sexta-feira, setembro 30, 2011

Porto Vintage Quinta de Lubazim 1927
A rolha deixou verter e a garrafa já estava quase a meio. Portanto, o vinho oxidou, continuada e lentamente. E claramente não está ao mesmo nível de igual garrafa que se provou aqui em 2006. Mas espantosamente, manteve imensa frescura. No perfil, parece um Madeira, mas é muito mais fresco. É sedoso e delicadíssimo.
Z – 95, pela história
LP – 94
PV – 93

terça-feira, setembro 27, 2011

Comparativo Vale Meão

Quando aqui se compararam diferentes colheitas de Vale Meão, em Janeiro de 2011 a de 2002 estava soberba e a de 2003, velha senhora, embora com dignidade, decaía, parecendo já um pouco frouxa. 2004 estava pujante e exuberante, enquanto 2005 não escondia ser mais modesto e limitado. Meio ano antes, em Julho de 2010, o resultado fora parecido. E o mesmo se anunciava em prova comparativa, já em Fevereiro de 2008.
Agora, descobriu-se, apesar de tudo, um grande corpo em todos eles. O 2005 é um pouco mais mineral e aligeirado. O 2003, sem perder a grande evidência que sempre teve, logo a partir da prova de Janeiro de 2006, na verdade, já revelou o seu melhor (nas provas de 2007 e 2008). Não desce de nível mas, como se tem vindo a detectar, está em ciclo descendente. A colheita de 2004, que se revelou portentosa logo na prova de Dezembro de 2006, ainda agora mostra algo de chocolate, picante e poderoso. É um monumento de sofisticação e riqueza, que está no seu esplendor.
2003
Z – 93
LP – 93
A – 94
Manel – 94
PV – 92

2004
Z94
LP – 94
Manel – 95
PV – 95

2005
Z – 93
LP – 90
M – 93
PV – 91

segunda-feira, setembro 26, 2011

Albacora Rueda Verdejo 2010
Mais light, menos complexo e sofisticado que um verdelho. Mas mais fresco e consensual. Apesar de tudo, ligeiro.
Z – 87
LP – 88
M – 85/90
PV – 88

domingo, setembro 25, 2011


Cabeça de Burro Branco 2010
Os brancos do Douro não são conhecidos por impressionarem. E este não destoa. É maduro e com corpo cheio. Alguma fruta madura, doce e quente. Mas despreza a frescura e a leveza. Foi óptimo com peixe gordo. É um bom branco para quem gosta de tintos. (5,49€) 85

sábado, setembro 24, 2011


Two Tracks Chardonnay 2008
Malborough, gordo, pastoso e um pouco abrutalhado. Agressivo na boca, a precisar de comida. 84
 
Três Malbec Argentinos

Os malbec costumam ter um perfil facilmente detectável e razoavelmente estandardizado: são leves e algo frescos, com corpo elegante e adstringência discreta; alguma acidez, presente mas não protagonista. Depois, vão variando na boca.

O Saurus 2006, de Neuquen (o nome foi inspirado por supostos fósseis de dinossáurios encontrados na propriedade) apresentou-se mais seco e grave. Talvez, menos amigável na boca que no aroma.

O Família Gascon 2010, de Mendoza, era talvez o mais agreste: foi bem com uma parrilhada, porque estava fresco.

Por último, o Enrique Foster 2007, foi o melhor deles. Mais sofisticado e rico, protagonista da refeição, que nem se importou de acompanhar um bife mal passado. Nariz muito intenso (mais ainda que os outros) e muita fruta na boca.


quarta-feira, setembro 14, 2011

Carta de vinhos de um restaurante em El Calafate, Patagónia: sem comentários…

quinta-feira, setembro 08, 2011


Munich
Apesar do nome, é produzida por uma antiga casa cervejeira neozelandesa. Um pouco ácida e adocicada. É portanto apropriada para climas frios. Mesmo assim, vai melhor fresquinha. 83

segunda-feira, agosto 29, 2011


Vailima
Produzida em Samoa, com origem quase secular, alemã. Fresca e muito vivinha. Não se pode dizer que seja uma grande cerveja, mas geladinha refresca. E não desilude. 84

domingo, agosto 28, 2011

Os últimos da Nova Zelândia
Roaring Meg Pinot Gris 2011
De Otago, tem um grande corpo, elegante e vigoroso, apesar de ser cheiinho de sabor. Açúcar bem presente, mas discreto, a não ser protagonista. Excelente vinho de aperitivo – atenção aos 14% de teor alcoólico! 89

Roaring Meg Pinot Noir 2010
É delicadinho, ou então superficial e não mostra mais porque não tem para dar. Não é fácil de entender – será talvez a tal subtileza que dizem caracterizar a casta. 85

sábado, agosto 27, 2011

Mais Neozelandeses
Mansion House Chardonnay 2008
De Malboroug, para chardonnay é discreto e nada exuberante, muito domesticado, talvez pela idade. 86
Seifried Nelson Chardonnay 2008
Um pouco superficial. Sem as marcas verdascas e gordurosas da casta. Falta-lhe corpo e força. 85
Tohu Riesling 2009
Outro Malborough. Vivaço e cheio, mais gordo e menos fresco que os riesling habituais. Algo pastoso, até. Estranho mundo, este dos vinhos da Nova Zelândia. 86

quinta-feira, agosto 25, 2011

Alguns neozelandeses
Wither Hills Sauvignon Blanc 2010
De Marlborough, fresco e verdasco, muito vegetal, herbáceo, mesmo, a roçar o agreste. É um vinho dos espaços selvagens, que pretende ser protagonista e não quer ser delicado. 86

Soho Pinot Noir 2009
Afinal, Marlborough produz tintos também. Este é delicado e agradável. Bem feito, quente e de carácter doce, mas sem garra. 86

Squawking Magpie Syrah 2009
Corpo e força, mas discreto. 87

terça-feira, agosto 16, 2011

Quinta do Monte d’Oiro Madrigal Viognier 2008
A casta não parece dar-se bem em território português. Já outros, antes deste, desiludiram. Este, aparenta-se metálico, ligeiro e pouco substancial.
Z – 87
PV – 87

segunda-feira, agosto 15, 2011

Alvarinho Contraste 2009
Foi provado em baixa temperatura e revelou-se mais mineral que outros alvarinhos. Travos de grafite e sílex (LP). (11,95 €)
LP – 90
M – 90
PV – 90

domingo, agosto 14, 2011


Altas Quintas Branco 2008
Muito seco e agreste. Amadeirado intenso. Acidez nula. Pouco vivaz.
Z – 90
LP – 88
PV- 87