domingo, novembro 22, 2009


Beaujolais Nouveau 2009 SFV
Todos os anos acaba por se cometer o mesmo disparate e prova-se este tipo de vinho na terceira semana de Novembro, logo que chega ao mercado. Este, no aroma é vinoso, com notas químicas. Travo mais fresco que o habitual nos vinhos deste tipo, com notas de fruta azeda. (2,50€) 75

sábado, novembro 21, 2009


Branco Casal Coelheira Terraços do Tejo 2008
Regional Ribatejo de aroma tropicalizado, fruto do Fernão Pires de que é feito. No travo, evidencia acidez bem vincada, a exigir companhia de comida forte, do tipo de peixe no forno. Apesar da acidez, a frescura compensa e equilibra o vinho. (2,14 €) 85
Cabriz Tinto 2007
Já aqui passaram antes o 2003 e o 2005. Este, de 2007, evidencia adstringência masculina e viril, mas em corpo delicado. Pronto a beber. De percepção imediata. (2,89 €) 86

Murganheira Espumante Rosé 2003
Seco, solene e altivo. Será melhor para aperitivo do que para acompanhar refeição.
Z – 86
LP – 90
M – 75
PV – 86

sábado, novembro 14, 2009

10º ENCONTRO COM O VINHO
Junqueira, Lisboa
(breves notas de breves provas, em visita rápida ontem à noite)


Espumante Vértice Gouveio Bruto
Acidez explosiva. Ou então era das bolhas.
Z – 89
LP – 87
PV – 88




Espumante Vértice Rosé
Corpo cheio, mas com o perfil habitual nos rosés, um pouco macilento.
LP – 87
PV – 88

Espumante Vértice 2008
Amanteigado, como se fosse chardonnay.
Z – 88
LP – 88
PV – 87

Espumante Murganheira Malvasia-Fina Bruto
Muito vivo, de corpo gordo e travo amadeirado.
Z – 89
PV – 87

Verdelho Alorna 2009
Amostra de casco, mais mineral que vegetal, fugindo assim à regra na casta. Vigoroso. 86




Espumante Castas de Monção 2007
Bolhas muito potentes, a dominar a prova. Notas muito frescas.
LP – 85
PV – 86

Rebouça Espumante Alvarinho 2005
Toca e foge. Bom impacto, que a seguir desaparece.
86

Rebouça Alvarinho Grande Escolha 2008
Dominantíssimo travo vegetal, até um pouco exótico. É um alvarinho diferente. 87

Barranco Longo Grande Escolha 2008
Branco fresco e alegre. 86

Charme 2007 e Batuta 2007
Duas das grandes referências desta feira e do vinho do Douro. O Charme mais transparente e arejado, o outro mais corpulento e substancial.
Charme
LP – 94
Manel – 90/95
JBX – 94
PV – 92
Batuta
LP – 93
PV – 91
Passadouro Reserva 2007
Denso e potente. 90

Pintas Character 2007
Muito seco e acre.
LP – 89
PV – 89

Pintas 2007
Adstringência total, a rebolar pela boca fora estrondosamente.
LP – 94
PV – 92

Domingos Soares Franco Malbec 2009
Conceito diferente, de vinho produzido em maceração carbónica. Nada parecido com o Beaujolais. No nariz, doce de morangos. Na boca, frescura imensa e divertida. 83

Portal Late Harvest 2007
Doçura extrema, algo melada. Notas de líchia e maracujá. Vinho excelente, que é pena provar em contexto de feira e sem companhia de um foie-gras.
LP – 89
PV – 92


Burmester Vintage Porto 2007
Chocolate muito denso, explosivo de sabores. 93

Porto Silval Vintage 2007
Rico e equilibrado, mas de perfil mais discreto. 91





Quinta do Vale Meão Vintage Port 2007
Riqueza de sabores Muito vegetal 91








Dow’s Vintage Port 2007
O vintage mais equilibrado da feira (Z). Grande dimensão e equilíbrio. 94

sexta-feira, novembro 13, 2009


Colinas de São Lourenço 2008
De chardonnay (80%) e arinto (20%), este Bairrada branco é um vinho do novo mundo. No nariz, fruta exuberante. Na boca, um assumido perfil moderníssimo, com muita madeira e sabores citrinos muito adstringentes. O amanteigado do chardonnay não se nota, talvez cortado pela agudeza do arinto. Embora seja um vinho corpulento e másculo, não é nada gordo. Uma excelente surpresa, por se destacar claramente da mediania padronizada dos brancos portugueses. (4,59€) 90
Paço dos Alcaides de Arraiolos Reserva 2007
Tinto feito de aragonês e trincadeira. No nariz, algo de suor de cavalo. Na boca, imensa frescura e alguma fruta. Apresenta-se compostinho e algo agressivo. Foi muito bem, com comida e sem ela. (2,89 €). 85

Paço dos Alcaides de Arraiolos Reserva 2006
A combinação de castas (trincadeira com Alicante-Bouschet) fazia esperar algo difícil, com casca muito grossa. E na verdade nem a idade chega para limar alguma rudeza de carácter e grosseria no travo deste vinho. (2,89 €) 80

quinta-feira, novembro 05, 2009


Coudel-Mor 2008
Da Adega do Cartaxo. A prova não foi nas melhores condições, em feira. Mas este vinho novo já se revelou vigoroso e seguro, com a fruta bem estruturada e rica. Na boca, é muito composto. Está pronto a beber. 87

Boa Memória 2006 tinto
Da série dos reis, do Monte dos Seis Reis. Corpulento e agressivo, mas pouco polido. No nariz é vinoso. No travo é melhor: enche a boca, deixando atrás de si força ainda pouco domada, apesar da idade (4,99 €). 84

Fiúza Três Castas tinto 2008
Vinho jovem, com grande frescura. Pronto a beber, denota alguma intensidade. Na boca, dá alguma luta. Melhorará se for acompanhado com comida. (3,99€) 85

terça-feira, novembro 03, 2009


Confradeiro Reserva 2000
Deste tinto do Douro já não se faz. Vem à antiga, com perfil ainda mineralizado, muito tradicional. Apesar disso, mostra-se incisivo e altivo. Como vinho velho, para quem aprecie o género, está óptimo. 87

Quinta de Santa Bárbara Porto LBV 2000
Quem disse que os LBV se passam ao sétimo ou oitavo ano? Quem disse que não evoluem bem em garrafa? Este não filtrado é bem melhor que muitos dos Vintage do mercado, sobretudo de anos mais recentes. É denso, espesso, consistente e muito rico no travo. 90
Vila Santa
Potente, poderoso, corpulento e rico. Na boca, arrasta-se, deixando sabores vigorosos. Fez excelente companhia a um borrego no forno. (9,99 €) 88

domingo, novembro 01, 2009


D. Salvador Alvarinho 2008
Saboroso e adocicado. Corpo discreto mas bem proporcionado. Quanto a corpo, não lhe falta nada e tem tudo no sítio. Talvez fique curto de adstringência e vigor. 88

quarta-feira, outubro 28, 2009

Dois Quintas de Melgaço

Torre de Menagem Alvarinho/Trajadura 2008
No aroma, fruta fresca. Na boca, é fresco e vivinho. Picos gasosos bem presentes que lhe dão alegria e agilidade. É muito leve e saltitante. Boa relação preço qualidade, dentro do género (2,99 €) 84


Selecção de Enófilos Verde 2008
Branco ligeirinho, levezinho, fresquinho. Discretas bolhas, a prestarem-lhe vivacidade. Bebida de fim de tarde, para fazer horas para o jantar e ir matando a sede. E mais não se lhe peça (1,9€) 81

terça-feira, outubro 27, 2009


Prosecco Sopralerighe de Conegliano
Espumante italiano de bolhas vivinhas. Paradoxalmente, apenas da casta prosecco, que lhe dá o nome, é meio seco. No travo, delicadeza e subtileza. Vinho de aperitivo, que não aguentará comida. 82

Rémole 2007
Tinto de Indicazione Geográfica Típica da Toscana. Quase todo feito com a típica italiana sangiovese, embora com “una piccola quantitá di cabernet”. Discreto e até descomprometido. É tão suave que se bebe sem se dar por ele. Apesar disso, se se reparar nele, tem algum carácter. 85

Parentini Chianti 2007
Tinto italiano jovem e frívolo. Não desagrada, mas também não impressiona. Se calhar, este é o perfil habitual do Chianti: fácil de beber, a tender para o superficial. Em suma, para turistas, que procuram o que beber na Toscana. 84

Castelli Romani Bernardi
Tinto da DOC italiana Castelo Romani. É fresco e vivo, simples e despretensioso. Vinho de self-service popular. De grande produção, concerteza. Não foi o protagonista da refeição, mas foi boa companhia para um carpaccio e uma pasta com legumes. 83

Conti Dagostino Ribolla Gialla 2008
Italiano da casa Conti Dagostino, do Veneto. Exclusivamente da casta branca ribolla gialla. No nariz é excelente. Fruta abundantíssima. Citrinos e fortes notas de maracujá. Na boca, mais seco e modesto. Mas vigoroso. 86