quinta-feira, março 06, 2008


Real Porto
Tawny engarrafado em 1962 pela Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal. Não se distingue, apesar da idade. Apresenta-se acre e vulgar. 78
Quinta do Passadouro Tinto 2004
Grande aroma. O travo é intenso, com muita fruta picante. Está vigoroso e no ponto certo para beber. 87

Quinta do Vallado 2006
Ainda novo, rude e um pouco sem maneiras. De estilo fechado, deve deixar-se evoluir e estabilizar o seu potencial. Mas poderá ser bebido já, com comida forte. 85

Alandra Tinto 2006
Vinoso, com aroma de velhas pipas de adega. Travo amargo, agreste e rude. No primeiro travo, alguma acidez, parecida a fruta silvestre verde.(1,89€) 70

terça-feira, março 04, 2008


Quinta do Infantado Reserva 2003
Corpo fresco e equilibrado. Travo refinado e elegante, talvez com notas excessivas de verniz, sobretudo no aroma. (28 €, no D.O.C.)
Z – 90
LP – 88
PV – 90



Quanta Terra 2004
Rico no sabor, com grande profusão de aromas mastigáveis. Tem um perfil de grande urbanidade, delicado e cosmopolita. (22 €, no D.O.C.)
Z – 90
LP – 90
PV – 90



quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Visita à Quinta do Vale Meão

Meandro 2003
Equilibradamente intenso, com garra. Está no ponto óptimo para beber e foi óptimo com bacalhau no forno. 88

Vale Meão 2003
Que dimensão na boca!
Corre liso, digno e imperturbável como o rio. Pelo caminho, fica um riquíssimo rasto de sabores e um ramalhete de aromas finos. 93




Meandro 2005
Corpo intenso, másculo. Compacto. É mais vigoroso que subtil. 89

Vale Meão 2005

Poderoso e adstringente. Já revela alguma da sua profundidade, mas ainda vai ganhar com o repouso em garrafa. 91



Quinta de Porrais Branco 2006
É feito com castas brancas tradicionais durienses (rabigato e códega do larinho), que lhe dão um pacato travo substancial, sem ser pastoso. É um vinho tranquilo, pouco exuberante e nada agressivo. 86

terça-feira, fevereiro 26, 2008

NOVIDADES DA QUINTA DO PORTAL

Quinta do Portal Tinta Roriz 2006
Salienta-se pelo grande aroma. Quanto ao travo, enche a boca, mas depois não perdura. Parece que se esvai. Ao primeiro embate é afirmativo e pujante (Z). Chega mesmo a ser agressivo e violento. 89

Quinta do Portal Grande Reserva 2006

Explosão adstringente na boca, com grande final. Potente, masculino, de grande complexidade. Fruta intensa. 90


Quinta do Portal Vintage 2007
Os lotes que o virão a compor ainda não estão fechados. Para já, as composições provadas revelam cacau doce delicado, ainda a acalmar a agressividade. Percebe-se que o produto final vai ficar pronto a beber muito em breve. Fantástico travo químico, cheio de fruta em evolução. Não está pronto por isso a avaliação é prospectiva. 92


Porto 30 Anos
Muito fresco, com acidez simpática e corpo fino e singelo. Tem muita vivacidade, chegando mesmo a ser crocante (LP). Complexidade de caramelizado subtil. Não aborrece na boca (Z). 92

Porto 40 Anos
Mais elegante e sofisticado, com grande densidade intrínseca e estrutura. Grande volume, a encher a boca de notas de mel espesso. 93


Duradero 2005
Esta experiência da Quinta do Portal, com fusão de uvas do Douro com outras do Duero, não deu origem a um vinho fácil. É fresco e incisivo, algo ácido mesmo. Mas ainda está duro e verde. Vai melhorar. 87



segunda-feira, fevereiro 18, 2008

VINHOS DO JANTAR DA
REVISTA DE VINHOS



(Mais uma vez, graças ao Zé Barroso. Os vinhos que seguem correspondem à selecção dos que foi possível provar, de entre vários outros disponíveis).

Encostas de Paderne Alvarinho 2006
Muito estruturado e fresco, sem que frescura lhe faça perder o vigor. 89



Alvaianas Alvarinho 2006
Mais fresco que rico. No panorama geral, é um excelente verde, mas como alvarinho não se destaca. 86

Quinta da Alorna Arinto Chardonnay Reserva 2006
O típico amanteigado, mas equilibrado e sem enjoar. Intenso e potente. 88


Quinta do Perdigão Reserva Tinto 2005
Duro e ainda muito adstringente. Ao mesmo tempo, talvez lhe falte alguma densidade e complexidade. 86

Herdade do Perdigão Reserva Tinto 2005
Está bem, é saborozinho e agradavelzinho. Mas curto. 86

Lavradores de Feitoria Grande Escolha Tinto 2004 (imagem não disponível)
Picante, incisivo e agradável. Mas modesto. 86

Calda Bordaleza Tinto 2006
Ácido, levíssimo e não consistente. Será do nome. Será do rótulo? Mas não parece que vá lá. 85

Vale de Ancho Reserva Tinto 2004
Alentejano à moda antiga, que parece ser envelhecido em talha e coberto de azeite. Nesse registo, agradável surpresa. 88





Mythos 2004
Topo de gama do Casal da Coelheira, com excelente estrutura. Muito poderoso. É vinho para envelhecer, que ainda pode vir a ganhar delicadeza. 88

Marquesa de Cadaval Tinto 2005
Pronto a beber. Falta-lhe, talvez, alguma dimensão e sofisticação. 87




Herdade dos Grous Reserva Tinto 2005
Grande equilíbrio. Vinho no ponto, para beber já, com tudo no sítio. 90

Quinta da Touriga Chã 2005
Douro moderno, potente e consistente. Grande vinho. 91







Gouvyas Vinhas Velhas Tinto 2004
Muito mineral, sem desequilibrar. Vinho guloso. 91

Casa Ferreirinha Reserva Especial 1997
O clássico e tradicional perfil Ferreirinha. Notas fortes de terroir, conjugadas com delicadeza sedosa. 92





Quinta da Ervamoira Porto Vintage 2004
É um vintage. Ponto. De resto, notas para a frescura e o rico sabor. 92

Fonseca Guimaraens Porto Vintage 2004
De classe superior. Apesar disso, não é do melhor que a casa tem feito. Destaca-se na sofisticação. 92




sexta-feira, fevereiro 15, 2008


Foral Douro Tinto 2005
Aroma terroso. No travo, à primeira prova mostra-se vinoso e mineral, quase metálico. Depois, revela-se licoroso, evidenciando um perfil mais clássico e delicado. (2,99 €) 83

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Portas da Herdade 2006
Regional alentejano, da Companhia das Quintas. É vinho, sabe a vinho e no verão, fresquinho, com sardinhas assadas até é capaz de ir. Agora que o tempo está frio, apresenta-se rude, de perfil vulgar e pouco polido. O preço não engana nem cria expectativa. Mas é justo. (1,98 €) 72

Casa de Santar Branco 2007 (fotografia não disponível)
Aroma fresquíssimo e incisivo. Perfil clássico, de polpa densa e pastosa. Bom compromisso. 86

sexta-feira, fevereiro 08, 2008


Patamar Reserva 2005
Tinto do Douro, da casa ribatejana DFJ. Boa surpresa. Ainda está verde e precisa de arejar. Esqueçam-se copos mais clássicos e opte-se por um mais aberto, para que o vinho areje. E perceber-se-á o seu aroma discreto e o seu corpo vigoroso marcado. Irá bem com comida forte, que não exija delicadeza. (3,78€) 85

terça-feira, fevereiro 05, 2008

breve incursão pelas cervejas da Estónia

Jõulu-porter (7,5%)
Seca e acre, de excelente dimensão na boca. Óptima para beber com comida forte e picante, como é habitual na Estónia. Mas também vai bem como aperitivo, nesse caso sem acompanhamento. 88

A.Le Coq Premium (4,7%)
Soft e discreta. Cerveja de perfil popular, de fim de tarde ou intervalo de qualquer coisa. No mercado interno o nome é forte e vende muito. Mas no caso da Premium, não se destaca. 82

Saku Originaal (4,6%)
A mais vendida. É uma lager acre e musculada. Não cede na simpatia, mas cumpre bem a sua função de bebida de rotina. 83
DUAS ARTESANAIS


Cerveja da Casa – Beer House, Tallinn
(www.beerhouse.ee)
Feita de forma artesanal, por detrás do balcão. É leve, mesmo ligeirinha, mas apesar disso fica no palato. Acompanhou bem salsichas de caça muito condimentadas. 85


Cerveja de mel – Peppersack, Tallinn
(www.peppersack.ee)
Levemente adocicada. No primeiro travo, anota-se leveza. Depois, o aroma e o distinto travo agridoce do mel marcam. 86


A.Le Coq Special 1807
Uma das mais vendidas na Estónia. Encorpada e consistente, sem prejudicar a leveza. É muito polivalente e vai bem em qualquer circunstância. 85

quinta-feira, janeiro 31, 2008


Casa de Santa Vitória Branco 2006
Fresco e descomprometido. Se estiver geladinho, vai bem. Mais quente, empastela. Encaixa-se bem no preço. (3,99 €) 82

Encostas d’ Alqueva tinto 2006
É certo que não tem defeitos técnicos, mas essa é a sua única virtude. De resto, é fraco. Muito fraco. (3,30 €). 65

sexta-feira, janeiro 25, 2008


Periquita Reserva 2004
Licoroso e rico, com vigor sem ser rude. Acompanha bem comida consistente. Tem mais dificuldades sem companhia. (6,99 €) 87

segunda-feira, janeiro 21, 2008


Companhia das Lezírias Merlot 2006
Finalmente, um vinho da Companhia das Lezírias que agrada beber. Juventude nada nervosa nem grosseira. Dele, não se espere sofisticação nem dimensão, que vinhos jovens do Ribatejo não podem dar. Mas encontrar-se-á harmonia e bastante delicadeza, num vinho pronto a beber (6,99 €). 88

Companhia das Lezírias Tinto 2003
Alguma sofisticação, mas pouco ambiciosa. Dentro de um perfil mais que mediano, carácter pouco simpático. Alguma agressividade. (5,09€) 85

Catapereiro Escolha Tinto 2006
Fresco, com grandes notas de fruta verde e vivaça. Precisa de repousar. Prevê-se que venha a ser dentro em breve um vinho consensual, sem criar grandes impressões, nem boas nem más. (3,89 €) 83

sexta-feira, janeiro 11, 2008


Plexus Rosé
Este refresco da Adega Cooperativa do Cartaxo deve beber-se bem geladinho. É melhor que cerveja (e mais barato…) e menos diurético. A versão de branco é mais vínica. E esta, de rosé, é de difícil conjugação. Mais valerá beber-se sem acompanhamento. (1,99 €) 82

segunda-feira, janeiro 07, 2008


Kopke Vintage 2003
Como vinho do Porto, é óptimo. Como vintage, ficava-lhe bem algum fôlego mais e um corpo menos esquálido. 88

Cartaxo Merlot 2001
Este vinho de adega cooperativa mostra-se equilibrado e sem arestas. Atingiu o auge da sua evolução e está em estado de graça. Beba-se. 86

Quinta do Carneiro 2004
De alenquer. É rude e grosso, com nota acre no travo. Carácter vulgar. Não admira, porque é feito pelo método clássico, com maceração pelicular e fermentação com curtimenta. 79
Cidras do Carrefour (ambas a 1,49 €)
Brut
Consistentemente leve, como convém à cidra. Doce discreto mas bem presente, sem ser docinha. Muito equilibrada no travo e nas bolhas. 83

Doce
Docinha e atractiva, simpática e consensual. Bom refresco de fim de tarde. Dificilmente suportará comida. 82



domingo, janeiro 06, 2008


Quinta do Monte D'oiro Viognier - Vindima de 7 de Outubro de 2003
Segunda prova, em que ao vinho foi dado mais protagonismo que na anterior. Revelou-se uma personalidade vincadíssima e singular, com uma enorme marca de substância e vigor. Algum açúcar no travo, disfarçado no travo cortante. Em prova cega seria facilmente confundível com um tinto, se não se reparar na subtil graciosidade que os 15 graus escondem.
Z – 94/95
LP – 96
Manel – acima de 95
PV – 94

Castello D’Alba Reserva 2004
Aroma fresco e arejado. Travo afiado, com alguma agressividade. Bom corpo, mas falta-lhe um pouco de delicadeza. Talvez a ganhe com o tempo. (4,99 €) 83

Ramos Pinto Porto Doce
Na origem, era um tawny, mas o rótulo não diz. Estava em garrafeira há mais de 50 anos! Caramelo denso e espesso. Arrasta-se na boca solene, mas sedoso. Nobre e delicado, é um daqueles vinhos do Porto do tipo dos que ganham com a idade. 90

Porto Dow’s Thirty Years Old
Tem o perfil de velha estrela, nobre e solene, mas apesar disso não atinge o patamar da glória. Foi engarrafado em 1968 (!) e já nessa altura tinha 30 anos! Só isso já faz merecer respeito. 88