domingo, novembro 28, 2021


Ermelinda de Freitas Sauvignon Blanc - Verdelho 2020 

Combinação muito bem casada e equilibrada das duas castas. O resultado é um bouquet de frescura e fruta, muito intenso, com um corpo rico, espesso e saboroso. Grande vinho! (9,99 €) 90

sexta-feira, outubro 01, 2021

Porto Cockburns LBV 2015

Mais um bom LBV, com fruta composta, e corpo com boa densidade. Complexidade qb. Pertence a uma nova geração de LBV, que estão no caminho certo. Voará mais alto, em breve, em próximas colheiras, com toda a certeza. (11,49 €) 87

sexta-feira, setembro 24, 2021


 Porto Barros LBV 2015

É interessante observar o percurso recente dos LBV que, em alternativa aos vintage, satisfazem muito aqueles que gostam de portos frutados, frescos, carnudos e joviais. No passado recente, apenas meia dúzia, dos disponíveis no mercado, cumpriam os “mínimos olímpicos”. O grosso do pelotão estava mais para o lado dos tawny, com marca muito vinosa e alcoólica. Este Barros, superou a prova e é um LBV muito bom. Com um pouco mais de corpo seria mesmo ótimo. (15,49 €) 89

terça-feira, julho 20, 2021

Frei Gigante 2018

Este branco é feito das três castas mais características da ilha onde nasceu: Arinto dos Açores, Verdelho e Terrantez do Pico. Igualmente muito característico é o seu travo, sobretudo na primeira impressão: forte, marcado, afirmativo. Despois, espraia-se e conversa agradavelmente connosco com simpatia e frescura. (14,86 €) 87

 

domingo, julho 18, 2021

Ameixâmbar Colheita Selecionada Arinto dos Açores

Este vinho é uma experiência exotérica: primeiro, junta uvas do Faial (das cinzas vulcânicas dos Capelinhos) e do Pico (dos currais do Lajido da Criação Velha, onde a vinha está plantada em bagacina e lava petrificada). Depois, junta colheitas de dois anos (2018 e 2019). Finalmente, é feito com Arinto dos Açores (juntamente com o Verdelho e o Terrantez do Pico, as castas autóctones mais marcantes das ilhas). Na boca, tem um sotaque marcadíssimo, mas igualmente, logo desde a primeira impressão, uma pronúncia mais que nobre. Fresco, atlético, dinâmico, jovial, marítimo. É um vinho superior, bom em qualquer parte do mundo (35€). 92

 

terça-feira, julho 13, 2021

Terras de Lava Branco 2019

Tem sempre que ler-se os brancos do Pico de forma muito específica: este, é vegetal, talvez mesmo herbáceo, e pontiagudo como a lava e a bagacina. Também encorpado, o que é uma característica que não se procura em brancos. Mas o Pico é terra de brancos, que trazem consigo o calor da terra vulcânica onde nascem. Este, é um vinho mais tradicional que moderno – não vai em modas. Mas vai muito bem. (8,30 €) 87

 

terça-feira, julho 06, 2021

Faria’s Vineyards 2018

Branco muito acre, com pouca frescura e quase nada de fruta. A roçar o desagradável. Embora do Pico, não está certificado pela CVR Açores. Dizem que será por ter uvas “do continente”. É pena, porque a casa (Curral Atlantis) tem vinho bons. 75

sábado, julho 03, 2021

Beyra Tinto 2019 e Beyra Reserva Tinto 2018

Ambos, vinhos de grande categoria, compostos e muito bem feitos. O Reserva, naturalmente, mais delicado e polido, com muito mais consistência e densidade. O colheita 2019, notavelmente, num Douro tinto, já está pronto para beber. Ambos, em todo o caso, vinhos densos, estruturados, ricos e saborosos. Colheita 87; Reserva 89

 

sexta-feira, julho 02, 2021


Beyra Branco Biológico 2019 e Beyra Branco 2019

Em prova cega será muito difícil distinguir estes dois vinhos, ambos compostos por Síria e Forno Cal. São ambos brancos vincados, com caráter marcado e personalidade forte. Na primeira abordagem, poucas palavras e alguma secura. Depois, revela-se uma grande estrutura. Vinhos sérios, mas, em todo o caso, muito específicos (5,49€ o Biológico e 5,99€ o Branco) ambos 87

quinta-feira, julho 01, 2021

 

Herdade do Catapereiro Reserva 2017

Este vinho de combate da Companhia das Lezírias é moderno, mainstream. Não se afirma especialmente, nem se destaca. Mas apesar da gama em que se insere (e do preço), é solene e firme, não deixando ficar mal. (5,93 €) 85

quinta-feira, março 25, 2021

Diálogo Douro 2019

É um vinho de iniciação. Quer dizer, abre a porta a um enorme universo de vinhos Niepoort, de muito mais categoria. Simples, de fácil abordagem. De corpo esguio, não se espere dele sofisticação ou complexidade. É fugaz e irá bem com uma chouriça nas brasas, talvez. Uma nota final: o que sobrou, para o dia seguinte, soube muito melhor. Portanto, a beber-se já, este vinho precisa de arejamento, É natural, por ser muito jovem (6,63 €). 85

 

terça-feira, março 23, 2021

Beyra Reserva Quartzo 2019

Os brancos de Rui Madeira, com este rótulo, são geralmente metade síria e a outra fonte cal. Castas da Beira Alta, cultivadas em terreno granítico. São por isso de grande mineralidade e frescura enorme. Este é mesmo de grande acutilância e agressivo (6,73 €). 86 

 

sábado, março 20, 2021

Fiúza Touriga Nacional 2018

Achocolatado e delicado. A casta, bem presente. Apesar disso, nada aborrecido: pelo contrário, vivo, incisivo e com caráter (6,49 €). 86

 

terça-feira, fevereiro 16, 2021

Herdade do Catapereiro Escolha tinto 2017

Regional Tejo, com mineralidade salgada, do estuário do rio, a temperar a modernidade e o enorme vigor das castas. Vinho consensual (3,69 €). 85

 

terça-feira, dezembro 29, 2020

Flor das Tecedeiras Tinto 2017

Especiado, vivinho, muito frutado. É um vinho jovem, ao qual ainda falta corpo e consistência. Desta estirpe, francamente, esperava-se melhor. (9,99 €) 85

 

segunda-feira, dezembro 28, 2020

Tapada do Chaves Branco 2018

Grande branco alentejano, vigoroso e musculado, sem perder a elegância. Tem a fruta no ponto e muito equilibrada. É daqueles vinhos para os quais não se encontra um comentário menos interessante. 90 

 

quarta-feira, dezembro 23, 2020

Côrte Douro branco 2019

Branco muito mineral, quase metálico. Viosinho integral: pouca fruta e escassa frescura. Abordagem agressiva, talvez apropriada para acompanhar coisas fortes. Foi excelente com um escabeche de perdiz. 87

 

terça-feira, dezembro 22, 2020

Duarte Durão Reserva 2017

Vinho de Alcanhões, no Tejo, com marca muito moderna. Grande equilíbrio entre as castas (syrah, castelão e alicante bouschet), muito bem casadas – fundindo a tradição regional com modernidade. Apesar disso, revela sobretudo um corpo campestre, vivo e quente. 88


segunda-feira, agosto 17, 2020

Manoella 2017

Tinto do Douro, denso, estruturado e impactante. É um vinho de nível superior. Por isso, talvez precise de repousar um pouco mais, na garrafa. (14,99 €)

Z – 90

LP – 90

Mig – 88

Fran – 87

PV – 89

segunda-feira, agosto 10, 2020

Quinta do Côtto Tinto 2016

Este Douro clássico entra no campeonato dos vinhos modernos, muito bem feitos, profissionais e sóbrios. Corpo estruturado, quase que modelado. É um vinho do dia a dia, quem grande elasticidade no que respeita a companhias (8,99 €). 87