sexta-feira, março 21, 2008


Quinta do Ameal Loureiro 2006
Notas de maracujá, talvez líchias. Frescura imbatível, em vinho de insustentável leveza. Ligeireza de carácter, mesmo. Um vinho óptimo para tardes de verão. 87

quinta-feira, março 20, 2008


Quinta do Valdoeiro Espumante Baga / Arinto
Talvez tenha falta de força e travo um pouco rude. Mas com comida irá muito bem. Leitãozinho, talvez.
LP – 82
PV – 85

quarta-feira, março 19, 2008


Vinho da Nora tinto 2001
Digno, hirto e sofisticado. Ou será do terroir? Exige comida substancial. Cabrito, por exemplo. Alguma “acidez gastronómica” (LP). Vinho gourmet.
A – 90
LP – 91
Manel – 88
PV – 88

Esporão Reserva 2004
Pouco corpo, com muito álcool.
A – 87
LP – 87
Manel – 90
PV – 88

Murganheira Reserva Bruto 2003
Bom corpo, algo acre, masculino e afirmativo, embora sempre num registo fino e delicado.
LP – 87
PV – 87

Paulo Laureano Singularis 2004
Vulgar e banal. Parece mal acabado. Não vai lá. (5,99) 80

Follies Aveleda Chardonnay + Maria Gomes 2005
Bom corpo e grande equilíbrio. Frescura consistente, sem perder músculo. “Não sei da terminologia, mas gosto do vinho” (ZM, provador convidado). (12,80 €, em restaurante) 87

quinta-feira, março 13, 2008

Casal da Coelheira Tinto 2006
A primeira impressão é melhor que as seguintes. Parece que a delicadeza inicial se esvai e torna o vinho mais rude, quando se insiste na prova. No fundo, é agreste e pouco polido, sem contudo baixar a níveis admissíveis. Irá bem com uns nacos de presunto cortados a navalha e pão caseiro, talvez. (3,79) 80

domingo, março 09, 2008


Murganheira Reserva Meio Seco
Excelente corpo, com bolhas equilibradas. Denso e apetitoso. Vai bem com doce. 87

Alento 2006
Fruta verde, espessa e áspera. Está um pouco em bruto. Talvez lá vá com o tempo. 81

Alabastro tinto 2005
Um clássico renovado. Delicado e suave, está pronto a beber. Fruta discreta, mas bem presente. Perfil moderno e vigoroso. (3,19) 85

quinta-feira, março 06, 2008


Poeira 2005
Elegantíssimo no travo. Frescura delicada e subtil, com distinto toque sedoso.
LP – 92
Z – 91
PV – 91
Vale d’Algares Branco 2006
Uma experiência exótica e alternativa: monocasta de viognier, vinificado à gélida temperatura de 2ºC e envelhecido em barricas novas de carvalho francês. O perfil fica a meio entre o complexo feminino, mole e amanteigado do chardonnay e o vigoroso e frontal músculo, másculo e linear do verdelho. À entrada na boca até parece que o vinho é garboso e corpulento, mas depois afinal o corpo esvazia e parece fugaz. Sem ofensa e muito menos complexos, parece gay. 86

Fonte do Nico 2007
Docinho e amaneiradinho, este vinho de moscatel e fernão pires joga no campeonato dos vinhos de aperitivo, para público fácil e sobretudo feminino. Frutadíssimo, muito agradável. Com estes pressupostos, não desiludirá. (1,45 €). 82

Dão Terras Altas 2005
É um tradicional, quase popular, que se foi ficando cada vez mais na mesma, vendo o resto do mundo mudar de ares. Esta versão tem algum traço modernizante, com vigor e fruta, sem perder o pé mineral. De resto, é arredondado e não tem defeitos. E - factor não desprezível -, está pronto a beber. (2,48) 80

Real Porto
Tawny engarrafado em 1962 pela Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal. Não se distingue, apesar da idade. Apresenta-se acre e vulgar. 78
Quinta do Passadouro Tinto 2004
Grande aroma. O travo é intenso, com muita fruta picante. Está vigoroso e no ponto certo para beber. 87

Quinta do Vallado 2006
Ainda novo, rude e um pouco sem maneiras. De estilo fechado, deve deixar-se evoluir e estabilizar o seu potencial. Mas poderá ser bebido já, com comida forte. 85

Alandra Tinto 2006
Vinoso, com aroma de velhas pipas de adega. Travo amargo, agreste e rude. No primeiro travo, alguma acidez, parecida a fruta silvestre verde.(1,89€) 70

terça-feira, março 04, 2008


Quinta do Infantado Reserva 2003
Corpo fresco e equilibrado. Travo refinado e elegante, talvez com notas excessivas de verniz, sobretudo no aroma. (28 €, no D.O.C.)
Z – 90
LP – 88
PV – 90



Quanta Terra 2004
Rico no sabor, com grande profusão de aromas mastigáveis. Tem um perfil de grande urbanidade, delicado e cosmopolita. (22 €, no D.O.C.)
Z – 90
LP – 90
PV – 90



quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Visita à Quinta do Vale Meão

Meandro 2003
Equilibradamente intenso, com garra. Está no ponto óptimo para beber e foi óptimo com bacalhau no forno. 88

Vale Meão 2003
Que dimensão na boca!
Corre liso, digno e imperturbável como o rio. Pelo caminho, fica um riquíssimo rasto de sabores e um ramalhete de aromas finos. 93




Meandro 2005
Corpo intenso, másculo. Compacto. É mais vigoroso que subtil. 89

Vale Meão 2005

Poderoso e adstringente. Já revela alguma da sua profundidade, mas ainda vai ganhar com o repouso em garrafa. 91



Quinta de Porrais Branco 2006
É feito com castas brancas tradicionais durienses (rabigato e códega do larinho), que lhe dão um pacato travo substancial, sem ser pastoso. É um vinho tranquilo, pouco exuberante e nada agressivo. 86

terça-feira, fevereiro 26, 2008

NOVIDADES DA QUINTA DO PORTAL

Quinta do Portal Tinta Roriz 2006
Salienta-se pelo grande aroma. Quanto ao travo, enche a boca, mas depois não perdura. Parece que se esvai. Ao primeiro embate é afirmativo e pujante (Z). Chega mesmo a ser agressivo e violento. 89

Quinta do Portal Grande Reserva 2006

Explosão adstringente na boca, com grande final. Potente, masculino, de grande complexidade. Fruta intensa. 90


Quinta do Portal Vintage 2007
Os lotes que o virão a compor ainda não estão fechados. Para já, as composições provadas revelam cacau doce delicado, ainda a acalmar a agressividade. Percebe-se que o produto final vai ficar pronto a beber muito em breve. Fantástico travo químico, cheio de fruta em evolução. Não está pronto por isso a avaliação é prospectiva. 92


Porto 30 Anos
Muito fresco, com acidez simpática e corpo fino e singelo. Tem muita vivacidade, chegando mesmo a ser crocante (LP). Complexidade de caramelizado subtil. Não aborrece na boca (Z). 92

Porto 40 Anos
Mais elegante e sofisticado, com grande densidade intrínseca e estrutura. Grande volume, a encher a boca de notas de mel espesso. 93


Duradero 2005
Esta experiência da Quinta do Portal, com fusão de uvas do Douro com outras do Duero, não deu origem a um vinho fácil. É fresco e incisivo, algo ácido mesmo. Mas ainda está duro e verde. Vai melhorar. 87



segunda-feira, fevereiro 18, 2008

VINHOS DO JANTAR DA
REVISTA DE VINHOS



(Mais uma vez, graças ao Zé Barroso. Os vinhos que seguem correspondem à selecção dos que foi possível provar, de entre vários outros disponíveis).

Encostas de Paderne Alvarinho 2006
Muito estruturado e fresco, sem que frescura lhe faça perder o vigor. 89



Alvaianas Alvarinho 2006
Mais fresco que rico. No panorama geral, é um excelente verde, mas como alvarinho não se destaca. 86

Quinta da Alorna Arinto Chardonnay Reserva 2006
O típico amanteigado, mas equilibrado e sem enjoar. Intenso e potente. 88


Quinta do Perdigão Reserva Tinto 2005
Duro e ainda muito adstringente. Ao mesmo tempo, talvez lhe falte alguma densidade e complexidade. 86

Herdade do Perdigão Reserva Tinto 2005
Está bem, é saborozinho e agradavelzinho. Mas curto. 86

Lavradores de Feitoria Grande Escolha Tinto 2004 (imagem não disponível)
Picante, incisivo e agradável. Mas modesto. 86

Calda Bordaleza Tinto 2006
Ácido, levíssimo e não consistente. Será do nome. Será do rótulo? Mas não parece que vá lá. 85

Vale de Ancho Reserva Tinto 2004
Alentejano à moda antiga, que parece ser envelhecido em talha e coberto de azeite. Nesse registo, agradável surpresa. 88





Mythos 2004
Topo de gama do Casal da Coelheira, com excelente estrutura. Muito poderoso. É vinho para envelhecer, que ainda pode vir a ganhar delicadeza. 88

Marquesa de Cadaval Tinto 2005
Pronto a beber. Falta-lhe, talvez, alguma dimensão e sofisticação. 87




Herdade dos Grous Reserva Tinto 2005
Grande equilíbrio. Vinho no ponto, para beber já, com tudo no sítio. 90

Quinta da Touriga Chã 2005
Douro moderno, potente e consistente. Grande vinho. 91







Gouvyas Vinhas Velhas Tinto 2004
Muito mineral, sem desequilibrar. Vinho guloso. 91

Casa Ferreirinha Reserva Especial 1997
O clássico e tradicional perfil Ferreirinha. Notas fortes de terroir, conjugadas com delicadeza sedosa. 92





Quinta da Ervamoira Porto Vintage 2004
É um vintage. Ponto. De resto, notas para a frescura e o rico sabor. 92

Fonseca Guimaraens Porto Vintage 2004
De classe superior. Apesar disso, não é do melhor que a casa tem feito. Destaca-se na sofisticação. 92




sexta-feira, fevereiro 15, 2008


Foral Douro Tinto 2005
Aroma terroso. No travo, à primeira prova mostra-se vinoso e mineral, quase metálico. Depois, revela-se licoroso, evidenciando um perfil mais clássico e delicado. (2,99 €) 83

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Portas da Herdade 2006
Regional alentejano, da Companhia das Quintas. É vinho, sabe a vinho e no verão, fresquinho, com sardinhas assadas até é capaz de ir. Agora que o tempo está frio, apresenta-se rude, de perfil vulgar e pouco polido. O preço não engana nem cria expectativa. Mas é justo. (1,98 €) 72

Casa de Santar Branco 2007 (fotografia não disponível)
Aroma fresquíssimo e incisivo. Perfil clássico, de polpa densa e pastosa. Bom compromisso. 86

sexta-feira, fevereiro 08, 2008


Patamar Reserva 2005
Tinto do Douro, da casa ribatejana DFJ. Boa surpresa. Ainda está verde e precisa de arejar. Esqueçam-se copos mais clássicos e opte-se por um mais aberto, para que o vinho areje. E perceber-se-á o seu aroma discreto e o seu corpo vigoroso marcado. Irá bem com comida forte, que não exija delicadeza. (3,78€) 85

terça-feira, fevereiro 05, 2008

breve incursão pelas cervejas da Estónia

Jõulu-porter (7,5%)
Seca e acre, de excelente dimensão na boca. Óptima para beber com comida forte e picante, como é habitual na Estónia. Mas também vai bem como aperitivo, nesse caso sem acompanhamento. 88

A.Le Coq Premium (4,7%)
Soft e discreta. Cerveja de perfil popular, de fim de tarde ou intervalo de qualquer coisa. No mercado interno o nome é forte e vende muito. Mas no caso da Premium, não se destaca. 82

Saku Originaal (4,6%)
A mais vendida. É uma lager acre e musculada. Não cede na simpatia, mas cumpre bem a sua função de bebida de rotina. 83
DUAS ARTESANAIS


Cerveja da Casa – Beer House, Tallinn
(www.beerhouse.ee)
Feita de forma artesanal, por detrás do balcão. É leve, mesmo ligeirinha, mas apesar disso fica no palato. Acompanhou bem salsichas de caça muito condimentadas. 85


Cerveja de mel – Peppersack, Tallinn
(www.peppersack.ee)
Levemente adocicada. No primeiro travo, anota-se leveza. Depois, o aroma e o distinto travo agridoce do mel marcam. 86


A.Le Coq Special 1807
Uma das mais vendidas na Estónia. Encorpada e consistente, sem prejudicar a leveza. É muito polivalente e vai bem em qualquer circunstância. 85

quinta-feira, janeiro 31, 2008


Casa de Santa Vitória Branco 2006
Fresco e descomprometido. Se estiver geladinho, vai bem. Mais quente, empastela. Encaixa-se bem no preço. (3,99 €) 82