segunda-feira, novembro 14, 2005


Bridão Touriga Nacional / Cabernet Sauvignon
Da Cooperativa do Cartaxo. Equilibrado, saboroso, agradável, fresco, sem arestas e com excelente relação qualidade preço. (5,30€) 85













Batuta 2003
Harmonia, força e corpo. Fresco. Final um pouco curto, mas subtil. 86






Charme 2004
Maravilhoso (LP). Aroma poderosíssimo. Um pouco verde e ácido, mas com grande potencial. Picante a valer. Fresco e equilibrado. Pena ter um fim pouco prolongado. 89

Redoma 2002
Muito ácido e de aroma vinoso.
LP dava 85. Inês dava 82. Um pouco agreste e duro, com pouco corpo e com taninos pouco encaixados. 84






Vale Meão 2003
Muito frutado e agradável. Mais fresco que seco, com a fruta a mastigar-se, pastosa e rica. (48 €) 89






Quinta do Vallado Reserva Tinto 2003
Muito agressivo, químico e não domesticado. Adstringente, selvagem e rude. Vai durar muitos anos. (27 €). 85

Quinta do Vallado Sousão 2003
Produção muito limitada, de apenas 1000 garrafas, somente vendido à porta da quinta. Pastoso, que se mastiga, muito fresco e muito delicado, com corpo. 85

Quinta do Vallado Tinta Roriz 2003
È algo picante, agradavelzinho, cola-se à boca, ainda muito vivaço, mas muito agradável. 84



Quinta do Monte D’Oiro Reserva Tinto 2001
Aguçado e acutilante, agressivo mesmo, mas no bom sentido. Ataca com força e permanece, fica, fica,… Músculo e corpo. (40 €) 88







Quinta de Roriz Reserva 2002
Vinho feito com métodos novos mas travo de terroir. Elegante, não demasiado corpulento, algo picante. 84









Quinta do Vale D. Maria 2003
Pronto a beber. Dimensão um pouco curta, porque lhe falta algum corpo. 83

Chocapalha 2003
Muito fresco, com grande predominância do travo de frutos pretos. Taninos muito fechados. Vai envelhecer bem. Duríssimo. Mentolado (LP), de final prolongadíssimo, algo agreste e agressivo. 85




Cortes de Cima Incógnito 2003
Grande potencial para envelhecer. Aroma muito intenso e vivo. (47 €). 88

Cortes de Cima Trincadeira 2003
Selvagem, algo domado, e talvez ainda não esteja pronto a beber. 83

Cortes de Cima Aragonês 2002

Prontinho a beber, picantinho agressivo e acutilante. Um verdadeiro alentejano. 83

Baron de B Reserva Branco 2004
Muita madeira, ainda não harmonizada (LP), um pouco rebelde, com muitas arestas. 80

Baron de B Tinto 2002
Engarrafado propositadamente para a feira da Junqueira. Precisa de sedimentar. Um pouco duro e saltitante. 82


Quinta do Noval Silval Vintage 2003
Grande corpo e grande densidade. Bom equilíbrio entre o açúcar o álcool, que, apesar de tudo, se nota muito. 91









Niepoort Colheita 1995
Densidade enorme. Grande complexidade. 87

Niepoort Vintage 2003
Muita complexidade e alguma adstringência, mas final curto. 88






Quinta do Portal Vintage 2003
Bom final, faltando-lhe talvez alguma complexidade. O álcool está bem evidente. 86







Fonseca Vintage 2003
Equilíbrio poderoso. Os compostos estão todos no sítio. A adstringência está musculada mas equilibrada. Fruta q.b., sem exagerar. 92










Fonseca Quinta do Panascal Vintage 2001
Na gama dos singles quintas está muito bem. Próximo dos LBV. Talvez mais fresco e vivinho, menos denso. 87










Fonseca Vintage 1985
Já está quase caramelizado. Muito nobre e delicado, com a sofisticação que lhe trouxe o tempo. 89









Fonseca Guimaraes Vintage 1987
Bastante nobre, algo evoluído, no sentido de que já não tem muita força. Continua a ser majestoso. 87






Taylors Vintage 1997
Delicadeza, subtileza e profundidade. O taninos estão absolutamente conciliados com o conjunto. 91

Taylors Vintage 2003
Grande dimensão, de adstringência picante. 90




Quinta de Roriz Vintage 2002
Equilíbrio perfeito. Fruta, açúcar e adstringência arrastam-se na boca solenemente. 92

Quinta de Roriz Vintage 2003
No bom caminho, embora ainda tenha arestas por limar. Vai ser um óptimo vinho, mas para já está um pouco duro. 88



Porto Quinta de Santa Bárbara LBV 2000
Da Poças. Fruta muito madura, algo de couro, talvez ranço. Amanteigado muito intenso. 83

Poças Vintage 2003 Director´s Choice
Vinho de gajas (Zé) redondo, mais consensual e menos explosivo. Naturalmente, doce. Fica um travo adstringente na boca. Final médio. 85

Poças Vintage 2003
Subtil e profundo, rígido, equilibrado e irrepreensível. Tem a adstringência no ponto e os taninos bem equilibrados. Muita fruta, sem que seja demasiado doce. Um vintage de excepção. 92

domingo, novembro 06, 2005


Cune Rioja Crianza 2002
De grande consumo. Fresco, arejado, mas um pouco grosso. Para área de serviço de autoestrada, não estará mal. (3,70€, meia garrafa). 75

Moscatel Sol de Alicante
Dizer que um vinho sabe a uvas é recorrente. Neste caso, sabe mesmo. Mastiga-se o travo da moscatel. Se se beber muito frio será uma bebida muito agradável. (7,5€, garrafa de 0,5 l). 85

segunda-feira, outubro 31, 2005



Cruzcampo
Cerveja de baixa fermentação, mainstream, de perfil internacional. E consensual. Feita em Sevilha, é uma boa cerveja em qualquer parte do mundo
Prova de vinhos de António Barbadillo, produtor de Sanlucar de Barrameda, Cádis, Espanha. A zona de produção insere-se na subzona do Manzanilla, por sua vez integrada na zona DOC de Jerez. Os vinhos são brancos, secos, com elevado teor alcoólico (+/- 15%) e destinam-se a acompanhar aperitivos, tapas, peixe ou mariscos.







Barbadillo Palomino Fino 2004
Este branco é o único não manzanilla do painel. Aroma subtilmente floral. É aquoso e discreto. Ligeiro e delicado. Agradável. (6,40 €). 80









Barbadillo Manzanilla Muy Fino
Algo acre, mas delicado e harmonioso. 85











Barbadillo Obispo Gascon Palo Cortado
Muito seco. Hirto e quase agressivo. Para se apreciar tem que estar-se acostumado a este tipo de vinho. (24,10 €). 81









Barbadillo Amoroso San Rafael Oloroso Dulce
Bastante alicorado, embora tenha um travo agreste. Dir-se-ia químico, de remédio. 74









Barbadillo La Cilla Pedro Ximenez
Ao beber, mastiga-se a fruta deste vinho de passas. Talvez vá bem no Inverno, ao pé da lareira. Em todo o caso, deverá tomar-se muito frio. 82







Barbadillo Solear Manzanilla
Aroma liso e aguçado. Travo firme. Agreste até. Muito adstringente e algo vegetal. Em todo o caso, muito profissional (8,90 €). 80

Delapierre Cava Semi Seco - 66
Rondel Cava Brut - 65
Já aqui se disse que não se conheciam Cavas que não fossem bons. Terá que rever-se este conceito. Estes, são fracos e axaropados, ao nível dos correspondentes bairradinos baratos.




Beronia Rioja Crianza 2000
De Navarra, algo rude e vinoso. Mas de travo frutado e moderno. 73









Berberana Viña Canda
Este tinto, de grande produção, muito popular, acaba por ser fresco e ligeirinho. Nada mais. 70





Castillo Lontano
Sem indicação de ano, é um Rioja agressivo. Apesar disso exibe um travo fresco, de fruta. 73







Añares Rioja Crianza 2002
Aroma vinoso. Travo linear, mas musculado. 72







Tio Pepe Jerez Palomino Fino
Seco, mas não sem ser agreste. Señorito e formal. Agradável para aperitivo, sem mais nada. 78









Pedro Romero Manzanilla
Mais seco e acre que outros manzanillas. Duro, mesmo. Mas muito profissional. 79










Manzanilla Las Medallas de Argüeso
Delicadamente acre e ácida. 76

Cortes de Cima 2001
Fruta madura e quente, muito intensa, picante e carnuda. Tinto de corpo equilibrado, a fazer-se prolongar. (10 €) 87

Quinta de Pancas Touriga Nacional 1998
Delicado e subtil. Tanino presentes, embora discretos. Sedoso no travo, mas com grande presença no final. 86


Adega de Pegões Branco Colheita Seleccionada 2004
Fresco, evidenciando muito a madeira - ou o chardonnay. Frutado, mas rico o carnudo. 80


Herdade Porto da Bouga Reserva 2003
Tinto de aroma vivaço. Fresco e ligeiro, mas muito composto. (6€). 87

quinta-feira, outubro 20, 2005

Moscatel de Setúbal, a menos de 5 €

JP Moscatel de Setúbal
Muito doce, a exigir refrigeração forte. Corpo consistente, que enche a boca. No travo, especiarias. (4,44€) 83

Moscatel de Setúbal 2002 da Adega Cooperativa de Palmela
Mentolado, fortemente licorado. Travo de urzes, ou talvez estevas da Arrábida. Concentrado e urbano. (4,85€) 80

Alambre 2000 - JM da Fonseca
Aroma sofisticado, com toque oriental. Subtil, delicado e ligeiro mas, não obstante, enche a boca até ao fim. É o melhores destes três. (4,48€) 85
Mais quatro belgas, por ordem decrescente



Leffe Blonde
Será, talvez, a mais universal das cervejas belgas ditas artesanais, de abadia. É também a mais consensual.
Aroma algo insidioso e travo de laranjas doces e maduras.
Óptima para quem queira iniciar-se nas autênticas cervejas belgas. 6,6%






Jupiler
Mainstream. Leve, um pouco ácida. Agressiva, mas q.b.. 5,2%.








Maes
Ligeira e descomprometida, mas saborosa e vivinha. 4,9%












Blanche de Hoegaarden
Fresca e refrescante. É turva, mas é mesmo assim. Também há em garrafa, mas no verão deve ser bebida de barril.

quarta-feira, outubro 19, 2005



José Maria da Fonseca Moscatel de Setúbal 20 anos
Muito fortificado, de grande concentração, este vinho acusa muito a madeira velha. É solene e formal. (6,50 €, o copo). 85


Palmela Branco 2001
Os vinhos das adegas cooperativas estão em crise. Este, sabe a remédio e estava mesmo mau. Quem sabe, talvez fosse da garrafa. 49


Duas Quintas Tinto 2003
Pastoso, com travo de profundis. Marcas intensas do terroir, algo picantes. Taninos muito vivos, dando-lhe carácter agreste. (9,88€). 80
Brancos da TAP

Angelus 2004

As Caves Aliança cobrem o mercado todo. Até mesmo algum menos exigente. 78

Grão Vasco 2004
Ainda está duro e agreste. Algo quente e pouco delicado. 77


Couvent des Jacoubins Chardonnay Bourgogne 2002
Maduro e gordo, mas não gorduroso. Pelo contrário, é muito elegante. Foi óptimo para contrariar a característica intensidade de ostras ao natural. (5,85 €, a copo). 82

quinta-feira, outubro 13, 2005



Prazo de Roriz 2002

Aroma da terra no tempo das vindimas. Este vinho não procura ser educado. Mas mostra grande, embora delicada, concentração de fruta, num corpo substancial. Não é agreste. Aguenta-se bem no priimeiro embate e prolonga-se q.b.. (5,95€). 85

quarta-feira, outubro 12, 2005


Altano Tinta Roriz e Touriga Franca 2003
Aroma verde e fresco. Travo vivaço, campestre e pujante de fruta. Não obstante, o conjunto é harmonioso, sem arestas dissonantes. Mas falta-lhe corpo. (2,69 €) 79

terça-feira, outubro 11, 2005


Herdade Grande 2001
Tinto musculado e poderoso. Fruta muito intensa e calorosa. Exige acompanhamento. 85

DFJ Alvarinho & Chardonnay 2003
Aroma intenso e rico, quase explosivo de sensações. No travo, nota-se equilíbrio firme. Apesar de potente, é muito civilizado. 87