quinta-feira, junho 05, 2008


Francisco Nunes Garcia Reserva 2001
Este vinho já deve ter sido melhor. Agora, parece idoso e demasiado maduro. Talvez ainda case bem com um queijo curado.
Z – 86, porque perdeu vigor
PV – 88
Olho de Mocho Reserva 2006
Da Herdade do Rocim. Vivo, sem ser irreverente. Ainda não está completamente lapidado, mas já atingiu um bom nível de compostura. Tem mesmo alguma sofisticação, mas ainda pouco legível, por se notar demasiado o acento telúrico.
Z – 87, por ser diferente
PV – 89

Alvarinho Soalheiro 2007
Ainda demasiado verdasco e incisivo no travo. Vivaço e pouco polido, a precisar de tempo. Está longe da memória dos Soalheiros de outros anos e antes faz lembrar um Loureiro. (7,99€)
Z – 82
PV – 87
Silverlake Sauvignon Blanc 2007
Neozelandês, de Marlborough County. É acídulo e fresquito, um pouco selvagem. "Levo o resto da garrafa para casa e não se fala mais nisto" (Z).
Z – 82
LP – 82
PV – 84

sábado, maio 31, 2008

Casa Burmester Reserva Tinto 2005
Travo poderoso, com grande predominância mineral. Este vinho sabe ao Douro antigo. Tem perfil do “terroir” duriense, mas a tem densidade e alguma complexidade. Nesta perspectiva e também no teor alcoólico parece um vinho do novo mundo. (13,99 €). 89

quinta-feira, maio 22, 2008

Porto Quinta da Silvã Garrafeira Particular 1933
Vetusto néctar, de um antigo produtor, ali entre Custóias do Douro e Numão. Coloração castanho bronze (Isabel), que depois de servido revela notas amareladas (LP), num conjunto âmbar velho (Carlos). Propiciou uma prova muitíssimo respeitável. No travo, mostrou-se axaropado, com grande predominância de forte açúcar caramelizado.
CARPA – é muito bom.
Z – 98
LP – 95
PV – 92

quarta-feira, maio 07, 2008


Peroni
A clássica cerveja de Roma. Talvez por isso reflicta o carácter romano: exuberante e fresca, mas seca e vigorosa. Masculina e orgulhosa. 84

Peroni Nastro Azzurro
Cerveja italiana que já andou por aqui, mas em garrafa. Agora foi provada a de barril. É fresca e tem um bem perceptível – e agradável – travo acídulo. Tem perfil de verão. Talvez mesmo de praia ou beira de piscina. Também poderá ir bem como aperitivo, com tapas. 82

Vannelli Tinto 2006
Italiano, DO de Montepulciano D’Abruzzo. Palhete, ligeiríssimo e quase transparente. Tem pouca substância e não se importa nada com isso. Nesse registo, não engana ninguém. Talvez vá bem com pizza vegetariana. 80

Danzante Merlot 2006
Siciliano, de bom nível e claramente com perfil internacional, de novo mundo, sem complexos. Maduro e pronto a beber. Embora tenha um corpo razoável, é curto no final. 87

sábado, maio 03, 2008


Porto Kopke LBV 2003
É fresquinho e ligeiro. Corpo esguio e fugidio, muito levezinho. Para aperitivo é substancial a mais; mas também é curto para sobremesa. É um Porto para o verão, para beber na esplanada. Tem um preço muito conveniente. (8,65 €) 84

domingo, abril 27, 2008


Finca Flichman Reserva Shiraz 2004
Argentino fiável, robusto e com tudo no sítio. Fruta seca e discreta, mas bem presente, a encher a boca de sofisticação. Vinho fantástico. 90
Vinhos Plantaze Crnogorski – Montenegro

Chardonnay 2006
Curto de sabor e de densidade. É demasiado ligeiro e pouco consistente. 80

Krstac branco 2006
Fresco e verde. Vinho light, para beber como aperitivo. 80

Vranac tinto 2005
Rude e pouco sensível. Não desce dos mínimos, mas também não atrai. 78
Duas Montenegrinas

Nik Gold
Cerveja mole, nada substancial e um pouco empastelada. Mediana, no travo. 80

Niksicko Pivo
Lager, nada diferente da vulgaridade. Apesar disso, travo acre equilibrado e seco proporcional. Vigorosa. 82


Sarajevsko Pivo
Da Bósnia, esta cerveja tem ainda o perfil dos autríacos que construíram a cervejaria no tempo do Império Austro-Húngaro. É frutada, com travo acentuado de citrinos. Leve, embora vivinha, mas muito agradável. Em garrafa talvez seja melhor do que tirada à pressão, de barril. 83

Unertl
Weissbier da Baviera, escura e baça. No princípio, parece que não se deixa conhecer. Depois, fica mesmo a impressão de que é leviana e pouco consistente. 81

Faustino VII tinto 2006
Este Rioja ainda não está pronto a beber. Está verde de mais, com adstringência muito marcada e os sabores pouco definidos. A beber-se, que seja fresco e com tapas – talvez bascas, de peixe. 81

Cobranza 2005
Vinho regional Tierra de Castilla y León, das Bodegas Antaño, de Valladolid. Fresco e vivaço, muito frutado e verde. Revela a grande força do tempranillo e, por esta mesma razão, um perfil pastoso e guloso. 83

domingo, abril 20, 2008


Riesling Eiswein Morhena
Rara curiosidade germânica. É vindimado com as uvas bastante evoluídas e congeladas pela geada, a temperaturas sempre inferiores a 7 graus negativos. Apresenta-se licoroso e doce, mas muito vigoroso. Travo acetinado suave. (36€)
LP – 90
Z – 90
PV – 90
Momentos tinto 2005
Muito verde e ainda em evolução – mascadas notas de esteva (Z). Ácido e de final pouco expressivo, algo volátil. (35€)
LP – 85
Z – 88
PV – 89

San Román 2003
De Toro, potente e corpulento. Muito digno e linear. Notas fumadas, talvez de turfa. (28 €)
LP – 91
Z – 91
PV – 91

sábado, abril 19, 2008


Grandjó Branco 2007
Aroma e travo frutadíssimos e não será por acaso: é assumidamente um meio doce. É dos tais vinhos que quer mesmo ter perfil agradavelzinho. Docinho, mesmo. Só, vai bem. Com comida, a forte marca doce casa pior. (3,99 €) 84

Dona Berta Reserva Tinto 2005
Será da comida, será da gente? Do vinho não é certamente, mas pareceu curto de ambições. Não está mal, nem bem. Bebe-se, mas de um reserva esperava-se mais. 84

quarta-feira, abril 16, 2008


Maura tinto 2006
De terras do Sado. Fruta verde e ainda áspera. Picante saudável, mas agreste. (3,49 €) 82

Maria Mansa Tinto 2002
Do Noval. Não se lhe nota a idade, talvez por ter um perfil clássico e pouco irreverente. Mas estará no ponto óptimo para consumo. 84

sexta-feira, março 28, 2008


Quinta da Pacheca Porto LBV 2003
No primeiro travo, notam-se muito passas fermentadas. Depois, surgem notas de couro. Para vinho, parece ainda inacabado. Como LBV é fraquinho. (11,99 €) 84

Quinta da Fonte Bela tinto 2006
Fruta verde e pouco amadurecida. Resultado pouco polido, que ainda traz com ele o ar da charneca. Fugidio e apressado, apesar de carregar no passo. (2,99 €). 76

segunda-feira, março 24, 2008

OS VINHOS DE COMBATE DA COOPERATIVA DO CARTAXO
Xairel Branco 2007
Pelo preço é imbatível. E muito melhor que os concorrentes em tetrabrik ou bag-in-box. De resto, é um branco do Cartaxo: perfil campestre, espesso e pouco preocupado com sofisticações. Talvez seja o adequado para um piquenique no campo. Aguenta muito bem petiscos e não fica pior com a subida da temperatura. Neste registo, cumpre (0.98 €). 80

Xairel Tinto 2005
É correcto e honesto. Jovem, irrequieto e descontraído. Sabe qual é o segmento em que se insere e mais não pretende. (1,18 €) 79

domingo, março 23, 2008

Reguengo de Melgaço Alvarinho 2006
Verdura herbácea delicada. Sem arestas nem pontas dissonantes. Pastoso e mastigável. (8,99 €). 89

Soalheiro Alvarinho Primeiras Vinhas 2006
Sofisticado e nobre. Grande dimensão e força. Corpulento, mas delicado. (15 €)
LP – 90
PV – 89

sexta-feira, março 21, 2008

Super Bock Gourmet (4, por 3,49 €)

Rubi
Forte travo de cereja, talvez groselha, também. Leveza delicada. 88

Gold
Notas de especiarias. Mais ligeira e menos substancial que a outra, mas sempre num bom registo. 87

Real Companhia Velha Vintage 2001
Simpático, mas simples. Vinho convivial (LP). Perfil discreto.
LP – 87
PV – 89

Quinta do Ameal Loureiro 2006
Notas de maracujá, talvez líchias. Frescura imbatível, em vinho de insustentável leveza. Ligeireza de carácter, mesmo. Um vinho óptimo para tardes de verão. 87

quinta-feira, março 20, 2008


Quinta do Valdoeiro Espumante Baga / Arinto
Talvez tenha falta de força e travo um pouco rude. Mas com comida irá muito bem. Leitãozinho, talvez.
LP – 82
PV – 85

quarta-feira, março 19, 2008


Vinho da Nora tinto 2001
Digno, hirto e sofisticado. Ou será do terroir? Exige comida substancial. Cabrito, por exemplo. Alguma “acidez gastronómica” (LP). Vinho gourmet.
A – 90
LP – 91
Manel – 88
PV – 88

Esporão Reserva 2004
Pouco corpo, com muito álcool.
A – 87
LP – 87
Manel – 90
PV – 88

Murganheira Reserva Bruto 2003
Bom corpo, algo acre, masculino e afirmativo, embora sempre num registo fino e delicado.
LP – 87
PV – 87

Paulo Laureano Singularis 2004
Vulgar e banal. Parece mal acabado. Não vai lá. (5,99) 80

Follies Aveleda Chardonnay + Maria Gomes 2005
Bom corpo e grande equilíbrio. Frescura consistente, sem perder músculo. “Não sei da terminologia, mas gosto do vinho” (ZM, provador convidado). (12,80 €, em restaurante) 87

quinta-feira, março 13, 2008

Casal da Coelheira Tinto 2006
A primeira impressão é melhor que as seguintes. Parece que a delicadeza inicial se esvai e torna o vinho mais rude, quando se insiste na prova. No fundo, é agreste e pouco polido, sem contudo baixar a níveis admissíveis. Irá bem com uns nacos de presunto cortados a navalha e pão caseiro, talvez. (3,79) 80

domingo, março 09, 2008


Murganheira Reserva Meio Seco
Excelente corpo, com bolhas equilibradas. Denso e apetitoso. Vai bem com doce. 87

Alento 2006
Fruta verde, espessa e áspera. Está um pouco em bruto. Talvez lá vá com o tempo. 81

Alabastro tinto 2005
Um clássico renovado. Delicado e suave, está pronto a beber. Fruta discreta, mas bem presente. Perfil moderno e vigoroso. (3,19) 85

quinta-feira, março 06, 2008


Poeira 2005
Elegantíssimo no travo. Frescura delicada e subtil, com distinto toque sedoso.
LP – 92
Z – 91
PV – 91
Vale d’Algares Branco 2006
Uma experiência exótica e alternativa: monocasta de viognier, vinificado à gélida temperatura de 2ºC e envelhecido em barricas novas de carvalho francês. O perfil fica a meio entre o complexo feminino, mole e amanteigado do chardonnay e o vigoroso e frontal músculo, másculo e linear do verdelho. À entrada na boca até parece que o vinho é garboso e corpulento, mas depois afinal o corpo esvazia e parece fugaz. Sem ofensa e muito menos complexos, parece gay. 86

Fonte do Nico 2007
Docinho e amaneiradinho, este vinho de moscatel e fernão pires joga no campeonato dos vinhos de aperitivo, para público fácil e sobretudo feminino. Frutadíssimo, muito agradável. Com estes pressupostos, não desiludirá. (1,45 €). 82

Dão Terras Altas 2005
É um tradicional, quase popular, que se foi ficando cada vez mais na mesma, vendo o resto do mundo mudar de ares. Esta versão tem algum traço modernizante, com vigor e fruta, sem perder o pé mineral. De resto, é arredondado e não tem defeitos. E - factor não desprezível -, está pronto a beber. (2,48) 80

Real Porto
Tawny engarrafado em 1962 pela Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal. Não se distingue, apesar da idade. Apresenta-se acre e vulgar. 78
Quinta do Passadouro Tinto 2004
Grande aroma. O travo é intenso, com muita fruta picante. Está vigoroso e no ponto certo para beber. 87

Quinta do Vallado 2006
Ainda novo, rude e um pouco sem maneiras. De estilo fechado, deve deixar-se evoluir e estabilizar o seu potencial. Mas poderá ser bebido já, com comida forte. 85

Alandra Tinto 2006
Vinoso, com aroma de velhas pipas de adega. Travo amargo, agreste e rude. No primeiro travo, alguma acidez, parecida a fruta silvestre verde.(1,89€) 70

terça-feira, março 04, 2008


Quinta do Infantado Reserva 2003
Corpo fresco e equilibrado. Travo refinado e elegante, talvez com notas excessivas de verniz, sobretudo no aroma. (28 €, no D.O.C.)
Z – 90
LP – 88
PV – 90



Quanta Terra 2004
Rico no sabor, com grande profusão de aromas mastigáveis. Tem um perfil de grande urbanidade, delicado e cosmopolita. (22 €, no D.O.C.)
Z – 90
LP – 90
PV – 90