Que tal o vinho ?
Granja Amareleja Tinto 2009
Alentejano de perfil moderno, com força, energia e potência ainda um pouco indómita. Frescura, em corpo esguio. 86
Frisante Adegas da Cumeada
Da Companhia das Quintas, mostra um travo algo acre e agressivo, muito pouco simpático desde a primeira impressão. Muito frio, disfarça. Pode ser uma solução. Ou então, é bebê-lo com muito calor, no campo, no verão, para matar a sede. (1,49 €) 79
Vallado Douro Tinto 2009
Força bruta, da natureza. Vigor selvagem, ainda indomado. Vinho poderoso, onde os 14,5% de álcool nem sequer se notam, diluindo-se na adstringência muito marcada, com arestas ainda por polir. (6,89 €) 86
Quinta da Alorna Colheita Tardia 2009
Ligeiro leve e fresco. Vinho docinho, no qual falta corpo e dimensão. Mas está bem – bebe-se com mais agrado que colheitas de anos anteriores (10,90€). 87
Quinta da Alorna Branco 2011
Ligeiro, fresco e arejado. Fino, sem ser complicado. Descomprometido e elástico. Branco fácil, todo o terreno (2,97 €) 86
Grandes Quintas Reserva 2009
Douro tinto genuíno (LP). Vinho despretensioso, é o que é. Na boca, mineral e fresco. Mas com alguma densidade. Pastoso, mesmo – e cheio de si mesmo.
Z – 89
LP – 89
PV – 88
Porto Ferreira LBV 2007
Travo fresco, a evidenciar muita fruta. Na boca, rico, com grande textura, de adstringência equilibrada. Talvez seja o melhor LBV Ferreira dos últimos anos. 88
Três Brancos da Estremadura Catarina 2010
Equilibrado e sério. Vinho já a sério, que se destaca. Vegetal muito vincado, de corpo denso (4,99 €). 87
Bucellas Arinto 2010
Ligeiro, simples e, sendo honesto, é aborrecido. Na boca, notas de pêra abacate, um pouco enjoativo (Inês) (3,49 €). 84
Morgado de Sta. Catherina Reserva 2009
Gordo, complexo e completo. Vinho de personalidade forte e marcada. Apesar disso, bom carácter (7,98 €). 88
Prova Régia Arinto 2010
Vinho clássico, com o travo agridoce dos brancos da literatura romântica. Óptimo vinho de verão. (2,99 €) 85
Porto Vintage Portal 2009
Na boca, casca de pêra – pêra rocha (Z). Rugoso e áspero. Ao mesmo tempo, delicado e muito insidioso, deixando a bocha cheia de fruta. Melhor que 2008.
PV – 92
Portal Grande Reserva 2007
Fresco, saltitante, agarra-se.
Z – primeiro embate, 91, depois desce a 88
LP – 90
PV – 89
Baton Tinto 2008
Vigoroso, wild, moderno, com a adstringência no ponto, moderno, intenso, de corpo inteiro.
Z – 89
LP – 89
Carpa – 90
PV – 89
Maritávora Branco 2008
Mineral, metálico mesmo, “apetrolado”. Perfil diferente, ligeiro.
Z – 84
LP – 85
Carpa – 87
PV – 87
Barranco Longo Colheita Seleccionada Tinto 2006
Vinho de grande dignidade. Na boca, muita fruta. Carácter poderoso e vigoroso.
LP – 91
PV – 89
Grande Escolha Branco 2010
Corpo grande e generoso. Rico, verde e intensamente fresco.
LP – 89
PV – 87
Esporão Reserva Tinto 1996 No início, pareceu muito fechado e pouco promissor. Depois de arejado soltou-se e revelou-se um vetusto néctar, sem frescura nem viço, mas com a dignidade das rugas do tempo. Estas rugas, bem notórias na prova, exigiram comida. E acabaram por acompanhar bem umas perdizitas. 86
Palácio da Bacalhoa 2000
No nariz, o primeiro impacto foi logo insuportável, de intenso suor de cavalo. Depois, mesmo arejado várias horas, não perdeu um marcado azedume de carácter, com pouca simpatia, a revelar ter envelhecido mal. Não aguentou a passagem do tempo. Não está vinagre, mas como vinho, já era. 60
Freixenet Carta Nevada Meio SecoDoce composto e pastoso. É simpático e extrovertido, mas sem sofisticação nem complexidade. Correcto, é bom para passas e outros aperitivos de fim de tarde, ou fim de ano (5,99 €). 86
Freixenet Cordon Negro Bruto
Bolhas muito vivas, a roçar o agressivo. É bruto no sentido próprio. Pouco delicado, talvez bom para comida, mas menos interessante para comemorações (5,99 €) 85
AS MELHORES PROVAS DE 2011 - PORTOS94
Porto Vintage Quinta de Lubazim 1927
92
Niepoort Porto Colheita 1976
Quinta do Vesúvio Vintage Port 2007
89
Quinta de Baldias Vintage 2003
Porto Ferreira LBV 2006
Presidential Porto 1985
87
Porto Quinta da Pacheca LBV 2006
Porto Poças LBV 1999
85
Porto Barros 10 Anos
84
Porto Messias LBV 2004
LBV Quinta Nova Nª Sª do Carmo 2005
TINTOS95
Quinta do Vale Meão 2004
93
Quinta do Vale Meão 2003
Quinta do Vale Meão 2002
Charme 2002
92
Quinta do Vale Meão 2005
91
Batuta 2001
Batuta 2008
Quanta Terra Grande Reserva Tinto 2007
Redoma Tinto 2005
90
Quinta do Quetzal Reserva Tinto 2008
Pegões Sirah 2009
Quinta dos Currais Reserva 2004
Robustus 2005
89
Montes Ermos Grande Reserva 2007
88
Quinta do Valdoeiro Syrah 2008
Grandes Quintas Reserva 2008
Bridão Reserva 2006
Tiara 2009
Valle PradinhosTinto 2006
87
Omlet 2005
Montes Ermos Grande Reserva Touriga Nacional 2007
Dona Ermelinda 2008
Bridão Touriga Nacional - Cabernet Sauvignon 2005
Monte da Peceguina 2008
Vila Flor Tinto 2009
Quinta do Sobreiró de Cima Tinto 2004
Terras do Pó Reserva Tinto 2008
86
Esporão Quatro Castas 2009
Tons de Duorum 2009
Herdade dos Grous Moon Harvested 2008
85
Fonte do Nico 2010
Algoz Reserva 2008
Marquês dos Vales Tinto Selecta 2008
Conde de Palma 2006
Grandes Quintas Tinto Colheita 2008
BRANCOS92
Redoma Branco Reserva 2007
91
Redoma Branco 2009
90
Alvarinho Contraste 2009
Alvarinho Muros Antigos 2008
89
Quanta Terra Grande Reserva Branco 2008
88
Altas Quintas Branco 2008
Contacto Alvarinho Anselmo Mendes 2009
Hobby Branco 2009
Herdade do Esporão Duas Castas 2010
87
Ermelinda de Freitas Sauvignon Blanc – Verdelho 2010
Alvarinho Aveleda 2010
Dom Ponciano Alvarinho 2009
Quinta do Monte d’Oiro Madrigal Viognier 2008
Bétula 2010
86
Vila Flor Branco 2010
Grand’ Arte Chardonnay 2008
Follies Loureiro/Alvarinho 2010
CARM Branco 2010
Alvarinho Touquinheiras 2009
Marquês dos Vales Premiere Selecão 2010 - Blanc de Noir
85
Cabeça de Burro Branco 2010
Cabeça de Burro Branco 2007
OUTROS89
Domingos Soares Franco Moscatel Roxo 2008
Encostas de Vassal Rosé Trincadeira 2009
82
Porto Barros 10 Anos
Tawny melhorado, com notas de caramelo, algo mentolado. Alguma leveza, que traduz falta de corpo. Dentro do género (colheitas pouco antigos), não está mal. Mas não convence. 85
Quinta do Quetzal Reserva Tinto 2008
Melhor no impacto inicial; depois decai. Apesar disso, boa personalidade, fresca e expansiva. Muito rico e espesso. É um óptimo vinho.
Z – 90
LP – 90
Manel – 90
PV – 90
Bétula 2010
Branco Douro "tecnológico" (LP). Na boca, frescura metálica, vegetal, com alguma agressividade.
Z – 87
LP – 85
Manel – 85/90
PV – 87
VINHOS DA QUINTA DA PEÇA
Vila Flor Tinto 2009
Grande corpo. Na boca, fruta picante. Vivaço.
Z – 85
Manel – 90
PV – 87
Vila Flor Branco 2010
Travo vegetal moderado. Mais frutado que fresco. Enche a boca, rico, saboroso e até algo saltitante.
Z – 86
Manel – 86
PV – 86
Presidential Porto 1985
Da C.da Silva, é um colheita cítrico, alaranjado. Sofisticado, de algum corpo, é um vinho alicorado, até sedoso. No final da prova um pouco aquoso.
Z – 89
PV - 89
Quinta do Sobreiró de Cima tinto 2004
Muito equilibrado, no corpo, vigor e substância. É um vinho pouco sofisticado, mas que não deixa de ser delicado. Maduro e sereno. Está espantosamente jovem, tendo em conta a idade. 87
Dom Ponciano Alvarinho 2009
Perfil clássico, gostoso e plástico. Foi bem com comida, mas seguramente também se aguenta bem sozinho. Enche a boca de vigor. 87
Quinta da Lagoalva Talhão 1 2010
Branco ribatejano que, em geral, revela uma acidez muito verde e herbácea, com fortes notas campestres. Na boca, não é muito fino. Forte travo de feno. Aguentou bem um bacalhau, mas foi pior sozinho. 84
Herdade Grande 2010
Tinto alentejano, curto, modesto e rústico. Não tem defeitos, mas também não justifica o preço. (7,49 €). 83
Quadrifolia by Vallado 2010
Este Douro tinto, será talvez o low cost do Vallado. Fresco, a chegar ao frio mesmo – sem calor nem grande expressividade. Não escorrega, como outros congéneres, para um nível pior. Mas para o preço, é fraco (5,99 €). 82
Van Zellers Rufo 2008
Quem vê caras, não vê corações. Este vinho de bom rótulo e excelente imagem, tem alguma (surpreendente) frescura frutada. Mas depois, revela falta de maturidade; parece ser um vinho pouco elaborado e com perna curta. Não é desagradável, mas também não agrada. 80
La Capra Sauvignon Blanc 2010 Da Coastal Region. Incisivo, com personalidade. Vai mais longe que a normal acidez fresca e revela alguma complexidade, para lá das habituais notas tropicais e frutadas. 87Welbedacht Chardonnay 2010
De Wellington, a nordeste do Cabo, não estagiou em madeira – talvez por isso, é um chardonnay diferente. Revela muito a gordura espessa da casta. Mole, pouco fresco, de corpo muito rechonchudo. Deveria beber-se muito frio e fazer-se acompanhar de comida forte - peixe no forno, no mínimo. 85
Tokara Zondernaam Chardonnay 2010
De Stellenbosch, é um chardonnay moderno, discreto, pouco gordo e com acidez viva, mas não protagonista. Amadeirado qb, revela elegância e força. 88
Windhoek Lager
Da Namíbia, a indicar que segue a lei da pureza alemã, de 1516. Tem apenas 4% de álcool e é muito leve, suave e fresca. Discreta. 82
Mais sul-africanos
Leopard’s Leap Sauvignon Blanc 2011
Da zona de Franschhoek, fresco moderado, com marcadas notas de fruta. Acidez discreta (é curioso na casta…) em vinho muito polivalente. 86
Footprint Chardonnay 2011
De Western Cape, é gordo, forte e corpulentíssimo. É vinho para refeição, mas vai muito bem. 87
Thelema Moutain Red 2008
Blend em que se sente o calor da fruta, adstringente e poderosa. 86
KWV Pinotage 2009
Este Pinotage, de um antigo produtor sul-africano ficou classificado nos 10 melhores do Absa Top 10 Pinotage Competition. Notas de cabedal, mas delicado. 84
Hill & Dale Pinotage 2009
Vinho mais light. Na boca, é muito equilibrado e correcto, mas sem corpo. 84
Prova de Zevenwacht, Stellenbosch, África do Sul
Sauvignon Blanc 2011
Claras notas de maracujá na boca. Acidez persistente, com travos vegetais, de alguma agressividade aguçada. 84
Rosé 2010
Feito de merlot, com desengace e fermentação a frio. Delicadinho doce, quase pastoso. 82
Pinotage 2010
Fortíssimas notas de couro e de tostado, com algum fumado no nariz. 87
Syrah 2007
Vigoroso e explosivo na boca, mas no fim desaparece, em epílogo muito curto. 86
Duas sul-africanas Castle draught
Fresca e leve, com uma pontinha de acidez, boa para climas quentes – bebe-se depressa e bem (se se demorar, a partir do meio, torna-se aborrecida). 82
Carling Black Label
Produção escocesa na África do Sul. Acre e adstringente, com sotaque grosso. Nada delicada. Uma boa síntese do carácter escocês com a terra africana. 83
Dois sul-africanos, da Coastal Region
Protea Merlot 2009
Ligeiro picante na boca, algo frutado e fresco. Vinho com perfil vulgar. 84
Two Oceans Pinot Noir 2010
Recomenda-o o produtor com roast-beef. Provou-se com carpaccio de vaca e folar de chaves. É daqueles vinhos tão delicadinhos que é difícil percebê-los. Será da casta, nesta versão algo fumada e sedosa. 85
Fairhills Cabernet Sauvignon 2010
Da África do Sul, grosso, agressivo, pouco polido. É quente e revela fortes notas de couro grosseiro. 82
Anura Pinotage Syrah 2009
Sul-africano. De um cepa que, colhida nesta latitude (“inventada” na década de 1920, por Abraham Perold, por via do cruzamento do de pinot noir e de cinsault) tem como resultado um vinho quente e envolvente. Mas esse efeito é curto, porque depois se esvai. Apesar disso notas picantes e adstringentes, a dar algum corpo a um vinho apimentado, a fazer lembrar terra vermelha. 84
Follador Frizzante Proseco
DOC Treviso, Itália. Bolhas delicadas, que tornam o vinho simpático e agradável na boca. Alguma doçura de carácter, num corpo muito leve e fresco. Falta-lhe força. 82
Couleurs du Sud Syrah 2010
Violáceo, na boca. Fresco, de corpo esquálido, mas muito vigoroso e até mesmo potente. Mas falta-lhe nobreza. De resto, não é mediozinho. 81
La Vieille Ferme 2010
Produzido na Provence, este branco é aborrecido, maçador, pastoso, sem vivacidade. Mas com algum corpo e substância. Vinho do sul, é um blend mainstream. 80
Reserve de La Baume Chardonnay 2010
É engraçado como os chardonnay modernos são mais delicados, menos vegetais e amanteigados; no fundo, mais main stream. São mais vinhos de companhia, mas elásticos, também capazes de aguentar bem uma refeição. Assim é este Pays d’Oc, que sem brilhar, iluminou. 84
Trierer Augenscheiner Riesling Kabinett 2010
Alemão, do Mosela. Por ser Kabinett, não atingiu a maturação total, como atingiria um Prädikatswein. Tem assim claro vigor vegetal, de alguma agressividade ácida, que lhe dá que lhe dá vivacidade. Por ser um Trocken, não e doce. 86
Becker Landgraf Weissburgunder & Chardonnay 2010
O amanteigado do chardonnay é contrabalançado pela acidez da casta germânica e o resultado fica muito equilibrado. Boa performance, como vinho de companhia. 86
Battin
Luxemburguesa, feita pela Bofferding. Na boa, um travo acre delicado e forte. Superior. Algo de citrino e de especiarias, gengibre, talvez. Belíssimo corpo. Não chega ao nível das belgas, de abadia, mas descola muito claramente do main stream. 87
três polacas
Perla
Mole e redonda, sem arestas, agradável, multifunções. Vaibbem, sem ser exuberante. 82
Tyskie
Um pouco mais seca, com notas de cereais. Vigorosa e forte. 83
Lech
Mais na linha da Tyskie. Mas mais delicada. 83