segunda-feira, outubro 31, 2011

três polacas

Perla
Mole e redonda, sem arestas, agradável, multifunções. Vaibbem, sem ser exuberante. 82

Tyskie
Um pouco mais seca, com notas de cereais. Vigorosa e forte. 83

Lech
Mais na linha da Tyskie. Mas mais delicada. 83

sexta-feira, outubro 28, 2011


Esporão Quatro Castas 2009
A versão de 2008 pareceu melhor. Ou então, esta ainda não atingiu o nível suficiente de evolução. Mas pode ir lá. Másculo, complexo, vigoroso, mas ainda em construção. 86

terça-feira, outubro 25, 2011

Porto Poças LBV 1999
Já não tem o viço de um vinho novo, mas ainda não tem a dignidade nem a patine de um velho. Entre a fruta desaparecida e o travo sedoso que se anuncia mas ainda não se encontra, fica um vinho estranho: assim uma espécie de estrela cadente em meia idade, ainda não decadente, mas longe de ser uma velha glória. 87
Menduco Torrontés 2009
Argentino de Mendoza. No nariz, um ramalhete de flores. Na boca, frescura de limão, e doce equilibrado. Fácil e muito sedutor. Esconde bem os seus 14º graus. 86

sábado, outubro 15, 2011


Ermelinda de Freitas Sauvignon Blanc – Verdelho 2010
É um experiência estranha: na boca, este vinho parece amanteigado, masé claramente vegetal. Tem um corpo enorme e rechonchudo mas, no fundo, o seu carácter é fresco e bem disposto. Poderá ir excelente com peixe no forno e pimentos. Ou então a solo, com calor. (8,59 €) 87

Verde Branco Pingo Doce 2010
Apesar de ser da “linha branca”, vem da Quinta da Lixa e não envergonha o produtor. É um vinho simples e descomplicado, muito fresco e leve, entrando na boca com um piquinho de gás. Óptimo para o tempo quente. 83

sexta-feira, setembro 30, 2011

Porto Vintage Quinta de Lubazim 1927
A rolha deixou verter e a garrafa já estava quase a meio. Portanto, o vinho oxidou, continuada e lentamente. E claramente não está ao mesmo nível de igual garrafa que se provou aqui em 2006. Mas espantosamente, manteve imensa frescura. No perfil, parece um Madeira, mas é muito mais fresco. É sedoso e delicadíssimo.
Z – 95, pela história
LP – 94
PV – 93

terça-feira, setembro 27, 2011

Comparativo Vale Meão

Quando aqui se compararam diferentes colheitas de Vale Meão, em Janeiro de 2011 a de 2002 estava soberba e a de 2003, velha senhora, embora com dignidade, decaía, parecendo já um pouco frouxa. 2004 estava pujante e exuberante, enquanto 2005 não escondia ser mais modesto e limitado. Meio ano antes, em Julho de 2010, o resultado fora parecido. E o mesmo se anunciava em prova comparativa, já em Fevereiro de 2008.
Agora, descobriu-se, apesar de tudo, um grande corpo em todos eles. O 2005 é um pouco mais mineral e aligeirado. O 2003, sem perder a grande evidência que sempre teve, logo a partir da prova de Janeiro de 2006, na verdade, já revelou o seu melhor (nas provas de 2007 e 2008). Não desce de nível mas, como se tem vindo a detectar, está em ciclo descendente. A colheita de 2004, que se revelou portentosa logo na prova de Dezembro de 2006, ainda agora mostra algo de chocolate, picante e poderoso. É um monumento de sofisticação e riqueza, que está no seu esplendor.
2003
Z – 93
LP – 93
A – 94
Manel – 94
PV – 92

2004
Z94
LP – 94
Manel – 95
PV – 95

2005
Z – 93
LP – 90
M – 93
PV – 91

segunda-feira, setembro 26, 2011

Albacora Rueda Verdejo 2010
Mais light, menos complexo e sofisticado que um verdelho. Mas mais fresco e consensual. Apesar de tudo, ligeiro.
Z – 87
LP – 88
M – 85/90
PV – 88

domingo, setembro 25, 2011


Cabeça de Burro Branco 2010
Os brancos do Douro não são conhecidos por impressionarem. E este não destoa. É maduro e com corpo cheio. Alguma fruta madura, doce e quente. Mas despreza a frescura e a leveza. Foi óptimo com peixe gordo. É um bom branco para quem gosta de tintos. (5,49€) 85

sábado, setembro 24, 2011


Two Tracks Chardonnay 2008
Malborough, gordo, pastoso e um pouco abrutalhado. Agressivo na boca, a precisar de comida. 84
 
Três Malbec Argentinos

Os malbec costumam ter um perfil facilmente detectável e razoavelmente estandardizado: são leves e algo frescos, com corpo elegante e adstringência discreta; alguma acidez, presente mas não protagonista. Depois, vão variando na boca.

O Saurus 2006, de Neuquen (o nome foi inspirado por supostos fósseis de dinossáurios encontrados na propriedade) apresentou-se mais seco e grave. Talvez, menos amigável na boca que no aroma.

O Família Gascon 2010, de Mendoza, era talvez o mais agreste: foi bem com uma parrilhada, porque estava fresco.

Por último, o Enrique Foster 2007, foi o melhor deles. Mais sofisticado e rico, protagonista da refeição, que nem se importou de acompanhar um bife mal passado. Nariz muito intenso (mais ainda que os outros) e muita fruta na boca.


quarta-feira, setembro 14, 2011

Carta de vinhos de um restaurante em El Calafate, Patagónia: sem comentários…

quinta-feira, setembro 08, 2011


Munich
Apesar do nome, é produzida por uma antiga casa cervejeira neozelandesa. Um pouco ácida e adocicada. É portanto apropriada para climas frios. Mesmo assim, vai melhor fresquinha. 83

segunda-feira, agosto 29, 2011


Vailima
Produzida em Samoa, com origem quase secular, alemã. Fresca e muito vivinha. Não se pode dizer que seja uma grande cerveja, mas geladinha refresca. E não desilude. 84

domingo, agosto 28, 2011

Os últimos da Nova Zelândia
Roaring Meg Pinot Gris 2011
De Otago, tem um grande corpo, elegante e vigoroso, apesar de ser cheiinho de sabor. Açúcar bem presente, mas discreto, a não ser protagonista. Excelente vinho de aperitivo – atenção aos 14% de teor alcoólico! 89

Roaring Meg Pinot Noir 2010
É delicadinho, ou então superficial e não mostra mais porque não tem para dar. Não é fácil de entender – será talvez a tal subtileza que dizem caracterizar a casta. 85

sábado, agosto 27, 2011

Mais Neozelandeses
Mansion House Chardonnay 2008
De Malboroug, para chardonnay é discreto e nada exuberante, muito domesticado, talvez pela idade. 86
Seifried Nelson Chardonnay 2008
Um pouco superficial. Sem as marcas verdascas e gordurosas da casta. Falta-lhe corpo e força. 85
Tohu Riesling 2009
Outro Malborough. Vivaço e cheio, mais gordo e menos fresco que os riesling habituais. Algo pastoso, até. Estranho mundo, este dos vinhos da Nova Zelândia. 86