhas. 76

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Rochebrune Côtes du Rhone
Tinto de consumo corrente, sem data; daqueles que se vendem nos restaurantes de self-service. Bastante arredondado e consensual. Vai com qualquer comida, mas näo enriquecerä nenhuma. 70

Gustave Lorentz Edelzwicker 2000
Os brancos da Alsacia (este é de Bergheim) säo sempre irritantemente civilizados e irrepreensïveis. Säo sempre muito coquettes; frutados e delicodoces. Delicados e doces, mesmo. Mas näo däo pica. 75

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Angelus 2001
Classico tinto da Bairrada, a antiga portuguesa. Masculino e adstringente. é pena ter um final curto. 75

Vila Régia Tinto 2002
Honesto e bem comportado; mas modesto e sem ambiçöes. Travo de fruta verde. Exige comida. 73
Mural Douro Tinto 1999
Talvez estivesse frio. Ou então era do copo. Pode não ter arejado suficientemente. Mas a garrafa e o rótulo são bonitos. 65

Portal Moscatel do Douro
O moscatel da Quinta do Portal de 1996 era consistente e estruturado. Tinha corpo e dignidade. Este, sem data, é feito de forma diferente, em bica aberta. Fica mais refrescante mas, entre outros, perdeu cor, corpo e alma. Tal como a geropiga, não é para guardar. Beba-se já, ou então no próximo verão, numa esplanada, com água tónica. 71

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Tinto da Ânfora Grande Escolha 2001
Vinho alentejano, de Arraiolos, licoroso e denso. A touriga nacional está domesticada, embora não esteja dócil. Pelo contrário, revela um grande corpo, com músculo. 88

Porto Dalva LBV 2000
Tem substrato e corpo. Muito saboroso picante e acutilante, sem arestas. 85

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Alvarinho Continente 2003
Engarrafado por Quintas de Melgaço. Há 10 ou 15 anos os alvarinhos eram assim . Por isso, sobressaía o Palácio da Brejoeira. Este, do Continente, é fresco e vegetal. Podia ser pior e por pouco menos que 4 euros não se pode pedir mais. 73

terça-feira, janeiro 25, 2005

Conde D' Ervideira Reserva 2001
Tinto muito denso e concentrado. Aroma persistente. Fresco e vivaço. 87

sábado, janeiro 22, 2005

Quinta de Roriz Reserva 2001
Tinto do Douro de categoria superior. Rico e espesso, muito vivo, colando-se na boca, espalhando sabores. 88

Quinta de Roriz Vintage 1999
Porto de excelência. Subtileza poderosa. Harmonia e sofisticação. Picante q.b.. Grande vinho. 92

Taylors Chip Dry
Ou cheap dry? Parece um branco velho,mas sabe a xarope. 70

Aneto 2002
É suposto ser uma poção do amor. Algo espesso e àspero. Um amor difícil. 80

Rozés LBV 1995
Delicado. Não está mal. Nem bem demais. Modesto mas honesto. 80

terça-feira, janeiro 18, 2005

Quinta dos Aciprestes 2001
Este tinto poderoso (14%) não é novidade por aqui. Mantém o aroma vivaço e o travo leve, a fruta fresca, apesar de estar muito mais delicado do que já foi. Não se dá conta do teor alcóólico. 83

terça-feira, janeiro 11, 2005

Chaminé 2002
A versão 2002 deste tinto alentejano é o resultado de um downsizing nos lugares relativos no ranking do branding da holding que o produz. Ao contrário do que acontecia há apenas uns meses, o líquido já sofreu um estabilizing. É honesto e mais nothing. Está ao nível do costing. 78

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Grandjó Late Harvest 2002
Acidez muito bem colocada, que compensa a doçura melosa típica deste tipo de vinhos, a que a botrytis dá magia. Corpo denso e rico. Como aperitivo requererá uma entrada forte. Foi excelentemente com foie-gras. 90

Labirinto Alvarinho 2002
Talvez um pouco agridoce, o que o torna agressivo em temperaturas baixas e enjoativo se aquece. Aroma muito herbáceo. 75

me e jbc selections Douro tinto 2001

Modelo acabado de modernidade que, apesar disso, não recusa a origem duriense. Corpulência no travo de terra húmida (da touriga nacional), já prenunciado pelo aroma. 89

Alambre 20 anos
Moscatel de Setúbal seco e acutilante, sem deixar de ser delicado. Bom impacto na boca, com algum travo de açúcar mascavado. 85

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Lavradores de Feitoria 2003
Três bagos e sauvignon blanc. Branco pujante, com' uma fórça, diria a Nelly. Flores madrugadoras de primavera. 85

Alión 2000
Ribera del Duero com textura muito personalizada e espessa. Puro e duro. 90


Ramos Pinto Vintage 2000
Delicado e doce, sem arestas. Talvez um pouco curto, no final. O preço está um pouco inflaccionado. 85

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Tapada do Barão Reserva 2001
Grande complexidade de sensações. Delicado, embora solene. É um vinho sério.

Cortes de Cima Syrah 2002
Correspondendo às características da casta, é potente e fundista. Mastiga-se. Pareceu bem.

Grand' Arte Touriga Franca 2002
Talvez seja por ser novo. Ou das especificidades da casta. Está agreste e precisa de abrir. Evoluindo, mesmo que copo, torna-se bastante mais agradável.

Quinta da Alorna Chardonnay 2003
Gordo e arredondado. Não tem arestas amanteigadas e amadeiradas. Irá bem como aperitivo, sem mais nada.

Quinta do Ribeiro Santo Reserva 2000
Quente, sem ser pastoso. Bastante mineral e rico. Dão da velha escola tradicional.

Cartuxa Reserva 1994
Nobre, à antiga portuguesa, um pouco demodée. Apesar disso, respeitável. Imprescindível decantar com cuidado.

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Loureiro Pingo Doce 2003
Da casa que faz o Ameal. Verde branco ligeiro e muito fresco, sedoso e delicado. Ar de verão, que pode apelar a comida de verão. Retemperador, no interlúdio das festas de inverno.

Loureiro 2003
Da Adega Cooperativa de Ponte de Lima. Um pouco agressivo e agridoce a mais. Rude, do campo. Como os lenhadores.

Cortes de Cima 2000
Aroma intensíssimo de fruta vermelha, que acompanha o travo alongado, muito frutado. Grande vivacidade. Vinho moderno e muito dinâmico.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Santa Valha 2003
Tinto VQPRD Valpaços, já anteriormente aqui referido. 14,5º de corpulência. Será a retoma (fora da Adega Cooperativa) da tradição nobre dos vinhos de Valpaços? Este, ainda terá que esperar algum tempo para revelar a sua dimensão.

Pera Manca Branco 2001
Nunca demais repetir. Aroma incisivo. Irrepreensível concerto de equilíbrio e harmonia.

Solar de la Vega Verdejo 2003
Grande aroma de maracujá, que se prolonga na boca, num travo de marcada fruta, em que a doçura está bem dimensionada com a acidez. Está no ponto.

Confrerie des Gourmets Bordeaux 1998
Palhete franciú, sem consistência nem especificidades que mereçam nota. Se os estrangeiros não tivessem, por imposição do fado lusitano e pela natureza das coisas, privilégios óbvios em Portugal, este tinto não se beberia.

Albariño Dionisos Rias Baixas 2002
Algo verdasco e rude. Mas óptimo no género, com bom pico de acidez fresca e gorda

sábado, dezembro 25, 2004

Reserva ACR 2001
Tinto potente, de 14º. Vinho de grande elegância. Forte e quente, rico de sabores e travo muito adstringente. Foi excelentemente com um cabrito no forno.

Reserva Especial Ferreirinha 1990
Por falar em cabrito no forno, este clássico foi ainda melhor. Mineral e linear. Acutilante, de grande elevação. Óptimo.

Montes Ermos Reserva 2001
Vinoso e agreste, este tinto de Freixo-de-Espada-à-Cinta está talvez ainda um pouco verde e adstringente.

Casa do Arco 1990
Equilíbrio entre o carácter mineral, do “terroir” e a corpulência da terra quente transmontana. Resultado elegante. O segredo deste vinho está em abrí-lo no dia anterior, para que respire. Talvez tenha sido o último moicano da Adega Cooperativa de Valpaços.

Quinta de Santa Bárbara Porto Tawny Colheita 1986
Muita madeira e nobreza. Registo tradicional, de caramelo e canela. Back to basics, mas muito agradável.

Quinta de Santa Bárbara LBV 1999
Cerejas maduras, em vinho muito estruturado.

Ramos Pinto LBV 1997
Porto não filtrado e portanto perigoso, pelas consequências. Pelas mesmas razões é muito rico e substancial. Travo de chocolate, algo picante. Vivaço e intenso. Bom vinho.

Dom Salvador Alvarinho 2003
Muito aromático, de travo rico. Honesto, sem concessões, embora não chegue a ser exuberante.

Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2003
Branco freco e acutilante. Só revelará a sua riqueza a uma temperatura menos fria.

Encostas do Rabaçal Trincadeira Preta 2002
Vinho modernaço, da escola Joanne Harris, porque tem travo de batatas cruas e, eventualmente, nabo. 14,5º!

Encostas do Rabaçal Touriga Franca 2002
Chocolate preto, sem açúcar, tipo Celeiro. Algum mofo, também. Talvez fosse da garrafa.

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Meandro 2002
Tinto do Douro, que não esconde a origem terrosa. É másculo, de personalidade muito segura de si. Adstringência intensa. Ainda é muito novo. A beber-se já, deve ser decantado e arejar um pouco em copo largo. Podendo, deixe-se envelhecer. Ganha com comida (LP dixit e muito bem dito).

Síbio Vintage 1970
Este porto da Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal tem um aroma pujante, mas muito delicado. Revela uma harmonia muito doce e nobre, com forte mas delicado travo de caramelo. Desenterrado do passado, é um vinho de outra dimensão.

Quinta de Cabriz Reserva 2000
Delicadeza e equilíbrio enérgico. Polpa fresca e rica.


quinta-feira, dezembro 09, 2004

Quinta do Vale Meão 2002
As castas, são das mais tradicionais no Douro: tourigas (nacional e franca) e tintas (roriz e barroca). O perfil é o de um genuíno Douro. É agreste e musculado. Nada quente ou preguiçoso. É muito afirmativo e tem grande personalidade, que vai deixando demoradamente na boca. Rico de sabores, mais que de aromas. Deve repousar antes de ser servido.

Esporão Branco Reserva 2003
Muita madeira, num corpo gordo. Travo intenso e pujante.

Francisco Nunes Garcia Reserva 2001
Chocolate amargo no estado líquido. Grande sofisticação e elegância. Vinho de excelência.

Vinha Grande 2001
Aroma muito jovem e másculo. Em geral, este é o tom deste vinho: verde e adstringente.

Pêra Manca Branco 2002

É um risco dizê-lo, mas é o melhor branco até agora aqui blogado, concedendo que quando o nível é o da excelência o critério está no gosto de quem prova. Compará-lo com o Redoma, por exemplo, é igual a perguntar se é melhor ir de férias para o campo ou para a montanha. Garrafa nº 26.731, que curiosamente ganhou com um ligeiro arejamento. A nobreza esmaga (ou serão os 14%?). Harmonioso e irrepreensível. Que elegância e sofisticação!

Marquês de Borba tinto 2003
Os 13,5% notam-se no corpo e no vigor. Rico no sabor e vivaço. Talvez venha a tornar-se mais delicado com o tempo. Exige acompanhamento de comida condimentada.

segunda-feira, novembro 29, 2004

Penfolds Koonunga Hill Chardonnay Vintage 2001
Há quem inclua os chardonnay australianos nos melhores do mundo. Este, é óptimo. Tem um equilíbrio assombroso entre a frescura e o sabor. O seu corpo consistente torna-o num excelente vinho para beber sem acompanhamento.

Encostas do Tua Grande Escolha 2000
A juventude ainda o marca muito. Por isso, é enorme a sua adstringência explosiva que ainda não deixa aperceber os sabores que após a maturação que lhe falta revelarão um seguramente excelente vinho.

sexta-feira, novembro 26, 2004

Quinta de La Rosa Tinto 2002
Incisivo e saltitante. Vai melhorar, porque ainda está um pouco adstringente.

domingo, novembro 21, 2004

Que vinho para um caril de gambas, de intensos sabores e muito picante?

Cabeça de Burro Branco 2003
Para beber estupidamente frio, como aperitivo. Vai bem só. Melhor que acompanhado.

Luís Pato Rosé Baga 2003
Definitivamente, os melhores vinhos rosé que se produzem são os feitos a partir de castas tintas. É o caso deste, que tem consistência e corpo pouco habituais num vinho descolorido. Fruta madura. Talvez maçãs. Muito agradável.

Noval LBV 1996
A velha escola do vinho do Porto. Poderoso, com travo de bagas silvestres. Sofisticado e delicado. Acetinado, apud LP.

sábado, novembro 20, 2004

JP Tinto
Regional Terras do Sado, que poderia figurar com destaque num “comparativo de vinhos de self-service de auto-estrada em meia garrafa sem data”. Noutras circunstâncias não se beberia, mas não é mau. É assim tipo automóvel citadino: vai servindo para o dia a dia e tem a enorme vantagem do preço

terça-feira, novembro 16, 2004

Tapada do Barão Reserva 2001
Tinto licoroso e delicado, mas sem conceder na robustez.

terça-feira, novembro 09, 2004

Encontro com os Vinhos e Sabores
(provas em contra-relógio)

Gazela
Verde fresco e doce. Carnudo e, se muito frio, um agradável aperitivo.

Quinta do Ameal Escolha 2003
Verde branco, muito floral. Sem arestas. Aprazível.

Barcelo 2003
A Quinta das Maias decidiu recuperar uma velha e quase extinta casta do Dão. Vale pela curiosa raridade. Na sua essência, não consegue deixar de ser um modesto produto regional.

Muros Antigos Alvarinho 2004
Prova preliminar da segunda escolha dos Muros de Melgaço. A tenra idade dá-lhe mais frescura do que é hábito em alvarinhos. É também mais frutado, o que se anota com agrado. Dizia o LP – concordo – que, sem desprimor, faz recordar os albarinõs da Galiza.

Casa da Palmeira 2001
Tinto do Douro, acre e um pouco agressivo.

Grand’ Art Alicante Bouschet 2003
Com 14 %, este vinho espesso tem travo dominante de chocolate, com notas de frutos silvestres – amoras, talvez. Mas ainda tem algum percurso a fazer até perder a adstringência e ganhar delicadeza.

Grand’ Art Trincadeira 2003
É menos alcoólico (13,5) que o Alicante Bouschet e já se nota muito mais bebível. Enche a boca de taninos e sofisticação. Grande vinho.

Esporão Touriga Nacional 2002
Sinfonia poderosa (15%), sem notas dissonantes ou desafinações. Não tem defeitos.

Esporão Private Selection 2001
Tinto apimentado e adstringente. Já é distinto, mesmo de excelência, mas ainda vai evoluir. 14,5%.

Rovisco Pais Reserva 2001
Castelão Francês, acre e ácido. Poderia qualificar-se como um vinho terra a terra.

Bridão Reserva 2001
Apesar de ser musculado (14% de teor alcoólico), é delicado.

Tapada de Coelheiros 2001
Grande aroma, mas travo muito agreste.

Monte Seis Reis Syrah 2003
Força e corpo.

Herdade de São Miguel 2003
Regional alentejano, quente e envolvente. 13,5 % de teor alcoólico.

Cistus Touriga Nacional 2002
Cistus Tinta Roriz 2002

Dois belos néctares para envelhecer.

Herdade do Perdigão Reserva 2000
Tinto mediano.

Quinta do Portal Grande Reserva 2000
Douro rico, com boa personalidade.

Quinta do Portal LBV 1995
Porto com travo de chocolate picante, muito intenso, o que espanta num vinho com esta idade.

Fonseca Vintage 1985
Porto de excelência, acutilante e incisivo.

domingo, novembro 07, 2004

Vinha Paz 2002
Tinto do Dão, com 13,6º. Imensa densidade. O oposto de aquoso. Deixa uma marca estável e constante, desde o início da prova.

Fiúza Rosé 2003
Aguado. Os seus poucos aromas são anulados por um incomodativo travo sulfuroso.

sábado, novembro 06, 2004

À procura do melhor produzido em Portugal

Poeira 2002
No início, numa primeira impressão, surge uma potente e descontrolada explosão de sensações. Depois, fica uma grande elegância no comportamento na boca. A seguir, impressiona a riqueza de sabores e o final persistente. 13,6º. Belíssimo. Ao melhor nível.

Quinta de Vale Meão 2002
O aroma, no nariz, é intensíssimo, mas na boca nota-se que os portentosos sabores (14,5%) ainda estão em crescimento. Já é muito agradável, mas em garrafa melhorará muito. Vai ser um vinho de excepção.

Quinta do Noval LBV 1996
Muito agradável e rico.

quarta-feira, novembro 03, 2004

Montado Tinto 2003
Regional Alentejano (JM da Fonseca) fresco e nervoso, quase saltitante. Talvez um pouco adocicado e com falta de acidez. Depois de arejar, acalma e sedimenta sabores de fruta fresca. Talvez seja o primeiro tinto de gaja de um futuro comparativo.

Vinho da Casa Cantinho Regional Serra da Estrela
Dão de 2001 de 12 grauzitos mal espremidos. Duro, muito duro.

domingo, outubro 24, 2004

Quinta da Aveleda 2002
Branco liso, com apenas ligeira agulha. Perfeitamente urbano e delicado. Quase hermafrodita. Foi bem com melão com presunto.

Cerejeiras 2002
Branco Regional Extremadura da zona do Bombarral. Típico vinho da terra, com corpo carnudo a recordar ameixas. Deu consistência a umas ameijoas à Bulhão Pato pequenas e saboras.

terça-feira, outubro 19, 2004

Quinta do Crasto, Reserva 1999
Aroma intenso, a denunciar madeira. Travo agudo, estruturado e consistente. Este tinto, à antiga portuguesa, é um vinho sofisticado mas não esconde que a sua faceta predominante é a de vinho de tradição. Dará seguramente grande luta a um canard à lp.

segunda-feira, outubro 18, 2004

José de Sousa 2001
Regional Alentejano segundo J M da Fonseca. Moderno, mas de raiz tradicional (parcialmente fermentado em barro). Além de trincadeira e de aragonês, é feito de Grand Noir. Será por isso que é mais urbano e profissional (custa-me – e não merece -, chamar-lhe cinzentão…).

Quinta dos Aciprestes tinto 2001
Aroma rico, intenso e elegante. Travo musculado, talvez mais modesto que o aroma, mas ainda assim corpulento, a dar bem conta dos 14 graus. É jovem e cheio de pujança. Exigirá, por isso, decantação, para que os sabores se libertem das névoas próprias de um vinho novo.

quinta-feira, outubro 14, 2004

Solar de la Vega Verdejo 2003
Branco de Rueda, com aroma e travo de maracujá, dizia o LP e eu subscrevo inteiramente. Esta intensidade tropical, fresca e sedosa, é difícil de combinar com comida. Mais valerá bebê-lo sem acompanhamento (mas, como sempre, ganhará se for bebido com companhia – tropical, maracujá, calor, ‘tá a ver?…) e perfila-se como um excelente aperitivo.

Quinta das Maias Verdelho 2000
Envelheceu e ganhou travo de pastilha elástica. Não sei se de amora silvestre, se de clorofila. Corresponde à velha ideia do branco velho tinto e geropiga (com peixe frito).

segunda-feira, outubro 11, 2004

Quinta de Cabriz Reserva 2000
Tinto delicado e nada rude, mas determinado. Sofisticado e com carácter, que não esconde a proveniência do Dão. Apesar disso, tem corpo moderno.

Quinta da Alorna Chardonnay 2003
A potência alcoólica (14%) não se apercebe e não prejudica minimamente a suavidade acetinada deste vinho tão agradável como insidioso.

domingo, outubro 10, 2004

Comparativo Soalheiro 2000, 2001, 2002 e 2003
Prova comparativa vertical de quatro alvarinhos do mesmo produtor, de quatro colheitas consecutivas. O objectivo era verificar a evolução da maturação e a longevidade. A prova foi rigorosamente cega, mas a cor e, sobretudo, o travo muito diferenciado dos vinhos, permitiram ao painel especial de provadores identificar facilmente qual era qual.
2000
Muito suave (St), nobre e velho, com grande dignidade (PV). Perdeu timbre, porque algumas das suas originais características já estão ténues (CBX). Apesar disso, continua fresco, complexo e harmonioso, embora seja claro que perdeu força e está já em declínio (LP). Está passado (A).
2001
Pouco doce (CBX), mas complexo (St). Está no ponto (LP), embora seja pouco fresco e algo seco, talvez mesmo acre (PV). Sabe a rolha (A).
2002
É o mais equilibrado do painel (CBX), com boa composição de sabores (St). Grande aroma, a prenunciar o, sem dúvida, mais complexo e intenso dos vinho provados, com um longo final (LP). Atingiu o ponto máximo da sofisticação (PV). Picante, talvez borbulhante, como se tivesse adicionada gasosa (A).
2003
Aroma exuberante, talvez reminiscência dos albariños galegos (LP), acidez equilibrada (St), leve e frutado (CBX), embora ainda verde, com caminho a percorrer, indo melhorar (PV). É o melhor do painel (A).

sábado, outubro 09, 2004

Cabeça de Burro Reserva 1999
Tinto mineral, com prestação cinzenta. Parece um produto industrial germânico: é bem feito e não merece reparos no que respeita à qualidade intrinseca, mas não tem espírito nem graça. Na era de criatividade enológica que se vive, este tipo de vinho não vai sobreviver.

quinta-feira, outubro 07, 2004

Hacienda Monasterio 1999
Este tinto da Ribera del Duero tem 14% de teor alcoólico. Não denuncia o álcool nem a idade, tendo um aroma jovem e vigoroso, que fica no copo até ao fim. O travo é consistente, ligeiramente adstringente e intenso. Canta na boca e ecoa no peito, largando pelo caminho um rasto persistente de aromas.

segunda-feira, outubro 04, 2004

Juliana Tinto 2003
O nome é o da mãe de Maria Adília, a produtora, muito sensibilizada para os assuntos relacionados com os doentes de Alzheimer. Aliás, segundo o contra rótulo, parte dos proventos resultantes da venda são encaminhados para a Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer. Sendo um Douro, é engarrafado na Maia.
O travo é de fruta ainda não madura. É novo e melhorará com algum tempo.
É um VQPRD Via Norte, dizia o Fernandinho. Segundo o Maestro, foi a relva de um bom terreno de jogo, em que os futebolistas foram os queijos, mas estará melhor por altura do baptizado do segundo filho da Susana e do Nuno. Belo recorte de prosa, resultado de uma correcta leitura do entrosamento do líquido, concluiria G. Alves.

domingo, outubro 03, 2004

Santa Valha Tinto 2003
É o primeiro VQPRD Valpaços não produzido pela Adega Cooperativa (foi feito na Quinta do Sobreiró de Cima). É robusto e musculado (14,5%). Travo de maçãs camoesas. É ainda um pouco palpitante, por ser novo e talvez lhe faça falta repousar um ano ou dois. Mas já se bebe com agrado.

Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2001
Tinto policromado, com um óptimo impacto inicial. Após algum tempo no copo, o espírito vai fugindo e termina num final acre.

LBV Pingo Doce 1997
Não será muito complexo mas, sem pretensões, é suficientemente rico, suave e delicado.

sábado, outubro 02, 2004

Adega de Pegões, Branco, Colheita Seleccionada 2003
Equilíbrio muito consistente de sabores ricos variados.

Couteiro Mor Antão Vaz 2003
Adocicado, sem ser desagradável.

Couteiro Mor Tinto Colheita Seleccionada 2001
Potente mas delicado, enche a boca e deixa atrás de si um esteira final com personalidade.

Quinta da Alorna Cabernet Sauvignon Reserva 2001
Clássico travo de cabernet, com sabor a terra.

quinta-feira, setembro 30, 2004

Quinta da Romeira - Chardonnay e Arinto 2002
A combinação da acidez do arinto com o travo amanteigado da casta francesa está bem equilibrada. Tem corpo suficiente e agradável, mas no final é curto. É macio e delicado, apesar dos seus 13% de teor alcoólico - torna-se por isto insidioso. Enfim, é um vinho geneticamente feminino ou, se me é permitido, um verdadeiro vinho de gaja.

sábado, setembro 25, 2004

Comparativo Virgílio Loureiro
(Prova intensiva, a propósito do 8º aniversário das Coisas do Arco do Vinho)

Cruz Miranda Colheita Seleccionada 2001
É o raro caso de um varietal de alfrocheiro, produzido no Alentejo. O resultado é óptimo. Aroma muito efusivo, que se expande persistentemente. O travo, recorda a terra fresca, depois das primeiras chuvas de Outuno. A estrutura é harmoniosa e complexa. O final é longo e intenso.

Caves São Domingos Cabernet 2000
Irrepreensível. Denso e complexo. A adstringência arrasta-se pelo final.

Caves São Domingos Touriga Nacional e Baga 2001
DOC Bairrada, que terá que ser decantado e agradecerá um copo largo. Uma vez aberto, é liso e linear, mas rico e consistente.

Granja dos Frades 2003
Branco à antiga, com 13% de teor alcoólico. Denuncia o carvalho onde estagiou, embora por si mesmo já seja vegetal e substancial. Algo acidulado. O seu enólogo não revela as castas que o compõem (são duas, numa relação de 7/3). Aceitam-se apostas. Arinto? É provável. Chardonnay não parece. Alvarinho, dizia o LP.

Caves São Domingos Bical e Maria Gomes 2000 e
Caves São Domingos Bical e Maria Gomes 2002.
Este bi-varietal, à antiga bairradina, recupera a tradição do branco velho. O vinho tem que amadurecer. E, mesmo maduro, deve decantar-se, para que liberte a sua rudeza. Por isso, o 2000 era agradável e o 2002 ainda está agreste. O 2000, após decantação, é nobre e solene, mas deve ser mantido em temperatura baixa, para que o seu delicado verniz não estale. Vantagem para o 2002, na vivacidade.

sexta-feira, setembro 24, 2004

Terras do Pó 2003
Este tinto, Terras do Sado, passado que está o verão e provados que vão uns quantos vinhos franceses, faz mais diferença, pelas suas características específicas, comuns a outros vinhos da região. Mas também se afirma mais como uma boa relação preço/qualidade. Insisto que deve beber-se bastante frio.

quinta-feira, setembro 23, 2004

Quinta da Alorna Reserva 2002
O chardonnay marca o carácter, sem enjoar nem se evidenciar de mais. O arinto, dá-lhe corpo e riqueza. Sofisticado e muito agradável.

quarta-feira, setembro 22, 2004

Fattoria di Campigiana Chianti 2000
Este tipo de vinho, já se sabe, bebe-se leve, levemente. Fresco, é mesmo agradável. Os 12º são ligeiros, mas apesar disso revelam alguma personalidade e substância. Se houvesse vinho no Mc Donalds, seria deste tipo.

Jacob´s Creek Shiraz Cabernet Vintage 2001
Muito nome para pouco vinho. De Barossa Valley, South Austrália, este tinto é algo picante e nervoso. Tem uma personalidade rugosa, do Novo Mundo. No Corte Inglês, onde foi comprado, dir-se-ia dele que esta bien. E não mais.

segunda-feira, setembro 20, 2004

Terra Franca Branco 2003
Regional Beiras da Sogrape. Bem feito e civilizado, mas sem grandes rasgos de criatividade ou génio. E é tudo.

sábado, setembro 18, 2004

Dólmen Tinto 1989
Após meados da década de 1980, a Adega Cooperativa de Valpaços deixou-se decair. Já se tem dito por aqui que os seus vinhos já tiveram melhores dias. Agora, até o Berto, velho conhecido free-lancer da agro-indústria local, concede que este líquido algo sulfuroso (apesar da idade) e acre, já “enfraqueceu”.

sexta-feira, setembro 17, 2004

(já com acentos mas ainda com acento.)
Château Tour Saint-Christophe 2001
Este AOC Médoc tem uma grande (enorme) adstringência, que esconde algum travo de groselhas. É um daqueles tintos clássicos de Bordeaux que deveria ser bebido mais envelhecido.

Domaine Allimant-Laugner Brut
Espumante francês, não champagne, produzido ao lado, na zona de denominação de origem (AOC) “Crémant d’ Alsace”. Talvez por isso seja demasiado gasoso e, mais que bruto, um pouco rude e agreste. Bem frio, aguenta-se até ao segundo copo.

Château La Croix du Duc 2000
Eis um tinto Bordeaux Supérieur claramente da era pós-Parker: 13% de teor alcóolico; manifesta alguma complexidade. Apesar disso, ainda se fica pelo impacto inicial, porque não tem notas finais. A não ser as dos taninos, muito marcantes.

quinta-feira, setembro 16, 2004

(ainda sem acentos, mas ja sem a colega do lado...)
Riesling da casa - Taverne de Maitre Kanter de Strasbourg
Grande acidez, com algum travo herbaceo. Apesar disso fica harmonioso, envolvente e agradavel se for servido em copos largos (sera o caso daqueles copos tradicionais da Alsacia, com pe verde, especificos para este tipo de vinho).

Bouquet du Comtat
AOC Cotes du Rhone. Tinto delicado e adocicado, nao muito consistente. No final, porem, revela alguma adstringencia complexa, que permanece, deixando algum travo de fruta madura. Este vinho e mais do sol que do sul.

quarta-feira, setembro 15, 2004

(sem acentos nem cedilhas, pelas razoes que se sabem.
PS: ao lado esta uma colega romena, com os olhos azuis mais bonitos que se podem encontrar numa cigana...)

Louis Eschenauer Merlot 2003

Tinto do Pays d' Oc, de baixa graduacao muito jovem e cheio de vigor. Travo de amoras frescas, pouco maduras. Novo, deve beber-se um pouco fresco. para a Air France nao esta mal.

Les Hauts de Goelane
Outro tinto, agora AOC Bordeaux. Clarete tradicional, a antiga bordalesa. Algo taninoso, no inicio denuncia um pouco a madeira, que lhe da alguma complexidade, que depois de arejar perde.

quinta-feira, setembro 09, 2004

Pintia 2001
Tinto espanhol da região de Toro. Frio, revela um grande aroma e delicadeza subtil. Quando aquece, os 14,7% manifestam-se, colam-se ao palato e o vinho torna-se potente e arrasador. É um vinho de tradição.

Vinha Paz 2002
Tinto do Dão, àspero, a saber a Beira Alta. Consistente e denso, carnudo, de aroma cheio.

Alvarinho Deu la Deu 2002
Ao contrário do que se previa, a acidez já acusa tempo a mais. Foi domesticada mas, embora já sem fogosidade, ainda se contrapõe com equilíbrio ao travo adocicado.

Quinta da Gaivosa 1999
Douro tinto à antiga. Tradicional, muito bem feito, sem reparos. Acutilante e adstringente, picante na medida certa.


sábado, setembro 04, 2004

Dom Martinho 2002
Um número dois é um número dois. E este tinto de segunda linha da Quinta do Carmo é honesto, é certo, mas apresenta-se muito mais modesto do que se esperava.

terça-feira, agosto 31, 2004

Quinta do Ermígio 2003
Verde, branco. Muito frutado, citrino. Fresco e muito apetecível.

Verde da Quinta de Esporões.
Tinto do ano, colhido pelo caseiro. Espuma abundante a anunciar o gás e a pastosidade. Deixa bastante resíduos no copo, não ficando dúvidas quanto à ressaca que se verificará.

Porto da Pipa Particular dos Confrades
Com origem na Quinta do Portal, este vinho de 2000 foi engarrafado por ocasião dos 15ºs Encontros Enológicos do Norte de Portugal, em Janeiro de 2004. É suave e delicado. Equilibrado e com carácter.

domingo, agosto 29, 2004

Porto Noval LBV 1998
Não é corpulento nem possante, mas é muito elegante. Forte travo a chocolate. Se for bebido a uma temperatura baixa, revela-se mais denso, sofisticado, espesso e complexo. Um Porto fantástico e irresistível.

sábado, agosto 28, 2004

Comparativo Vinhos de Gaja
Brancos, da zona de Palmela, Terras do Sado ou Ribatejo, simples e de interpretação fácil. Pouco exigentes e de travo consensual.

Companhia das Lezírias Fernão Pires 2003
Herbáceo e intenso, consistente e másculo (tem 13 grauzitos). É um monocasta, bem feito e equilibrado. Adequado, se a companhia está mais interessada em alargar o seu conhecimento sobre o vinho do que sobre quem lho oferece. Portanto, sendo vinho de gaja, é para amigas.

Serras de Azeitão 2003
Ligeiro, ligeirinho, mas está lá. Muito fresco. Flores e fruta tropical, dizia o rótulo, consequência natural do Fernão Pires e do Moscatel. Não é leviano. Será portanto adequado se a companhia já ouviu falar do tema, está familiarizada com a linguagem e já tem bebido uns copitos, mas apesar disso ainda só tem como único critério o vinho ser bom ou mau. Neste contexto parece ser de toda a conveniência, previamente, decorar as castas e antecipar a opinião sobre o travo.

BSE 2003
A mistura das castas (fernão pires, antão vaz e arinto) dá-lhe garra. O vinho tem muita fruta e corpo equilibrado. Não prescinde de uma temperatura muito baixa, uma vez que quando aquece fica acre. O rótulo diz “apreciar moderadamente em boa companhia”. É, evidentemente, uma dica a aproveitar. E ficam dissipadas as dúvidas sobre as razões que levaram a incluir este vinho neste painel. Além do mais, em caso de tampa, salva-se o vinho.

João Pires 2003
And the winner is… O vinho de gaja por excelência!
Todo ele de moscatel de Setúbal. Sabe a uvas, em forma líquida. Até chateia, de tão doce. Parece um Asti (se se ler Ice Tea, dá igual…). Use-se, se a companhia não bebe habitualmente e estava a pensar pedir uma Coca-Cola Light.

sexta-feira, agosto 27, 2004

Poças LBV 1998
Embora discreto, este Porto não é um vinho menor. Muita fruta e aquele ligeiro picante que deixa rasto na garganta. Decante-se, ou deixe-se arejar e verificar-se-à que ganhará corpo e espírito.

Fonte da Serrana 2002
Tinto do Alentejo, musculado e com carácter mas, embora honrado, de modesta dimensão.

quinta-feira, agosto 26, 2004

Porto Poças Colheita 1991
Vinho da velha escola, muito picante e prolongado. É clara e assumidamente um vinho fortificado de carácter correspondente ao seu tipo.

domingo, agosto 22, 2004

Henriques e Henriques, Madeira Meio Doce
Típico Madeira, com formato tradicional. Travo de madeira velha e de fruta muito madura. Não visa grandes voos mas cumpre bem a sua finalidade de sobremesa.

sábado, agosto 21, 2004

NOITE DE ESTRELAS.
CARM Praemium 2000

Tinto de nariz cheio e penetrante. Sabor picante e amargo. Vinho de nível superior.

Chryseia 2001
Travo de baunilha, ligeiramente ácido, que lhe dá agressividade e carácter. Mastigável e denso. Tinto de excepção.

Real Companhia Velha Vintage 1997.
Porto harmonioso e muito equilibrado. Grande impacto inicial. A boca fica cheia, mais de sensações do que de sabores concretamente identificados. Algo de picante. LP dizia figos. Talvez tenha sido o melhor Porto da temporada de verão no Carvoeiro.

sexta-feira, agosto 20, 2004

Cabeça de Burro Reserva 1999
Tinto à antiga portuguesa. Sabe a tradição e recorda o ambiente das adegas do Douro. Transparente e cristalino, acusa notas de couro.

Porto Krohn LBV 1999
Ligeiro e estival, descomprometido e informal. É equilibrado e harmonioso.
Pontuação
LP: 16
F: 15,5
Manuel: 14
PV: 16

quinta-feira, agosto 19, 2004

Vila Santa 2000
Tinto de João Portugal Ramos, com teor alcoólico de 13,5º. Alentejano da velha escola. Boca cheia de sabores bem sedimentados, que disparam em todos os sentidos.

Encostas do Rabaçal Touriga Franca 2002
Os varietais da Adega Cooperativa de Valpaços são muito quentes e alcoolizados. Este tem 14º. É picante e telúrico, grosso e espesso. Parece um vinho fortificado. Vai bem só e, dir-se-ia mesmo, dispensa companhia.

Blandy´s Harvest 1996 (Malmsey, Madeira)
Aroma distinto e sofisticado, a que corresponde um travo nobre e solene. Algo de canela e caramelo. Tradicional q.b., sem desmerecer. Encerrará adequadamente repasto de cerimónia.

quarta-feira, agosto 18, 2004

Companhia das Lezírias Fernão Pires 2003
Feminino e intensamente adocicado. Muito floral e colorido. Delicodoce. Não fora este um blog sério e dir-se-ia que este é um "vinho de gajas".

terça-feira, agosto 17, 2004

Comparativo Txakoli
Evidentemente, todos eles vinhos brancos, produzidos no País Basco Espanhol.
Sónia, a simpática balconista da loja de produtos regionais Basendere, em Bilbao, preferia o Gorrondona.

Basigo´ko Basetxea
10,5º. Produzido em Basigo de Bakio, Bilbao (D.O. Biskaiko Txakolina).
Mais floral que frutado e fresco. Um pico de gás, quase imperceptível. Densidade de açúcar certa, que o torna menos leviano que outros.

Xarmant
11,5º. Produzido em Alava (D.O. Arabako Txakolina).
A garrafa tem uma decoração exuberante e criativa, condizente com o sabor celta, a maçãs de casca verde, muito maduras. Como tem muita polpa, este vinho não é fresco. Vai bem com tapas do mar (de peixe, mariscos ou crustáceos).

Gorrondona
11,5º. Produzido em Bakio, Bilbao (D.O. Biskaiko Txakolina).
Fresco e liso. Suave e delicado, podendo ser cosmopolita. Simples e agradável. Mas nada mais.

segunda-feira, agosto 16, 2004

La Trappe Quadrupel
Marcadamente ambrée, com espuma persistente, esta cerveja belga, produzida na fronteiriça abadia holandesa de Koningshoeven, tem 10º. É robusta e corpulenta, como os monges que a fazem. Apesar disso, é suave e delicada (talvez mesmo insidiosa…) e o teor alcoólico só se nota depois.