Roboredo Signature 2019
Tinto guloso, de bom corpo e com compostura. No campeonato em que joga (dos 6 para os 7 euros), vai muito seguro e candidata-se a lugar de liderança. 86
Este reserva marca um percurso no caminho de ulteriores melhores vinhos da mesma casa produtora que, seguramente, deram passos em frente na qualidade. Este, já com cinco anos, é quase que insustentavelmente leve. Falta-lhe estrutura e corpo. Na verdade, tem perfil corrente. Este é mais um motivo para saudar o percurso desde então (5,99 €). 80
Encostas Trogão Tinto 2020
Vinho jovem e muito fresco. Elegante,
apesar da sua solidez e consistência. Para um colheira, é excelente (6,69 €).
Terras do Salvante Branco 2018
DOC Trás-os-Montes. Enorme
frescura, gordinha e muito simpática. Deve beber-se na Terra Quente transmontana,
de onde vem. Podendo, com polvo no forno.
Z – 87
PV – 87
Encostas do Trogão Branco 2019
Regional Trás-os-Montes, muito fresco e arejado. Vinho de verão, para beber numa esplanada. 87
Não são só os 7,5% de álcool que o
fazem descer ao campeonato de “binho de gaija” (e dentro deste, à IIª liga). É
mesmo o docinho, o delicadinho, a garrafinha e a respetiva cor. Em todo o caso,
não engana ninguém: está tudo bem à vista, na forma como se anuncia e
apresenta. É um bom refresco de fim de manhã, em dias quentes de verão (2,99 €).
82
Azul de Ventozelo 2018
Anuncia incorporar touriga franca, tinta roriz e touriga nacional. Esperava-se, portanto um Douro, moderno, vigoroso, frutado e taninoso. Nada disso: é um vinho mais para o elegante e ligeiro, leve e descomprometido, para que não procura sofisticação nem grande complexidade (6,99 €). 84
Quinta das Corriças Branco 2019
Composto, delicado, suave,
polivalente. Fruta ligeira, em vinho discreto que suscita agrado. Mais frio,
vai melhor: a subida de temperatura mata-o. 87
Quinta das Corriças Reserva Tinto 2017
Vinho muito bom e bem feito,
revelando grande dignidade. Perfil solene e firme. Muita nobreza, embora discreta. 88
Verdelho Coleção Privada Domingos Soares Franco 2020
Pode dizer-se que é complexo qb, mas não será um vinho sofisticado ou exuberante. É mais do tipo flexível, consensual e todo-o-terreno. A sua grande marca é ser redondo e sem arestas, o que é pouco usual num verdelho, casta muito herbácea e agressiva. Fácil de beber e de conjugar com comida (9,99 €). 88
Pingo Doce Rosé Touriga Nacional 2020
Bela surpresa, este rosé muito equilibrado: nem doce, nem seco, com corpo elegante, com a frescura exigida pelo verão, mas sem a ligeireza que normalmente lhe vem associada. Fruta no ponto, em vinho discreto e que não procura protagonismo, mas que ocupa bem o seu lugar, por exemplo, com sushi. (4,99 €) 87 na gama rosés.
Quinta Nova Reserva Terroir Blend 2018
Douro que puxa os pergaminhos da tradição, mas que opta por um perfil mais moderno. É um vinho sereno e tranquilo, equilibrado e que mede bem a sua ambição. No final, para o fim da refeição, soltam-se os taninos e a adstringência, revelando um caráter mais agreste (16 €). 87
Passadouro Branco 2016
Com esta idade, este vinho já se enquadra no tipo de “branco velho”. Em todo o caso, apresenta uma enorme frescura, embora a fruta, típica dos brancos, esteja mais ausente. Como impressão geral, fica a de um vinho de agressividade moderada, mais a tender para o discreto. Acabou por ser boa companhia para umas ameijoas. 85
É interessante observar o percurso recente dos LBV que, em alternativa aos vintage, satisfazem muito aqueles que gostam de portos frutados, frescos, carnudos e joviais. No passado recente, apenas meia dúzia, dos disponíveis no mercado, cumpriam os “mínimos olímpicos”. O grosso do pelotão estava mais para o lado dos tawny, com marca muito vinosa e alcoólica. Este Barros, superou a prova e é um LBV muito bom. Com um pouco mais de corpo seria mesmo ótimo. (15,49 €) 89
Frei Gigante 2018
Este branco é feito das três castas mais características da ilha onde nasceu: Arinto dos Açores, Verdelho e Terrantez do Pico. Igualmente muito característico é o seu travo, sobretudo na primeira impressão: forte, marcado, afirmativo. Despois, espraia-se e conversa agradavelmente connosco com simpatia e frescura. (14,86 €) 87
Ameixâmbar Colheita Selecionada Arinto
dos Açores
Este vinho é uma experiência
exotérica: primeiro, junta uvas do Faial (das cinzas vulcânicas dos Capelinhos)
e do Pico (dos currais do Lajido da Criação Velha, onde a vinha está plantada
em bagacina e lava petrificada). Depois, junta colheitas de dois anos (2018 e
2019). Finalmente, é feito com Arinto dos Açores (juntamente com o Verdelho e o
Terrantez do Pico, as castas autóctones mais marcantes das ilhas). Na boca, tem
um sotaque marcadíssimo, mas igualmente, logo desde a primeira impressão, uma pronúncia
mais que nobre. Fresco, atlético, dinâmico, jovial, marítimo. É um vinho
superior, bom em qualquer parte do mundo (35€). 92
Terras de Lava Branco 2019
Tem sempre que ler-se os brancos
do Pico de forma muito específica: este, é vegetal, talvez mesmo herbáceo, e
pontiagudo como a lava e a bagacina. Também encorpado, o que é uma
característica que não se procura em brancos. Mas o Pico é terra de brancos,
que trazem consigo o calor da terra vulcânica onde nascem. Este, é um vinho
mais tradicional que moderno – não vai em modas. Mas vai muito bem. (8,30 €) 87
Beyra Tinto 2019 e Beyra Reserva Tinto 2018
Ambos, vinhos de grande categoria, compostos e muito bem feitos. O Reserva, naturalmente, mais delicado e polido, com muito mais consistência e densidade. O colheita 2019, notavelmente, num Douro tinto, já está pronto para beber. Ambos, em todo o caso, vinhos densos, estruturados, ricos e saborosos. Colheita 87; Reserva 89
Em prova cega será muito difícil distinguir estes dois vinhos, ambos compostos por Síria e Forno Cal. São ambos brancos vincados, com caráter marcado e personalidade forte. Na primeira abordagem, poucas palavras e alguma secura. Depois, revela-se uma grande estrutura. Vinhos sérios, mas, em todo o caso, muito específicos (5,49€ o Biológico e 5,99€ o Branco) ambos 87
Diálogo Douro 2019
É um vinho de iniciação. Quer dizer,
abre a porta a um enorme universo de vinhos Niepoort, de muito mais categoria.
Simples, de fácil abordagem. De corpo esguio, não se espere dele sofisticação
ou complexidade. É fugaz e irá bem com uma chouriça nas brasas, talvez. Uma
nota final: o que sobrou, para o dia seguinte, soube muito melhor. Portanto, a
beber-se já, este vinho precisa de arejamento, É natural, por ser muito jovem (6,63
€). 85
Herdade do Catapereiro Escolha tinto 2017
Regional Tejo, com mineralidade salgada, do estuário do rio, a temperar a modernidade e o enorme vigor das castas. Vinho consensual (3,69 €). 85