terça-feira, agosto 16, 2005

Silva
Vino de la tierra de Extremadura. Fresquinho, é escorregadio. Y punto. 70



Coto de Hayas tinto 2004
De Campo de Borja. Equilibrado e profissional. Aroma picante e travo doce. 85

domingo, agosto 07, 2005


Henriques e Henriques Madeira Doce
Muita canela e algum caramelo. Seco e austero. (15 €). 80

sábado, agosto 06, 2005

Mateus Rosé (sem indicação de ano ou de proveniência)
Mostra-se adocicado e gasoso, sem chegar a ser docinho. Com gelo, fica menos enjoativo e mais fresquinho. Um verdadeiro refresco. (3,95€)
Opinião do painel:
LP: 65 desde que com gelo (se num dia quente de praia).
F: 65, com gelo, embora as meninas da feira de vinhos da Junqueira valessem mais.
PV: 70

Mistério Vino Dulce
Vinho fortificado de sobremesa, das Bodegas Privilegio del Condado, de Huelva. Notas de canela e caramelo. Muito agradável. (3,65 €, em loja). 82

Muros Antigos Alvarinho 2004
Aroma de erva recém cortadas (Ana). Travo cheio e intenso. A frescura ainda significa muita acidez. No próximo verão ainda vai estar melhor. (8,90 €, em loja) (LP daria 92) 88

sexta-feira, agosto 05, 2005



Torres Coronas Tempranillo 2002
Muita fruta, da congénere do aragonês. Travo muito intenso. Corpo carnudo. (6 €, em loja). 83







Pegos Claros 1998
Delicado e fácil de interpretar. Não tem uma força extraordinária mas compensa em jeito. (5 €, em loja). 82

Dom Salvador Alvarinho 2003
Algo herbáceo, com travo de maracujá, mas bebe-se muito bem. (5,80 €). 83

quinta-feira, agosto 04, 2005



Quinta Vale D. Maria Porto LBV 2000
Muita fruta, picante e áspera. Enche a boca, mas no final vai-se depressa. É o único reparo que merece. (15 €, em loja). 88

quarta-feira, agosto 03, 2005

ORIZON vinho branco
Aroma de adega pouco cuidada. Sabor a remédio infantil, daqueles mesmo maus. Engarrafado por Gonçalves franco Alcobio, Lda., de Alpiarça. (2,60 €, meia garrafa, no restaurante). 49

terça-feira, agosto 02, 2005

Couto de Frades Alvarinho 2004
Ácido e acre. Melhor que um vinho verde normal, mas inferior ao standart habitual dos alvarinhos. Pelo preço, está bem. (3,49€).80

segunda-feira, agosto 01, 2005


Francisco Nunes Garcia Reserva 2000

Aroma intensamente frutado. Travo poderosíssimo e enérgico. Um vinhão. (25 €, em loja). 91

domingo, julho 31, 2005


Conde d’ Ervideira Tinto Reserva 2003
Linear e direitinho, consistente, com muita fruta.
(5,95 €, com a Revista de Vinhos). 83

Quinta da Lixa Verde 2004
Seco e ácido, rude mesmo. Um pouco acre. Verde musculado. (2,35 €). 82
Ensaios Filipa Pato 2003
Jaen, baga e tinta roriz. Toda uma experiência. Dizia o LP que oscila entre a Bairrada e o Dão, com toque de modernidade. Ganha se estiver fresco e respirar. 83


quarta-feira, julho 27, 2005


Messias LBV 1995
Aroma muito expressivo, pouco usal nos Porto. Tem o perfil de um porto velho e a nobreza leal de um colheita. Muito agradável. (7,95 €). 85

Blanc Bruc Hill 2003
De Penedés. Espanholito de corpo e alma: no início, parece altivo, com a madeira muito presente. Depois, ganha-se-lhe confiança e fica macio e delicado. Um señorito, portanto. (6,45 €) 84

terça-feira, julho 26, 2005


Las Cruzadas
Tinto espanhol, sem data nem referências de origem. À venda no “Plus”. Deve ser de uvas e vem em garrafa de vidro. A rolha é boa. Neste blog já passou pior e traçado com seven up foi lindamente. (0,49 €). 66

segunda-feira, julho 25, 2005


Don Luís Cetto Viognier 2003
Mexicano, muito aromático. Travo intenso e poderoso (14%). Talvez seja demasiado potente. (6,90 €) 82

sexta-feira, julho 22, 2005



Encostas de Estremoz Touriga Nacional 2003

Muita fruta doce e intensa, que define um vinho diferente, marcado pela maceração pós-fermentativa, seguramente. É difícil encontrar um contra-rótulo com tanta informação. (4,75 €). 82

quinta-feira, julho 21, 2005



Dão Touriga Nacional 2000
Da Adega Cooperativa de V N Tazém. Aroma incisivo. Mais que o sabor, como habitual no Dão. Travo muito mineral. Vinho antigo, à antiga. Terroir, portanto. 80

Encostas do Rabaçal Touriga Franca 2002
Explosão quente de fruta, rude, que parece ainda vir com casca. 82

quarta-feira, julho 20, 2005


Rosemount Verdelho Chardonnay Sauvignon Blanc 2003
Da Austrália, complexo vínico sofisticado e encorpado. Caramelisado e licoroso. Forte e encorpado (6,75 €). 82

Quinta da Espinhosa Reserva 2001
Dão DOC tinto, de aroma muito persistente. Sabor vivinho e frutado. Intenso e rico na boca. Há, de facto, um Portugal desconhecido que espera por nós. 87

terça-feira, julho 19, 2005


Lavradores de Feitoria Tinto 2003
Aroma vinoso. Travo frutado. Até achocolatado, mesmo. Um pouco picante. (4,75 €, em loja). 84

segunda-feira, julho 18, 2005

Montes Ermos Branco Reserva 2001
Travo de muita madeira, consistente. Notas de peras. Uma agradável surpresa. 84

domingo, julho 17, 2005

Porto Dalva LBV 2000
Muito agressivo, mas com menos potência. Talvez precise de algum esforço de compreensão para que dê o seu melhor. (10,65 €, em loja). 85

Alvarinho Continente 2004
Engarrafado pelas Quintas de Melgaço. Ainda verde e agreste, talvez demasiado ácido. 81

Chateau Haut Bommes Sauternes 1999
Consistente e polido. Algo mentolado. (15 €). 86

Quinta da Lixa Trajadura 2004
É um vinho de comidas fortes. Sardinhas assadas, por exemplo. Saltitante e energético. (2,75 €, em loja). 82

sábado, julho 16, 2005

COMPARATIVO CERVEJAS SEM ÁLCOOL

Resultado da prova pelo painel (4 provadores):
(pontuações individuais de 0/10 e conjunta de 0/40)
  1. Super Bock Twin – 30
  2. Schloss Sin – 29
  3. Cheers Preta – 28
  4. Cheers Ruiva – 26
  5. Claustaler Premium – 24
  6. Cheers Branca – 24
  7. Sagres Zero % - 24
  8. Jansen Preta – 17
  9. Jansen Branca – 16

sexta-feira, julho 15, 2005

Marqués de Riscal Sauvignon 2004
Muitíssimo aromático. Travo quente e seco. Sedoso e escorregadio. 84



Grand’ Arte Alicante Bouschet 2003
Pastoso e espesso. Saboroso. É mais de tempo frio. (9,10 €). 87

terça-feira, julho 12, 2005

Vila Santa Tinto 2001
Fruta vermelha. Mastigável e enérgico. 85

Vinha da Defesa Branco 2003
Muita fruta madura. Maracujá, talvez. Vivo, denso e complexo, cheio de sabor. Quem as paga é a frescura, que é menor. (5,24 € em loja). 83

Pasmados 2000 Branco
Branco velho, enobrecido pelo tempo, mas na idade da reforma. 79

Palacios de Bornos Verdejo 2003
De Rueda. Seco, consistente. Agressivo. Esta bién. 83

D. Ermelinda 2001
Tinto picante e ligeirinho. 80

Beau Mayne 2004
Branco de Bordeaux, seco q.b.. Apesar disso, aromático e frutado. Final vivo, com acento vegetal. Conjunto de grande equilíbrio. (3,95, o copo, em restaurante). 86

segunda-feira, julho 11, 2005

Duas ou três cervejas belgas.



Maes Pils
Pilsener de baixa fermentação. Consistente e incisiva. Talvez a melhor belga para quem não gosta de cervejas belgas.

Stella Artois
Ácida e fresca. Adocicada e simpática.

Primus
Ligeira, ligeirinha. Quase aguada.

Jupiler
Leve e fresca. Parece doce, mas não tem força.

Brugs Belfort
Intensa e rica, ao estilo abadia.

Mort Subite Gueuze Sur Lie
Seca a rude. Vai bem sozinha.

Nostra Domus Leuven
Ambrée intensa. Fortes notas de laranja. Sem ter a sofisticação das cervejas de abadia, é uma cerveja superior.

Chimay Azul 2005
Viva na boca, onde explode em sabores agressivos. Escura e opaca. Sofisticada e complexa.

sexta-feira, julho 08, 2005

Verdelho Quinta das Maias 2002
Já está na curva descendente. Mais carnudo que fresco, ainda tem grandes notas vegetais.

Chardonnay ACRedondo 2003
Travo seco e discreto, a esconder o álcool. Final longo e aconchegado. 80

Cartuxa Reserva 2000 Tinto
Corpo picante, quente e poderoso. 85

Vinhas dos Freires 1999
Está no ponto. Intensa explosão de sabores na boca, que em nada afecta a delicadeza. 85

Grantom 2000
Tinto com grande marca do "terroir". Saborosamente adstringente. 84

quinta-feira, julho 07, 2005

Marquês de Borba Branco 2004
Seco e agreste (a Inês não acha). Se em copo, por algum tempo, fica mais macio. 83

segunda-feira, julho 04, 2005

Dão e Douro em Lisboa: breve incursão.

Pape 2003 Magnum
Aroma de estevas e urze. Ainda está duro e rude.
Inês: 85
LP: 88
PV: 87

Dado 2003
Assumidamente um vinho do "terroir", de perfil clássico, mas com a força dos vinhos modernos.
LP: 87
PV: 87

Quinta dos Roques Encruzado 2004
Este branco ainda está inacabado e tem demasiada acidez. A madeira está bem encaixada.
Inês: 82
LP: 87
PV: 82

Quinta de Cabriz Espumante Bruto 2003
Aroma de maçãs maduras. Travo muito discreto. Bical e malvasia fina.
PV: 89

Quinta de Cabriz Escolha 2003
Aroma fumado e flutuante. Travo potente de cacau, muito amargo.
LP: 90
PV: 90

Vinha Paz 2004
Aroma com notas químicas. Travo ainda agreste e verde.
PV: 85

Vinha Paz 2003
Adstringente e corpulento.
PV: 87

Gouvyias Branco Reserva 2003
Madeira em demasia, tal como a acidez.
PV: 78

Batuta Tinto 2004
Grande vinho do Douro, ainda muito ácido e acutilante.
Inês: 90
LP: 90
PV: 90

Redoma Reserva Branco 2004
Madeira polida, consistente e musculada.
Inês: 89
LP: 85
PV: 90

Charme Tinto 2004
Notas subtis de madeira, muito delicadas.
LP: 93
PV: 91

Pintas 2004
Tinto ainda explosivo e verdasco. Mas será um grande vinho
PV: 91

Pintas 3003
Rico e carnudo. Harmonioso (Inês).
LP: 92
PV: 90

Porto Poças Vintage 2003
Fruta madura picante. Adstringência pujante, mastigável e concentrada.
LP: 93/95
PV: 93

Poeira Tinto 2003
adstringência com muita força.
Inês: 87
LP: 90
PV: 87

Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2003
Alicorado e pujante, com grandes notas da terra duriense.
Inês: 89
LP: 90
PV: 91

Quinta do Portal Branco 2004
Domínio dos citrinos, com resto de flores, algo acidulado. Vinho de verão.
PV: 80

Quinta do Portal Tinto 2004
Ainda está verde e muito áspero, escondendo o travo de fruta vermelha picante.
PV: 81

Quinta do Portal Tinto Grande Reserva 2001
Aroma de madeira, com muita fruta algo ácida. Adstringência muito presente.
PV: 82

Quinta do Vale Meão 2003
Complexo, mas de final com pouca força.
Inês: 89
LP: 91
PV: 90

Quinta do Vale D. Maria 2002
Elegante.
LP: 90
PV: 89

Quinta do Vale D. Maria 2004
Adstringência total e avassaladora.
LP: 92/94
PV: 92

domingo, julho 03, 2005

Pierre Charau Sauternes 2002
Harmonia poderosa. Precisa de algum tempo no copo e de temperatura pouco fria para revelar aromas doces intensos (Inês) de frutos secos e mel. 89

Quinta do Carmo Tinto 2000
Espelho do "terroir", algo vivo e de aroma muito persistente. 85

quarta-feira, junho 29, 2005

Quinta das Maias Verdelho 2002
Acre e adocicado. Tem pouca força. Está na via descendente. (9 € em loja). 80

Encostas de Estremoz Branco 2002
Algo de maracujá, amanteigado. Será de madeira ou do envelhecimento? (2 €, a copo, no Melkia Spirit, Telheiras). 80

terça-feira, junho 28, 2005

Porto Osborne LBV 1999
Acidez picante, de fruta vermelha. Adstringência muito marcante. Final curto. (14,90 € em loja). 82

Quintas de Melgaço Alvarinho 2002
Duro e enobrecido pelo tempo. Já perdeu frescura e o travo a fruta (6,75 € em loja). 80

Murviedro Crianza 2000
Tinto Valência AOC. Misto de terroir e tecnologia. Ligeiro e aguçado. Vai bem com comidas estruturadas. 82

sexta-feira, junho 24, 2005

Periquita 2002
Aroma do campo, em corpo ligeiro e civilizado. Mas de passos curtos. (9 € em rest). 82

Duas Quintas Tinto 2002
A casa Ramos Pinto já teve óptimos vinhos. Este Douro é alicorado e pesado. Denso, algo arrastado. Pastoso, mesmo. Tem alguma dificuldade em libertar-se. (9,9 € em loja). 81

segunda-feira, junho 20, 2005

Terre Magre Friuli Pinot Grigio 2004
Pinot cinzento (?), italiano, com denominação de origem DOC Grave. Sedoso, subtil e delicado. Acelera na boca: o toque à entrada é aquoso, mas o final é musculado e (Inês) agreste. À italiana, é quente. (12 €, em rest.) 84

Casa Miguéis Reserva 2002
Tinto do Douro, com aroma ainda muito fechado. Travo agreste, muito adstringente, a esconder os eventuais aromas. Como tem corpo, fica a esperança. 82

Quinta da Lixa Loureiro 2004
O ligeiro pico de gás torna-o vivaço. Insustentavelmente leve, no bom sentido, porque a ligeireza é sustentada. Travo a lembrar frutas exóticas. (2,35 €, em loja) 85

quinta-feira, junho 16, 2005

Bridão Merlot 2001
Aroma poderoso. Travo carnudo e picante. Corpo densíssimo e pastoso. Fruta muito presente, mas sem destoar da harmonia do conjunto. Agradável surpresa. 89

Quinta de Cabriz Encruzado 2003
Branco de madeira, muita madeira, de travo um pouco amanteigado. Corpo consistente e algo adocicado. 83

quarta-feira, junho 15, 2005

Torres Viña Sol Branco 2004
Parece um cava, mas não tem gás: travo de maçãs maduras e corpo quente. Está prontíssimo a beber. (4,55 €, garrafa de 18 cl em rest.). 80

Torres Sangre de Toro 2003
Tinto clássico, renovado. Agora tem perfil moderno, frutado e saltitante, nervoso e vivaço. Polivalente, foi bem com tapas de fim de tarde. (4 €, garrafa de 18 cl em avião). 80

Viña Lanzar Rosado
Do ano, refere-se no contrarótulo que foi “embotellado con las máximas garantias de higiene”. Embora com isto se diga tudo, adianta-se ainda que parece um palhete de tinto, diluído em água. 70

Suter Semi Seco
Espumante catalão, da zona do cava, embora não classificado. Parece cidra. Até no forte travo a maçãs. 70

Viña Lanzar Tinto 2003
Para beber frio. Iria bem num piquenique, no campo. Alguma fruta, ainda verde. Adstringência vem vincada. 75

terça-feira, junho 14, 2005

Quinta da Lixa Vinho Verde 2004
Frescura total. Acidez equilibrada, sem conceder na acutilância. Pode vir a ser o vinho de combate do verão. 80

Champagne J de Telmont Brut
Subtileza e delicadeza. Vai bem a solo, como aperitivo. 80

Aalto 01
Tinto Ribera del Duero, modelo de modernidade no velho mundo. Elevação, que resulta da sofisticação a que chegou a ciência vinícola. 90

Quinta de Alderiz Alvarinho 2003
No primeiro impacto, o aroma é poderoso. O travo revela-se herbáceo e pouco subtil. É pouco fresco e apresenta-se mais em força que em jeito. (9 € em loja). 78

Moscatel do Douro Adega Coop de Favaios
Este tipo de vinho já se popularizou como alternativa ao “martine” e até é vendido em pequenas garrafinhas de uma dose. Docinho e meloso, se estiver fresquinho vai que nem ginjas. Se aquecer, torna-se enjoativo. Ou se gosta ou não. (4 € em loja). 73

Vinha Padre Pedro 2002
Tinto da Casa Cadaval, com muita fruta e alguma madeira. Algum picante num corpo equilibrado. 82

Tinto da Talha 2002
Alentejano de tradição, revelando uma harmonia perfeita, sem notas dissonantes. Corpo bem encaixado na adstringência, evidenciando fruta verde. (8,5 € em restaurante). 85

Herdade do Pinheiro Tinto 2001
Muita baunilha e fruta vermelha picante. Denso, apesar de delicado e suave. (8,2 € em restaurante). 82

Quinta de Cabriz Tinto Colheira Seleccionada 2003
Ainda está em construção e os seus muitos sabores ainda estão à procura do sítio deles. A adstringência ainda não conjuga com o corpo e o travo ainda é saltitante. Mas promete. (2,95 € em loja). 80

sábado, junho 04, 2005

Porto Quinta do Infantado LBV 1998
Sólido e bem feito, mas sem alma e pouco vistoso. 12 € em loja. 78

Garopoli Verdicchio Castelli di Josi 2003
Seco e fechado (Inês). Muito reservado, precisa de algum calor para se libertar. Por isso, não deve beber-se gelado. É consistente mas não é exuberante nem óbvio. 12,5 em rest.. 80

Monte das Servas 2001
Tinto alentejano com perfil tradicional. Corpo médio, com adstringência viva, que não esconde alguma fruta. 8,6 € em rest.. 80

Homenagem a Hans Christian Andersen 2005
O vinho é de 2003, todo ele feito de syrah. Embora o engarrafamento deste lote de 5000 garrafas tenha especiais propósitos, o restante, não que atinge as exigências para ser engarrafado como Incógnito (Carrie dixit). Está ainda algo fechado, mas revela já corpo sofisticado. Acredita-se poder vir a melhorar e a prolongar o seu final. 22 € em loja. 89.

Osborne Porto LBV 1999
Corpo picante. Algo de fruta madura. É pena não ter um final mais persistente. 16,95 € em loja. 86

quinta-feira, junho 02, 2005

Calços do Tanha Tinto 2001
Está no ponto. Atingiu o auge da sua delicadeza e suavidade, sem ainda ter perdido sofisticação e força. 88

Freixenet Cordon Negro Cava Brut
Este espumante catalão é algo agridoce, com travo forte de maçãs maduras. 79

Bridão Cabernet Sauvignon 2001
Do Cartaxo. Aroma nobre e algo abaunilhado, a que corresponde um travo picante e herbáceo. Vinho de perfil moderno, com óptima relação preço/qualidade. 3,45 € em loja. 80

Angelus Tinto 2001
Equilibrado e sem defeitos, este vinho de combate das Caves Aliança não é tão mau como os outros vinhos de avião costumam ser. 75

Graham´s Porto LBV 1998
Algo picante e persistente. Corpo mediano para a categoria, mas agradável. Para a TAP, está bem. 80

Domaine du Moulin David Muscadet Sur Lie 2003
Da zona de Loire e Maine, este branco tem um travo seco e vegetal, Ácido e fresco, sem ser agressivo. Pareceu muito versátil, embora não pretenda grandes voos. 13 €, meia garrafa, em rest. 80

Chateau de L’ Enclos Bordeaux 2000
O velho mundo no seu melhor. Agreste, vivaço e pouco consistente. Está ao nível de cantina self-service, mas também iria bem com sardinhas assadas. 2,85 garrafa de 25 cl.. 70

Pinot Blanc Bestheim Réserve 2003
Vinho Alsace AOC, evidenciando muita fruta, muito madura. Consistente e sólido. Acompanhou com delicadeza a personalidade forte de ostras ao natural. 10,95 €, meia garrafa em rest. 85

Terras do Pó Branco 2003
Exclusivamente de Fernão Pires, este vinho é aveludado (Inês), vigoroso e determinado. Não é ácido. Moderada, mas claramente fresco. 9,5 € em rest.. 85

Eugénio de Almeida Branco 2003
Aroma maduro. Correspondido pelo travo muito frutado e carnudo. 9,5 € em rest.. 80

Morgadio da Torre Alvarinho 2003
Ligeiro e com pouco corpo. Mais fresco que rico. 9 € em loja. 84

Quinta do Ameal Loureiro 2003
Frescura rica. Travo intensíssimo de citrinos e maracujá. 11,5 € em rest.. 85

Covela Branco Escolha 2003
Mais floral do que seria de esperar num chardonnay. Também menos agreste e mais urbano. 12,5 € em rest.. 86

Chateau de la Riviére Sauternes 2001
Muito amãçazado e doce. Travo intenso. Frutas exóticas. 11 € em loja. 85

Dom Salvador Alvarinho 2003
Pêssego e maracujá. Lixias (LP). Muito fresco. Algo ácido. 9 € em loja. 80

Adega de Pegões Branco 2003
Fruta discreta, em corpo elegante. É o que é, mas não deixará ficar mal. 4,5 € em rest.. 80

Herdade do Esporão Touriga Nacional 2002
Agressivo (15% de teor alcoólico !). Adstringência pujante. Harmonioso. Chocolate: mais que frutos vermelhos (Inês e Ana). 88

segunda-feira, maio 23, 2005

João Pires Tinto 2004
Aplicar a vinho tinto a fórmula do campeão dos brancos “de gaja” deu um resultado de uma insustentável leveza. Embora adstringente, a sua impressão dissipa-se rapidamente, apenas deixando marcas amargas. Leviano no preço, também. (7,6 €) 72

domingo, maio 22, 2005

Murganheira Reserva Bruto
Fino (LP), vivíssimo e muito urbano. 85

João Portugal Ramos Syrah 2001
Muito corpo, mas sem rudeza. Grande densidade de fruta madura. Personalidade incisiva. (12 €) 86

Touriga Nacional 2001
Grande aroma. Travo pujante. Embora nada mineral, transpira a terra. 85

sexta-feira, maio 20, 2005

Quinta de Cabriz Colheita Seleccionada 2003
Dão, mesmo para quem não gosta de Dão. Simples e quente. Adstringente sem ser grosso. Destrona o Esteva na categoria do “melhor preço qualidade” on a daily bases. 78

Quinta de Lagoalva Talhão 1 Branco
Frescura incisiva, talvez mesmo cortante. A acidez está a decrescer. 74

Quinta de Lagoalva Castelão e Touriga 2002
Aroma muito vinoso. Rudeza do castelão sem a consistência da casta. Ácido e rude. 71

Convento da Tomina tinto 2002
Quente e picante. Pastoso, espesso e terroso. Amargo e muito adstringente. 78

Quinta de Cabriz Encruzado 2003
Este branco tem muita madeira. Polida, mas madeira. É intenso e masculino. 80

Pias Tinto 2003
O castelão dá-lhe travo vivaço e corpo. As outras castas – trincadeira e aragonês – retiram do conjunto o carácter pastoso. 74

Encostas de Enxoé Reserva 2003
Tinto algo picante, mas pouco consistente. Acidulado e verde. Talvez melhore. 73

segunda-feira, maio 16, 2005

Fontanário de Pegões Branco 2003
Fruta discreta e delicada, revelando uma personalidade bem segura. Relação preço/qualidade imbatível. (2 €) 80

sexta-feira, maio 13, 2005

Reguengos Branco 2003
Fruta intensa e quente, embora não madura. 75

Reguengos Tinto 2003
Verde e adstringente. Travo ácido a sugerir morangos. 72

domingo, maio 08, 2005

Finca Flinchman Chardonnay 2004
Argentino, de Mendoza. Ácido e pouco amanteigado. Ainda está demasiado jovem. Para chardonnay, é ligeiro demais. (6 €) 80

Chantet Blanet Sauternes 2002
Doçura muito potente e algo rude. Travo de lichias. Em ano menos bom, este Sauternes não é mau. (11 €) 85

Viña San Roman 2000
De Toro. Muito abaunilhado. Pastoso e picante. Musculado e masculino. (25 €) 88

Quinta Quietud 2000
Outro Toro. Delicado e sofisticado. Subtilmente adstringente. 88

sábado, maio 07, 2005

Quinta das Maias Verdelho 2000
Está no limite. Travo de fruta passada. (7 €) 75

Vila Santa 2000
Acutilante e áspero. Algo agreste. 80

JP Moscatel de Setúbal 1995
Travo intenso de canela, doce e poderoso. 85

Esporão Reserva Branco 2003
Muita madeira. Corpo e sofisticação. 83

Gundlach Bundschu Cabernet Sauvignon 2001
O nome é estranho para um vinho da Califórnia (Rhinefarm Vineyards, Sonoma). O travo é muito picante e pastoso. (33 USD) 85

sexta-feira, maio 06, 2005

Ensaios F.P. Arinto Bical 2003
Travo azedo, mas salutar, de maçã boterizada. Não é fresco, nem frutado, nem moderno, nem feminino. É um vinho de ensaio, diferente. 85

Pintas 2001
Aroma de couro. Enche a boca com a delicadeza e a subtileza de um Douro tradicional. Ao mesmo tempo, tem um perfil musculado, de novo mundo. Arrasta-se num final picante e prolongado. (50 €) 90

sexta-feira, abril 29, 2005

Olhada ao novo mundo.

Austrália

Willowglen Semillon Chardonnay 2004
Produzido na Southern Austrália. Vinho moderno, fácil, consensual, embora de perfil encorpado. O semillon quase anula o travo amanteigado do chardonnay. Também o aroma é discreto mas expressivo. Na boca fica alguma robustez de fruta madura. (De Bortoli) 84

Willowglen Shiraz Cabernet 2004
Apimentado e campreste. Algo wild, talvez por ainda estar verde. Taninos bem vivos e mastigáveis. No final, algo de chocolate. 79

Diva 2002 Sangiovese Shiraz
A fusão de uma italiana, tradicional da Emiglia Romana com uma turca, deu um vinho frutado e picante. Travo de chili pepper. Honesto, mas algo curto. (Coriole Vineyards, Mc Laren Vale)
82


Nova Zelândia

House of Nobilo (Malborough) Sauvignon Blanc 2004
O Novo Mundo no seu esplendor. Aroma doce, de um ramalhete de flores perfumado. Na boca, frescura ácida mas não agressiva. Algum corpo e final digno. (Nobilo) 84


África do Sul

Bramptom Shiraz Viogner 2003
Aroma poderoso de chocolate preto. Fresco e jovem. Fruta, muita fruta. Grande adstringência e final longo. (Rustenberg Wines) 87

Bramptom Sauvignon Blanc 2004
Aroma de flores. Radioso, Mesmo resplandescente. Na prova é mais fresco e ácido. Muito floral. Fácil e ligeiro. 80

quinta-feira, abril 28, 2005

Casa Cadaval Pinot Noir 2002
Aroma achocolatado. Tem que arejar com calma, preferentemente já bem instalado no copo. Travo mais amargo no final, talvez de cacau. Este pinot é tão subtil que se torna complexo. Mesmo complicado. Algo incompreensível até. Feminino, portanto. (10,17 €) 75

quarta-feira, abril 27, 2005

Pic Saint Loup Syrah Gernache
A syrah robustece a garnacha deste AOC Languedoc. Ou será a garnacha, típica desta pequena região a alicorar, com travo ocre, aquela? O resultado não é notável. A garrafa não indica o produtor nem o ano do vinho. A British Airways devia ter mais critério nos vinhos que oferece. 72

sábado, abril 23, 2005

Quinta do Crasto Douro Tinto 2000
Apesar da idade, revela um aroma rico, a fruta ainda fresca. Enche a boca com delicadeza. Acidez discreta e adstringência mínima. Pena faltar-lhe um pouco mais de corpo. (9 €) 80

Prince de Saint-Aubin Sauternes 2003
Aroma ainda um pouco imaturo, a precisar de crescer. Da mesma forma, no início, o travo ainda é um pouco herbáceo. Depois de um pouco no copo liberta-se da carga genética da podridão nobre e ganha corpo pujante de doce. (7 €) 85

Quinta de Cabriz Superior 2001
Picante, insidioso e vivaço. É muito ácido e tem que abrir em copo largo; então, fica consistente. 85

sexta-feira, abril 22, 2005

Osborne Solaz 2000
Tinto Tierra de Castilla, de tempranillo e cabernet sauvignon. Aroma vigoroso e vinoso. Travo mineral. É um vinho quente, claramente impressionado pelo terroir onde nasceu. Redondo e sem defeitos, é algo curto. 75

domingo, abril 17, 2005

Campo Ardosa 2001
Tinto de perfil moderno. Inicialmente é picante e saltitante, a encher a boca. Depois, arejando bem, ganha um claro travo mineral, liso, tradicional do Douro. 80

Chryseia 2003
O achocolatado poderoso domina vários outros sabores ricos. É já um vinho de outra dimensão, mas ainda vai melhorar. 90

Porto Poças Colheita 1992
Muito delicado e sedoso. Está absolutamente no ponto. 85

domingo, abril 10, 2005

João Portugal Ramos Syrah 2001
Desta casta, esperava-se algo menos ligeiro e discreto. 83

Porto Ramos Pinto LBV 1997
Estrutura suficiente, a não desmerecer. Mas falta-lhe profundidade e densidade. 85

sábado, abril 09, 2005

Rápida Incursão na Rota dos Vinhos da Alsácia

Domaine Paul Dock (Heiligenstein)
Riesling 2003
Muitíssimo seco, quase acre.Aguentou bem uma choucroute garnie, cuja couve, aliás, foi cozida nele. 73

Pinot Blanc 2004
Delicado e ligeirinho. Irá melhor como aperitivo, sem mais nada. 80


Domaines du Chateau de Riquewihr (Riquewihr)
Riesling Vendanges Tardives 1997
Finesa. Presença muito poderosa, mas sem agressividade. 83

Tokay Pinot Gris 2001
Seco, mas muito aromático. 80

Tokay Pinot Gris Grand Cru Sporen 2000
Rico, elegante e complexo. Muita frescura. Algum travo herbáceo. 82


Bernard Schwach (Riquewihr)
Tokay Pinot Gris Altenbourg 2002
Doce, forte e intenso. Travo de frutos secos. 80

Cave Vinicole de Ribeauvillé (Ribeauvillé)
Riesling Vendanges Tardives 2000
Seco, sem ser áspero. Nobre e harmonioso. 85

Gewurztraminer Vendanges Tardives 2002
Nobre, com algum travo herbáceo. 83

Tokay Pinot Gris Vendanges Tardives 1998
É tão doce que, se não estiver frio, pode ser demais. Mel de eucalipto. 87


W. Gisselbrecht (Dambach-la-Ville)

Riesling Vendanges Tardives 1997
Muito seco. Algo epicée. 78

Gewurztraminer 2002
Muito doce. Frio, será agradável. 82

Pinot Noir 2003
Discreto e redondo. Um ligeiro travo de groselhas. 79

quinta-feira, abril 07, 2005

Klipfel Sylvaner 2003
Esta é a casta mais rude da Alsácia. É encorpada e menos delicada que as outras. Este vinho, corresponde. Tem algum aroma, correspondido no travo de fruta madura. Talvez maçãs. 79

quarta-feira, abril 06, 2005

Klipfel Riesling Alsace AOC
Embora o aroma seja pouco expressivo, o travo é agradavelmente vegetal e muito floral. O primeiro impacto impressiona mais que a continuação. Fica um sabor rústico, do campo (embora seja um campo organizadinho e limpo, quase tão polido com um jardim). 80

Les Petites Arcades Terret Sauvignon

Ligeiro e algo ácido. Vivinho, mesmo. Redondo e equilibrado. "Comme ci, como ça". 75

terça-feira, abril 05, 2005

Vila Régia Tinto 2002
Robusto e estruturado. Da categoria dos vinhos que podem pedir-se, em restaurantes, sem que deixem ficar mal, mas também sem deslumbrar. 78

Porto Cruz Tawny
Bastante doce. Mas como é algo picante, mostra-se activo e vivaço. Posiciona-se bem na sua categoria. E da Air France não se esperava tanto. 80

segunda-feira, abril 04, 2005

Verdelho 2004
Da Herdade do Esporão. Aroma muito pujante e floral. Talvez de flores do campo a desabrochar. O travo ainda está verde, o que é normal num vinho meio ano. Vai evoluir e acompanhar o aroma. Toque doce, dizia a Inês, secundada pela Ana que acrescentava ser frutado. Talvez esteja no ponto quando tiver dois anos. Para já, 85

sábado, abril 02, 2005

Encostas do Rabaçal Reserva 2001
Este tinto, com 14% de teor alcoólico, tem bastante corpo, sem que isso o faça rude. Tem uma complexidade moderada, que lhe dá harmonia. 83

sexta-feira, abril 01, 2005

Martha’s Porto White
Docinho (é mesmo melado) e (se geladinho) refrescante. Como aperitivo, é uma boa alternativa ao martine. 75

quinta-feira, março 31, 2005

Adega de Pegões Colheita Seleccionada Branco 2003
É mais que repetente por aqui, o que já diz algo. O chardonnay dá-lhe corpo, sem o amanteigar. O arinto dá-lhe vigor. O conjunto revela-se delicado. Talvez seja efeito do pinot blanc. Rico vinho. 86
Alvarinho Pingo Doce 2003
Produzido por Anselmo Mendes, que em matéria de alvarinhos não precisa de apresentações. Furtado e doce. Equilibrado e consistente. 85

Porto Mistura Real Aloirado Doce 1756/1956
Da Real Companhia Velha. Muito delicado. Refinado, mesmo. Ultra doce, algo alicorado. Um berdadeiro néquetar. Uma antiguidade. Mais que isso, é uma peça de museu. Aliás, era… 89

terça-feira, março 29, 2005

Santa Valha Tinto 2003
Este VQPRD Valpaços já andou por aqui, há uns meses. Adstringente e carnudo. Mastiga-se e enche a boca de picante. Talvez ainda um pouco rude. 78

segunda-feira, março 28, 2005

Cancelão 2001
Douro tinta, da Adega Cooperativa de Vila Real. Aroma vivo, de fruta discreta. Travo sem arestas dissonantes, algo arredondado até. É equilibrado e tem força e alma suficiente. É o que é. Afinal, nas cooperativas ainda se faz vinho bebível. 75

Encostas do Rabaçal Touriga Franca 2002
Da Adega Cooperativa de Valpaços. Varietal de corpo potente (14% de teor alcoólico) e rude. Travo adstringente de amoras do campo, que se cola na boca. Com grelos e alheiras foi bem. 80

Encostas do Rabaçal Trincadeira Preta 2002
Algo químico. Sabe a fruta verde. Agressividade ácida. 74

Vinho do Amigo Lauritão sem rótulo nem data
Fresquinho, numa merenda de primavera no campo, irá que nem ginjas. Ligeiro pico de acidez. Gasoso e muito alcoolizado. 68

Palmela VQPRD Pingo Doce Reserva 2000
Vem do Hero do Castanheiro e tem a marca do castelão francês. Adstringência e acidez típica. Mastigável, cola-se na boca. Exige acompanhamento. 80

Porto Desintervenção Aloirado Doce
Da Real Companhia Velha. Embora não tenha data, esteve quase trinta anos na cave de Chaves. Tornou-se sedoso, com aspecto âmbar. Ganhou densidade gordurosa muito nobre e delicada. Confirma o cliché: quanto mais velho, melhor. Alguém dá uma ajuda na explicação do nome do vinho? 90

Vinha da Defesa Tinto 2000
Vinoso e algo duro. Pujante e enérgico. Algo agreste. 73

Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2001
Frio (de carácter, que não de temperatura). Adstringente como diospirus. Travo de morangos verdes. 80

Almeida Garrett Chardonnay 2001
Nada amanteigado, muito discreto e subtil. 80

Cistus Reserva 1999
Douro à antiga, mas não à antiga portuguesa. O travo revela restos de fruta, já enobrecida. Delicado e sofisticado. Perdeu a adstringência mas sobrou o picante. 89

Porto Quinta da Devesa Garrafeira Particular

Não tem data, mas estava na cave de Chaves há perto de 40 anos. Cor âmbar carregada. Licoroso e luminoso. Sedoso e discreto, mas potente. Predomina um intenso travo de caramelo. Valeu a pena guardá-lo. 90

Montes Ermos Reserva 2003
Branco Douro, de Freixo-de-Espada-à-Cinta. Travo forte de ananás, algo amanteigado, denotando claramente a madeira onde estagiou. Corpulento e potente. Muito masculino. 78

Dólmen Tinto 2003
De Valpaços, vinho regional Trás-os-Montes. O rótulo está renovado e o vinho também. Está melhor que as colheitas anteriores. Não consegue libertar-se do carimbo de vinho corrente. Mas tem uma boa relação preço/qualidade. 70

Calços do Tanha Tinto 1994
Este foi um ano importante para Manuel Pinto Hespanhol, o produtor. Esta garrafa, que o próprio já não tem, ganhou o estatuto da idade. O vinho ganhou em nobreza, delicadeza e sofisticação. Sem perder o carácter, já tem o vigor domesticado. 85

terça-feira, março 22, 2005

Espumante Bruto da Casa – Simões dos Leitões
Este vinho caseiro da Mealhada tem um forte travo de fruta madura, mas não é campestre. Pelo contrário, mostra-se polido e educado. Tem graça e força. Está bem para um leitãozinho bairradino. 80

Martim Codax Albariño 2003
É delicadíssimo, revelando uma acidez fresca e fina. Ainda vai ganhar corpo e complexidade, mas já é um gran vino. 89

Hacienda Monasterio 2001
Ribera del Duero de perfil moderno e aroma impressionante, que salta do copo, invadindo o nariz, perdurando. Travo de baunilha, muito pastosa e consistente (Zé dizia cerejas). Depois de arejar, torna-se picante e insidioso. 90

Dona Estela 2003
Verde branco de origem geográfica não revelada. Mais vale assim. Seco e duro. Agressivo e agreste. 65

segunda-feira, março 21, 2005

Chantet Blanet Sauternes 2002
Se não for bastante arrefecido revela bastante a podridão nobre que caracteriza a sua origem. Bem frio, deixa de ser acre e, embora seja mastigável, mostra-se delicado e doce. Chega mesmo a ser sedoso. 90

Marques de Griñon Rioja 2000
Vinho da terra. Fresco e leve. Não se diria ser um varietal de tempranillo. 72

domingo, março 20, 2005

Freixenet Cordon Negro Brut
Os cavas são mais normalizados que os espumantes portugueses e os campagnes. Não é fácil encontrar maus. Este, confirma a regra e não destoa. Revela um ligeiro travo de maçãs amargas mas não ácidas. 80

Vinha d’ Ervideira 2002
Este branco evoca flores do campo, intensas e agrestes. Bastante corpo e consistência. 78

Cistus Grande Reserva 2000
Nova prova de um grande vinho, ao nível dos melhores portugueses. Mastiga-se e degusta-se a riqueza de sabores. Ramalhete de flores selvagens. 92

Quinta de Vale Meão 2002
O aroma tem um impacto potentíssimo no nariz. Perdura e perdura… No travo, muita fruta. Sofisticação e delicadeza. 92

Quinta de Santa Bárbara Vintage 1999
Porto muito equilibrado e subtil, embora não tenha grande intensidade (Zé dixit). Composto, enchendo a boca de caramelo, é um excelente Porto. 92

sexta-feira, março 18, 2005

DFJ Vega 2000
Douro tinto de uma casa do sul. Aroma freco e jovial. Travo harmonioso, sem arestas. Talvez seja demasiado bem comportadinho, porque lhe falta um pouco de força e carácter. 75

Taylors Select Port
É, assumidamente, um vinho da 2ª liga. Não pretende bater-se com os grandes da mesma casa, mas no seu campeonato está em lugar confortável. É rico e adstringente, embora não tenha muita estrutura ou complexidade. Mas vai bem. 79

segunda-feira, março 14, 2005

Planalto Branco Reserva 2003
Corpo composto e equilibrado, que não desmerece. Consistente e intenso. Travo de fruta madura. Para um branco seco, é bastante fresco e agradável. Deve ser bem arrefecido. 80
Alto da Guia 2002
Douro tinto. Aroma fresco e vivaço, que dura e dura. Adstringente e pujante, com travo de terra. Douro moderno, sem fugir ao main stream. Algo selvagem. 80

Vallado 2002
Outro Douro tinto. Desta vez, o aroma é predominante de carne fumada. Presunto transmontano, pouco curado e mole. O travo é mais seco: é de couro intenso. Muito adstringente, espesso e nada subtil. Estas peculiaridades dificultam muito a tarefa de encontrar-lhe companhia adequada. 78

sexta-feira, março 11, 2005

Cartuxa Branco Colheita 1997
Sem desmerecer, pode com propriedade chamar-se-lhe um branco velho. Como uma velha senhora, nada tem de vivaço, é ponderado e nada exuberante. Embora ainda esteja em boas condições, tem algum azedume de carácter. Foi bem com pizza. 70

quinta-feira, março 10, 2005

Robert Mondavi Private Selection Pinot Noir 2001
De Monterey, Central Coast da Califórnia. Aroma arrasador de selva tropical. O travo é muito mais delicado e subtil. Tem um final insidioso e longuíssimo, deixando na boca um aroma de chocolate, algo abaunilhado, que com o tempo fica mais denso. 91

Verde Tinto da Tasca do João
Insustentavelmente leve, com espuma muito rosada, que se desfaz em acidez vivaça. Espesso e pastoso (são sedimentos, mesmo). Resolveu um complexo problema: qual o melhor vinho para uma lampreia com arroz? Neste contexto, não tem defeitos. 70

quarta-feira, março 09, 2005

(Pela primeira vez e a título excepcional, segue-se uma nota de prova de algo que não se bebe em sentido próprio)

Sideways
É definitivamente um filme sobre vinhos.
Não obstante, mesmo quem preferir beber outra coisa, vai divertir-se muito. E vai ouvir falar das peculiaridades da arte, com que poderá depois impressionar os amigos. Vai ainda familiarizar-se com palavras como fermentação malolática, cascos de carvalho francês ou pinot noir. Vai, por último, surpreender-se com uma boa história de vitória do bem na eterna luta contra o mal.
Alguns, ficarão mesmo enternecidos com as desventuras das almas que são gémeas e se cruzam sem se verem e das que se vêm sem o serem.
Eu, que sou bebedor (não me soa bem apreciador), senti que o filme é sobre eu mesmo. Sobre cada um de nós. É uma catarse, mas bem disposta. E, enologicamente, irrepreensível.
Em todo o caso, tem que esperar-se pelo DVD, para rever, em condições apropriadas: num filme destes devia ser permitido trocar as pipocas por um copo de tinto.
Se fosse vinho, a nota era 90.

terça-feira, março 08, 2005

Portal do Fidalgo Alvarinho 2003
Há quem goste de morenas e quem prefira loiras. Quanto a alvarinhos, que perdoem os outros, mas este é o escolhido. É assim a vida. Aroma subtil mas bem presente. Travo com personalidade sem pretender alardear força. Corpo bem consistente, sem se perder em curvas desnecessárias. Fruta e acidez q. b.. Em suma: tudo no sítio. 92

Monte Velho Tinto 2003
Juventude equilibrada e que não deixa ficar mal. Muita fruta, embora algo verde. 79

domingo, março 06, 2005

Quinta dos Aciprestes 2001
Referência habitual por aqui. Muito chocolate, mas amargo. Algo picante. Pujante e agressivo. No Douro, esta relação qualidade/preço é difícil de bater. 88

Quinta de Cabriz Encruzado 2003
Os brancos modernos são assim, musculados. Também são herbáceos e vegetais. Nada delicados (ou femininos, se se quiser…). Este tem a adstringência domada e faz boa companhia a entradas ligeiras. Não é selvagem e está no ponto. 85

Domingos Damasceno de Carvalho 2003
Tinto Terras do Sado em que o castelão está presente e bem presente. Marca o vinho, mas não dá nas vistas de forma exuberante, deixando que as outras variadas castas mitiguem a robustez e a adstringência com alguma diversidade de aromas. É vigoroso e activo. 85

Zambujeiro 2001
Não é fácil descrevê-lo. Parece um vinho à antiga. Ligeirinho, mas muito incisivo. Muito delicado. Chega a ser solene. Não precisa de evocar a linhagem, para deixar claramente perceber a sua categoria superior. 90

Dalva Vintage 2000
Porto de excelência. Enche a boca com a sua subtileza rica e pujante. Muito picante, deixa colado à boca um travo de cerejas maduras. 93

domingo, fevereiro 27, 2005

Château Bastor-Lamontagne Sauternes 2001
2001 foi um grande ano para os Sauternes, dizem. Este vinho, ainda não atinge a perfeição. Açúcar musculado (de frutas tropicais maduras) que se bebe bem porque é domesticado pelo álcool. Deve ser muito refrigerado, para que os travos selvagens e dissonantes arrefeçam os ânimos. Muito denso e complexo. Robert Parker (no Wine Advocate de Junho de 2004) pontuava com 91 em 100, pela expectativa da evolução que vai ter. Por aqui, pelo que agora é, ficamos por 90.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Bright Brothers TFN 1998
Douro tinto, varietal de tourigas francesa e nacional (TFN). Se Mahler entrasse no campeonato das valsas, este vinho era uma valsa de Mahler. Vale por dizer que é um tinto à antiga portuguesa, com apenas 12 graus, travo mineral e aroma de pipa velha, sem descuidar a intensidade do travo. Dignidade e elegância (é mesmo sofisticação), sem perder a pronúncia do norte. 89

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Côtes de Duras Sauvignon AOC
Algo doce, com travo de maçãs doces, talvez notas de pêssego. Redondo e sem arestas. 73

Vila Régia Tinto 2002
Ligeirinho e fácil. Consensual e de fácil interpretação. É um bom vinho, sem notas dissonantes. Aguenta a generalidade dos acompanhamentos e não se dará mal sem eles. Mas, não será nunca protagonista. Como a um automóvel utilitário, não se lhe pode pedir demais. 79

domingo, fevereiro 13, 2005

Esporão Branco 2003
Muita madeira. Muito travo vegetal. Aroma muito intenso, que revela um grande corpo. 90

Pedro Ximen Malaga 2 años sweet noble
Vinho licoroso, das Bodegas Quitapenas. Além do mais, vale pela curiosidade. Para lá disso, irá muito bem no fim da refeição. Rico de sabores, de interpretação complexa. Muito doce. É difícil quantificá-lo, mas por comparação com outros digestivos, vale 84.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Redoma Branco 2001
Velho conhecido deste blog. Sente-se bastante a madeira, que apesar disso está na dose certa. Já está bastante domado. Civilizou-se. Vale por dizer que arredondou. 90

Cistus Grande Reserva 2000
Ligeira acidez que lhe dá vivacidade. Adstringência discreta, mas muito marcante. Grande complexidade. Final não tão longo como o resto mereceria. 91

Vale Meão 2002
Outro vinho já referido. Adstringência vigorosa. É importante bebê-lo por um copo que, por um lado, liberte a acidez e o nervoso miudinho que ainda tem, mas por outro não lhe faça perder o aroma persistente. Final longuíssimo. Tem tudo no sítio. Só é penalizado pela sua ainda muita juventude. É que, vai ficar ainda melhor. 92

Graham’s LBV 1998
Muito picante e no resto compostinho. Sem ser um corredor de fundo, não deixa ficar mal. 84

domingo, fevereiro 06, 2005

Encostas de Estremoz Touriga Nacional Selecção 2003
Picante, vivaço e nervosinho. Ainda está um pouco verde, mas vai melhorar. 80

Pousada LBV 1997
Muito picante e acutilante. Aroma incisivo. Sem conceder na robustez, não tem arestas. Com o pormenor de que foi aberto, decantado (é um não filtrado) e deixado bem fechado até ao dia seguinte. E só então provado. Valeu. 90

Angelus 2003
Branco estereotipado e escorreito. É Bairrada, mas podia não ser. Para vinho de avião, não está mal. Nem bem. 72

Grão Vasco 2003
Outro branco de avião. No Gato Fedorento diriam “este é outro…”. Outro vinho. DE avião. Igual ao anterior. Um nadinha mais encorpado e complexo. 73

sábado, fevereiro 05, 2005

La Fleur Baron Sauternes 2003
Vinho mastigável. Não tem travo de fruta: é fruta. Nariz prolongado. Boca cheia de delicadeza sedosa e sofisticação. Equilibrado e muito poderoso. 90

Sauvignon Club des Sommeliers AOC Pays d’Oc
Aroma muito frutado. Travo intenso de maçãs ácidas, mas bem maduras. 79

Gisselbrecht Pinot Noir 2004
AOC Alsace. Novíssimo, mas não se diria, porque tem a cor transparente de um palhete. É licoroso e adocicado. Pode ter estagiado em cascos velhos. Ou então pode ter levado álcool para quebrar a fermentação. Percebe-se que esta casta venha sendo usada para fazer vinhos brancos. 70

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Baron de Martinay Bordeaux AOC
Tinto, para quem nao gosta de tinto. Redondinho, agradavel, muito leve e nada adstringente. Ligeiro travo a castanhas. 76

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Rochebrune Côtes du Rhone
Tinto de consumo corrente, sem data; daqueles que se vendem nos restaurantes de self-service. Bastante arredondado e consensual. Vai com qualquer comida, mas näo enriquecerä nenhuma. 70

Gustave Lorentz Edelzwicker 2000
Os brancos da Alsacia (este é de Bergheim) säo sempre irritantemente civilizados e irrepreensïveis. Säo sempre muito coquettes; frutados e delicodoces. Delicados e doces, mesmo. Mas näo däo pica. 75

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Angelus 2001
Classico tinto da Bairrada, a antiga portuguesa. Masculino e adstringente. é pena ter um final curto. 75

Vila Régia Tinto 2002
Honesto e bem comportado; mas modesto e sem ambiçöes. Travo de fruta verde. Exige comida. 73
Mural Douro Tinto 1999
Talvez estivesse frio. Ou então era do copo. Pode não ter arejado suficientemente. Mas a garrafa e o rótulo são bonitos. 65

Portal Moscatel do Douro
O moscatel da Quinta do Portal de 1996 era consistente e estruturado. Tinha corpo e dignidade. Este, sem data, é feito de forma diferente, em bica aberta. Fica mais refrescante mas, entre outros, perdeu cor, corpo e alma. Tal como a geropiga, não é para guardar. Beba-se já, ou então no próximo verão, numa esplanada, com água tónica. 71

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Tinto da Ânfora Grande Escolha 2001
Vinho alentejano, de Arraiolos, licoroso e denso. A touriga nacional está domesticada, embora não esteja dócil. Pelo contrário, revela um grande corpo, com músculo. 88

Porto Dalva LBV 2000
Tem substrato e corpo. Muito saboroso picante e acutilante, sem arestas. 85

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Alvarinho Continente 2003
Engarrafado por Quintas de Melgaço. Há 10 ou 15 anos os alvarinhos eram assim . Por isso, sobressaía o Palácio da Brejoeira. Este, do Continente, é fresco e vegetal. Podia ser pior e por pouco menos que 4 euros não se pode pedir mais. 73

terça-feira, janeiro 25, 2005

Conde D' Ervideira Reserva 2001
Tinto muito denso e concentrado. Aroma persistente. Fresco e vivaço. 87

sábado, janeiro 22, 2005

Quinta de Roriz Reserva 2001
Tinto do Douro de categoria superior. Rico e espesso, muito vivo, colando-se na boca, espalhando sabores. 88

Quinta de Roriz Vintage 1999
Porto de excelência. Subtileza poderosa. Harmonia e sofisticação. Picante q.b.. Grande vinho. 92

Taylors Chip Dry
Ou cheap dry? Parece um branco velho,mas sabe a xarope. 70

Aneto 2002
É suposto ser uma poção do amor. Algo espesso e àspero. Um amor difícil. 80

Rozés LBV 1995
Delicado. Não está mal. Nem bem demais. Modesto mas honesto. 80

terça-feira, janeiro 18, 2005

Quinta dos Aciprestes 2001
Este tinto poderoso (14%) não é novidade por aqui. Mantém o aroma vivaço e o travo leve, a fruta fresca, apesar de estar muito mais delicado do que já foi. Não se dá conta do teor alcóólico. 83

terça-feira, janeiro 11, 2005

Chaminé 2002
A versão 2002 deste tinto alentejano é o resultado de um downsizing nos lugares relativos no ranking do branding da holding que o produz. Ao contrário do que acontecia há apenas uns meses, o líquido já sofreu um estabilizing. É honesto e mais nothing. Está ao nível do costing. 78

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Grandjó Late Harvest 2002
Acidez muito bem colocada, que compensa a doçura melosa típica deste tipo de vinhos, a que a botrytis dá magia. Corpo denso e rico. Como aperitivo requererá uma entrada forte. Foi excelentemente com foie-gras. 90

Labirinto Alvarinho 2002
Talvez um pouco agridoce, o que o torna agressivo em temperaturas baixas e enjoativo se aquece. Aroma muito herbáceo. 75

me e jbc selections Douro tinto 2001

Modelo acabado de modernidade que, apesar disso, não recusa a origem duriense. Corpulência no travo de terra húmida (da touriga nacional), já prenunciado pelo aroma. 89

Alambre 20 anos
Moscatel de Setúbal seco e acutilante, sem deixar de ser delicado. Bom impacto na boca, com algum travo de açúcar mascavado. 85

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Lavradores de Feitoria 2003
Três bagos e sauvignon blanc. Branco pujante, com' uma fórça, diria a Nelly. Flores madrugadoras de primavera. 85

Alión 2000
Ribera del Duero com textura muito personalizada e espessa. Puro e duro. 90


Ramos Pinto Vintage 2000
Delicado e doce, sem arestas. Talvez um pouco curto, no final. O preço está um pouco inflaccionado. 85

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Tapada do Barão Reserva 2001
Grande complexidade de sensações. Delicado, embora solene. É um vinho sério.

Cortes de Cima Syrah 2002
Correspondendo às características da casta, é potente e fundista. Mastiga-se. Pareceu bem.

Grand' Arte Touriga Franca 2002
Talvez seja por ser novo. Ou das especificidades da casta. Está agreste e precisa de abrir. Evoluindo, mesmo que copo, torna-se bastante mais agradável.

Quinta da Alorna Chardonnay 2003
Gordo e arredondado. Não tem arestas amanteigadas e amadeiradas. Irá bem como aperitivo, sem mais nada.

Quinta do Ribeiro Santo Reserva 2000
Quente, sem ser pastoso. Bastante mineral e rico. Dão da velha escola tradicional.

Cartuxa Reserva 1994
Nobre, à antiga portuguesa, um pouco demodée. Apesar disso, respeitável. Imprescindível decantar com cuidado.