quarta-feira, julho 26, 2006


Rosés do Algarve


Rosé Syrah 2005
Da Quinta do Morgado da Torre. Parece um palhete de tinto. É portanto um refresco, se for bebido geladinho. Se “desarrefecer” é como coca-cola quente e sem gás. (4,9 €) 78




Ribeira de Alcantarilha Rosé 2005
Outro algarvio, desta feito de aragonês e touriga nacional. Será que a moda dos rosés da silly season ditou que eles devam ser tintos descorados e light? é mais um dos refrescantesinhos. E nada mais. (5,35 €) 77

Monte da Cal Reserva 2003
O travo de amoras encabeça um desfile de fruta picante e quente. Mais ácido que fresco.
Z – 87
LP – 87
PV – 85

terça-feira, julho 25, 2006


Sagres Selecção
É tremoceira: vai bem geladinha, na esplanada ou à beira da piscina.
PV – 83
Ana – 81
LP – 81

Diaz Vino Dulce Condado de Huelva
Veio directamente da fonte, em garrafão de plástico. Muito doce, é óptima bebida de sobremesa. Sabe a passas, com leves notas de ananás. 83

sábado, julho 22, 2006


Post Scriptum de Chryseia 2004
Muito concentrado e rico, mas de desgaste rápido. “Frutas em passa. Travo de frutas vermelhas, algum balsâmico, abaunilhado, por polir, vivo, nervoso e saborino (com a devida vénia a José Quitério)” - LP dixit.
LP – 89
PV – 88

Moscatel do Douro Selecção do Enófilo
Da Poças. Travo muitíssimo frutado. Parece estarem-se a comer uvas. Docinho e muito agradável.
Z - 85
PV - 86

Pegos Claros 1999
Perfil antigo e algo démodée, mas distinto. A prova mostra um rendilhado de pormenor, que desemboca num final consistente, de travo rico.
Z - 85
PV - 84

Alvor Vinha da Barradinha Tinto Colheita Seleccionada 2004
A Quinta do Morgado da Torre quer produzir um vinho um pouco acima do padrão habitual algarvio. E produz. Este é marcado pelo aroma e pelo travo de fruta fermentada da trincadeira. Sem deixar de ser plebeu, é um vinho moderno, que vale bem o preço. (4,25 €) 84

Moscatel de Setúbal Reserva 2002
Vinho, muito recomendável, de Venâncio da Costa Lima. Intenso travo de uvas frescas. Frutadíssimo e simpático. É, porém, para quem goste mesmo de moscatel. E para ser bebido muito frio. 86

Bordeaux AOC 2004
Não se sabe donde veio isto. Talvez de uma grande superfície de preços baixos. É anónimo: o produtor está identificado por iniciais e pelo código postal. Talvez em França seja vendido em pacotes tetra brick. 66

sexta-feira, julho 21, 2006



Lagoa Reserva Tinto 2003
Um pouco ácido, embora levemente adocicado. É um vinho combativo. 75


Las Cruzadas Branco
Nem bem, nem mal, antes pelo contrário. Barato, destina-se a um público pouco exigente. Como diz o contra-rótulo, é “o vinho que sempre quis, para todas as refeições”. 70


Adega Cooperativa de Ponte da Barca Verde Tinto
Esta garrafita de litro, de néctar de 9,5% de teor alcoólico, contém uma vinhaça do Portugal profundo. Tem a vantagem de ser pouco alcoolizado e se bater melhor contra sardinhas do que uma cervejola. 71

terça-feira, julho 04, 2006


Redondo Roquevale Tinto 2003
Destinado ao grande consumo, tem perfil modesto. Não envergonha nem entusiasma. O preço é popular e tendo-o em conta, está ao seu nível. (2,78 €). 77

segunda-feira, julho 03, 2006


Farizoa 2002
Neste tinto alentejano, o aroma promete. É rico, frutado e vivo. Inebria mesmo. Mas depois, o travo decepciona. Algo de químico, a sobrepor-se à fruta. E não parece ser o malfadado TCA. (5,59 €) 78

domingo, julho 02, 2006



Cortes de Cima Trincadeira 2003
Aroma vivo e intenso, exuberante de fruta muito madura e quente. No travo, é mais discreto, deixando energia envolvente na boca. Notas picantes e muito furtadas. 85

sábado, julho 01, 2006


Chianti Cecchi 2003
Palhete, à antiga, mas suportável. Não tem corpo nem alma, mas também não tem defeitos. Para turistas. 16,5 € (em rest). 73

sexta-feira, junho 30, 2006


Grand’ Arte Chardonnay 2003
No início, quando se abre a garrafa, mostra uma personalidade exuberante e muito vincada. Depois, arejando, fica mais simpático. Discreto no nariz e equilibrado no travo. É um bom aperitivo. (5,89 €) 85

terça-feira, junho 27, 2006


Dinastia Vivanco Crianza 2002
Rioja, todo ele feito de tempranillo. Aroma pujante e persistente. Na boca, é mais discreto. Sem deixar de ser consistente, é um pouco nervoso. Talvez fosse das condições da prova. (7,75 €) 83


Coyanza Tinto
Vinha Tierras de León. É ligeirinho e deve beber-se fresquinho. Não tem defeitos nem seduz, mas acompanhou bem uns petiscos rápidos na beira da estrada. 73

Viña Cubeles Tinto
Da Catalunha, com pouca graduação (11 graus). Palhete correcto. Estava geladinho e foi bem com uma salada mista. 74

sexta-feira, junho 23, 2006


Super Bock Cool
Muito fresca no travo. Deve beber-se geladinha e pela garrafa, sem complexos . É uma agradável surpresa, na selva da marcas da família. 84

Vila dos Gamas Aragonês 2005
Num registo plebeu, este vinho novo da Vidigueira não está mal. Os seus argumentos são a fruta e o perfil modernaço. Por isso, pode beber-se já. (4,89 €). 79

terça-feira, junho 20, 2006


Quinta do Noval LBV 1998
Por ser não filtrado, é muito rico. Mas é curto na expressão.
I – 90
LP – 90
Z – 89
JBX – 89
PV – 88

Soalheiro Alvarinho 2003
Noutra data e noutras condições já foi aqui comparado. Agora, quanto à idade está maduro. Quanto ao perfil, é verdasco e fresco.
I – 86
LP – 90
Z – 89
JBX – 85
PV – 87
Alvarinhos Anselmo Mendes, em prova cega.

Alvarinho Pingo Doce 2004
Óptimo. Mais fresco que aromático. Furtado, quase adocicado
I – 84
LP – 90
Z – 87
A – 89
JBX – 89
PV – 84

Alvarinho Muros Antigos 2004
Mais intenso, evoluído e seco, complexo e vivo.
I – 83
LP – 91
Z – 88 (depois corrigido para 89)
A – 85
JBX – 86
PV – 84
Muros Antigos Loureiro 2005
Para a casta, é persistente e tem um final prolongadíssimo. Um dos melhores loureiros que por aqui têm passado.
I – 87
LP – 88
Z – 88
A – 88
JBX – 77
PV – 86


Agnus Corsendonk
Esta cerveja belga tem a fraqueza de não se assumir como de abadia, como tantas outras. É delicadinha e fresca. Agradavelzinha, mesmo. É pena faltar-lhe algum corpo. 81

Silval Vintage 1997
Muito substancial. Deve deixar-se respirar, para que liberte a sua complexidade. Ganhará em temperatura não tão fria.
I – 90
LP – 90
Z – 89
PV – 90

Qupé Syrah 2004
Californiano Central Coast. À americana: eficaz e sem defeitos, mas também sem sofisticação.
I – 84
LP – 85
Z – 85
PV – 84

segunda-feira, junho 19, 2006


Blaauwklippen Zinfandel 2003
Sul africano de Stellenbusch. Aroma de mosto acabado de espremer. Será da especificidade da casta, mas na boca, fica alguma sensação de pastilha elástica. 80

quinta-feira, junho 08, 2006


Almeida Garrett Chardonnay 2004
Grande equilíbrio e dimensão. Subtil amanteigado (para que não se esqueça a casta), que não lhe retira frescura. Delicadeza pouco habitual. Feito na Covilhã, está muito acima dos comuns brancos da Beira interior. (5,39 €). 89

quarta-feira, junho 07, 2006

Rápida incursão nos vinhos da Áustria.



Vinum Pannonia Allacher Zweigelt
Quente e pouco polido. 79








Allacher Blauer Zweigelt 2004
Tinto verdasco e pouco moderno. Quem mandou fazer tintos nas terras frias?









Chardonnay Weingut Gernot 2004
Da Burgenland, tem um aroma amadeirado, mas seco. Travo gorduroso e complexo, que ganha se a temperatura subir. 80






Grüner Veltliner Federspiel 2004
Branco da zona de Wachau. Mais herbáceo que frutado. Travo seco e agreste. 80









Grüner Veltliner Lengenfel
Seco e hirto. Aroma suavemente frutado. Travo seco, embora fresco. Harmonioso. Vai bem como aperitivo. 82




terça-feira, junho 06, 2006


Duas Quintas Douro Tinto 2003
Aroma ainda indómito e travo energético. Substancial e rico. Embora talvez esteja ainda pouco polido, vai lá. (7,8 €) 82

Stiegl
É uma referência nacional e popular austríaca. Está bem, mas não se exagere. 82

Zipfer Vollbier Uztip
Cerveja fresca da Áustria. Forte personalidade. É uma lager mainstream. 80

Hallstatt Bier
Relacionada com os celtas, esta cerveja austríaca é da família das weiss. Leve e com pouca força. 79

Wieninger
Cerveja bávara, com grande travo de trigo. Fresca. Boa para o verão. 79

Gösser
Cerveja austríaca seca e leve. Ligeira, até. Não é fresca e vai bem em qualquer ambiente. 81

Stiegel Weissen Gold
Outra austríaca, mas da família das weiss, de trigo. Baça e fria. Talvez vá bem no verão. 78

sábado, junho 03, 2006


Mavrut Assnovgrad 2003
A curiosidade está na casta (a mavrut - pena a fotografia estar baça) específica da Bulgária. Aroma insidioso e travo farto e espesso. Vincado e musculado, o que vale por dizer pouco delicado. 83

Zagorka Bulgarian Lager
Cerveja feita a pensar nos turistas que visitam as praias do Mar Negro. Para eles, está bem. 79

Iskra Lyaskovets
Espumante da Bulgária, talvez do tempo dos soviéticos. Adocicado e frouxo, ao nível dos piores da Bairrada. 65

Thracian Gold Cabernet Sauvignon 2003
Vinho búlgaro, de Pamidavo. Terroso, com ligeiro travo ácido e acre. Bebe-se. 80

segunda-feira, maio 22, 2006


Porto Quinta do Infantado LBV 1998
Baço na boca (I) e algo plastificado. Substancial e incisivo. Álcool muito presente. (14,19 €)
Inês - 82
PV - 83