quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Visita à Quinta do Vale Meão

Meandro 2003
Equilibradamente intenso, com garra. Está no ponto óptimo para beber e foi óptimo com bacalhau no forno. 88

Vale Meão 2003
Que dimensão na boca!
Corre liso, digno e imperturbável como o rio. Pelo caminho, fica um riquíssimo rasto de sabores e um ramalhete de aromas finos. 93




Meandro 2005
Corpo intenso, másculo. Compacto. É mais vigoroso que subtil. 89

Vale Meão 2005

Poderoso e adstringente. Já revela alguma da sua profundidade, mas ainda vai ganhar com o repouso em garrafa. 91



Quinta de Porrais Branco 2006
É feito com castas brancas tradicionais durienses (rabigato e códega do larinho), que lhe dão um pacato travo substancial, sem ser pastoso. É um vinho tranquilo, pouco exuberante e nada agressivo. 86

terça-feira, fevereiro 26, 2008

NOVIDADES DA QUINTA DO PORTAL

Quinta do Portal Tinta Roriz 2006
Salienta-se pelo grande aroma. Quanto ao travo, enche a boca, mas depois não perdura. Parece que se esvai. Ao primeiro embate é afirmativo e pujante (Z). Chega mesmo a ser agressivo e violento. 89

Quinta do Portal Grande Reserva 2006

Explosão adstringente na boca, com grande final. Potente, masculino, de grande complexidade. Fruta intensa. 90


Quinta do Portal Vintage 2007
Os lotes que o virão a compor ainda não estão fechados. Para já, as composições provadas revelam cacau doce delicado, ainda a acalmar a agressividade. Percebe-se que o produto final vai ficar pronto a beber muito em breve. Fantástico travo químico, cheio de fruta em evolução. Não está pronto por isso a avaliação é prospectiva. 92


Porto 30 Anos
Muito fresco, com acidez simpática e corpo fino e singelo. Tem muita vivacidade, chegando mesmo a ser crocante (LP). Complexidade de caramelizado subtil. Não aborrece na boca (Z). 92

Porto 40 Anos
Mais elegante e sofisticado, com grande densidade intrínseca e estrutura. Grande volume, a encher a boca de notas de mel espesso. 93


Duradero 2005
Esta experiência da Quinta do Portal, com fusão de uvas do Douro com outras do Duero, não deu origem a um vinho fácil. É fresco e incisivo, algo ácido mesmo. Mas ainda está duro e verde. Vai melhorar. 87



segunda-feira, fevereiro 18, 2008

VINHOS DO JANTAR DA
REVISTA DE VINHOS



(Mais uma vez, graças ao Zé Barroso. Os vinhos que seguem correspondem à selecção dos que foi possível provar, de entre vários outros disponíveis).

Encostas de Paderne Alvarinho 2006
Muito estruturado e fresco, sem que frescura lhe faça perder o vigor. 89



Alvaianas Alvarinho 2006
Mais fresco que rico. No panorama geral, é um excelente verde, mas como alvarinho não se destaca. 86

Quinta da Alorna Arinto Chardonnay Reserva 2006
O típico amanteigado, mas equilibrado e sem enjoar. Intenso e potente. 88


Quinta do Perdigão Reserva Tinto 2005
Duro e ainda muito adstringente. Ao mesmo tempo, talvez lhe falte alguma densidade e complexidade. 86

Herdade do Perdigão Reserva Tinto 2005
Está bem, é saborozinho e agradavelzinho. Mas curto. 86

Lavradores de Feitoria Grande Escolha Tinto 2004 (imagem não disponível)
Picante, incisivo e agradável. Mas modesto. 86

Calda Bordaleza Tinto 2006
Ácido, levíssimo e não consistente. Será do nome. Será do rótulo? Mas não parece que vá lá. 85

Vale de Ancho Reserva Tinto 2004
Alentejano à moda antiga, que parece ser envelhecido em talha e coberto de azeite. Nesse registo, agradável surpresa. 88





Mythos 2004
Topo de gama do Casal da Coelheira, com excelente estrutura. Muito poderoso. É vinho para envelhecer, que ainda pode vir a ganhar delicadeza. 88

Marquesa de Cadaval Tinto 2005
Pronto a beber. Falta-lhe, talvez, alguma dimensão e sofisticação. 87




Herdade dos Grous Reserva Tinto 2005
Grande equilíbrio. Vinho no ponto, para beber já, com tudo no sítio. 90

Quinta da Touriga Chã 2005
Douro moderno, potente e consistente. Grande vinho. 91







Gouvyas Vinhas Velhas Tinto 2004
Muito mineral, sem desequilibrar. Vinho guloso. 91

Casa Ferreirinha Reserva Especial 1997
O clássico e tradicional perfil Ferreirinha. Notas fortes de terroir, conjugadas com delicadeza sedosa. 92





Quinta da Ervamoira Porto Vintage 2004
É um vintage. Ponto. De resto, notas para a frescura e o rico sabor. 92

Fonseca Guimaraens Porto Vintage 2004
De classe superior. Apesar disso, não é do melhor que a casa tem feito. Destaca-se na sofisticação. 92




sexta-feira, fevereiro 15, 2008


Foral Douro Tinto 2005
Aroma terroso. No travo, à primeira prova mostra-se vinoso e mineral, quase metálico. Depois, revela-se licoroso, evidenciando um perfil mais clássico e delicado. (2,99 €) 83

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Portas da Herdade 2006
Regional alentejano, da Companhia das Quintas. É vinho, sabe a vinho e no verão, fresquinho, com sardinhas assadas até é capaz de ir. Agora que o tempo está frio, apresenta-se rude, de perfil vulgar e pouco polido. O preço não engana nem cria expectativa. Mas é justo. (1,98 €) 72

Casa de Santar Branco 2007 (fotografia não disponível)
Aroma fresquíssimo e incisivo. Perfil clássico, de polpa densa e pastosa. Bom compromisso. 86

sexta-feira, fevereiro 08, 2008


Patamar Reserva 2005
Tinto do Douro, da casa ribatejana DFJ. Boa surpresa. Ainda está verde e precisa de arejar. Esqueçam-se copos mais clássicos e opte-se por um mais aberto, para que o vinho areje. E perceber-se-á o seu aroma discreto e o seu corpo vigoroso marcado. Irá bem com comida forte, que não exija delicadeza. (3,78€) 85

terça-feira, fevereiro 05, 2008

breve incursão pelas cervejas da Estónia

Jõulu-porter (7,5%)
Seca e acre, de excelente dimensão na boca. Óptima para beber com comida forte e picante, como é habitual na Estónia. Mas também vai bem como aperitivo, nesse caso sem acompanhamento. 88

A.Le Coq Premium (4,7%)
Soft e discreta. Cerveja de perfil popular, de fim de tarde ou intervalo de qualquer coisa. No mercado interno o nome é forte e vende muito. Mas no caso da Premium, não se destaca. 82

Saku Originaal (4,6%)
A mais vendida. É uma lager acre e musculada. Não cede na simpatia, mas cumpre bem a sua função de bebida de rotina. 83
DUAS ARTESANAIS


Cerveja da Casa – Beer House, Tallinn
(www.beerhouse.ee)
Feita de forma artesanal, por detrás do balcão. É leve, mesmo ligeirinha, mas apesar disso fica no palato. Acompanhou bem salsichas de caça muito condimentadas. 85


Cerveja de mel – Peppersack, Tallinn
(www.peppersack.ee)
Levemente adocicada. No primeiro travo, anota-se leveza. Depois, o aroma e o distinto travo agridoce do mel marcam. 86


A.Le Coq Special 1807
Uma das mais vendidas na Estónia. Encorpada e consistente, sem prejudicar a leveza. É muito polivalente e vai bem em qualquer circunstância. 85

quinta-feira, janeiro 31, 2008


Casa de Santa Vitória Branco 2006
Fresco e descomprometido. Se estiver geladinho, vai bem. Mais quente, empastela. Encaixa-se bem no preço. (3,99 €) 82

Encostas d’ Alqueva tinto 2006
É certo que não tem defeitos técnicos, mas essa é a sua única virtude. De resto, é fraco. Muito fraco. (3,30 €). 65

sexta-feira, janeiro 25, 2008


Periquita Reserva 2004
Licoroso e rico, com vigor sem ser rude. Acompanha bem comida consistente. Tem mais dificuldades sem companhia. (6,99 €) 87

segunda-feira, janeiro 21, 2008


Companhia das Lezírias Merlot 2006
Finalmente, um vinho da Companhia das Lezírias que agrada beber. Juventude nada nervosa nem grosseira. Dele, não se espere sofisticação nem dimensão, que vinhos jovens do Ribatejo não podem dar. Mas encontrar-se-á harmonia e bastante delicadeza, num vinho pronto a beber (6,99 €). 88

Companhia das Lezírias Tinto 2003
Alguma sofisticação, mas pouco ambiciosa. Dentro de um perfil mais que mediano, carácter pouco simpático. Alguma agressividade. (5,09€) 85

Catapereiro Escolha Tinto 2006
Fresco, com grandes notas de fruta verde e vivaça. Precisa de repousar. Prevê-se que venha a ser dentro em breve um vinho consensual, sem criar grandes impressões, nem boas nem más. (3,89 €) 83

sexta-feira, janeiro 11, 2008


Plexus Rosé
Este refresco da Adega Cooperativa do Cartaxo deve beber-se bem geladinho. É melhor que cerveja (e mais barato…) e menos diurético. A versão de branco é mais vínica. E esta, de rosé, é de difícil conjugação. Mais valerá beber-se sem acompanhamento. (1,99 €) 82

segunda-feira, janeiro 07, 2008


Kopke Vintage 2003
Como vinho do Porto, é óptimo. Como vintage, ficava-lhe bem algum fôlego mais e um corpo menos esquálido. 88

Cartaxo Merlot 2001
Este vinho de adega cooperativa mostra-se equilibrado e sem arestas. Atingiu o auge da sua evolução e está em estado de graça. Beba-se. 86

Quinta do Carneiro 2004
De alenquer. É rude e grosso, com nota acre no travo. Carácter vulgar. Não admira, porque é feito pelo método clássico, com maceração pelicular e fermentação com curtimenta. 79